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Categoria: Nacional
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AS AUTORIDADES sanitárias queixam-se da tendência decrescente que se regista, nos últimos anos, do número de dadores voluntários de sangue no país .

A preocupação foi expressa pela vice-ministra da Saúde, Lídia Cardoso, que falava no âmbito da passagem do Dia Mundial do Dador de Sangue, que se assinalou domingo, no mundo inteiro.

“Apesar dos notáveis progressos alcançados, nos últimos anos, pelo Serviço Nacional de Sangue, com o aumento dos bancos de sangue ao nível das unidades sanitárias no nosso país, o número de dadores voluntários tem vindo a decrescer, sendo que nos últimos três anos, apenas 48 por cento dos dadores foram voluntários”, disse Lídia Cardoso, citada pela AIM.

A propagação no mundo inteiro do novo coronavirus é apontada como outro factor que justifica a redução, no corrente ano, por condicionar a mobilidade dos cidadãos.

“Este ano celebramos o Dia Mundial do Dador de Sangue, num momento particularmente preocupante. A pandemia da Covid-19 tem estado a criar desafios adicionais ao Sistema Nacional de Saúde e o Serviço Nacional de Sangue. Temos estado a registar uma redução no número das doações de sangue, um pouco por todas as unidades sanitárias no país e na sede do Serviço Nacional de Sangue”, afirmou.

No primeiro semestre de 2019, foram colhidas 58 unidades de sangue, contra 49 em igual período em 2020.

A transfusão de sangue desempenha um papel essencial, no salvamento de vidas, em todas as áreas dos cuidados de saúde, particularmente nos casos de hemorragia, durante ou pós-parto.

Por isso, a dirigente defende que “a disponibilização de sangue deve ser considerada como parte integrante dos esforços nacionais para diminuir a morbidade e mortalidade da população moçambicana e melhorar a sua qualidade de vida. O país deve estar preparado para cobrir a demanda de sangue em quantidade e qualidade.

Só através das doações de sangue, indicou, será possível garantir o acesso a sangue e produtos sanguíneos seguros e de qualidade, em qualquer situação, nas unidades sanitárias.

Destacou o contributo que as organizações religiosas, sociedade civil e, sobretudo, as instituições públicas e privadas de ensino têm estado a dar, para que os centros de saúde e hospitais tenham sangue para suprir as suas necessidades.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a colheita de sangue através de dádivas voluntárias provou ser a fonte mais segura, eficaz e eficiente em relação a dádivas provenientes de familiares.

O Dia Mundial do Dador de Sangue foi criado por iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2005, em homenagem ao biólogo e médico austríaco que descobriu os grupos sanguíneos A,B e O e o factor Rhesus, permitindo a transfusão de sangue sem pôr em risco a vida dos pacientes.