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Categoria: Nacional
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A DIRECTORA nacional do Trabalho, Marta Maté, defende a necessidade de contínuo apoio às famílias mais necessitadas, como uma das medidas para erradicar e/ou reduzir o trabalho infantil no pais.

Dados avançados, recentemente, pela responsável no Ministério do Trabalho e Segurança Social referem que pelo menos 600 mil famílias têm vindo a receber apoio do Governo e de organizações não-governamentais, desde 2017, no âmbito da implementação do Plano de Acção para o Combate às Piores Formas do Trabalho Infantil em Moçambique.

O instrumento, que cobre o período entre 2017 e 2022, propõe-se a erradicar as piores formas de trabalho infantil, atacando um dos principais motivos que levam as crianças a trabalharem: a fome.

Acredita-se que enquanto as crianças tiverem algo para o sustento nas famílias, dificilmente retornarão ou recorrerão ao trabalho.

Paralelamente ao apoio aos agregados familiares, o Governo e parceiros têm vindo a assegurar refeições escolares às crianças, como um estímulo para se manterem na escola.

Todavia, apesar deste apoio, Maté disse ser preciso muito mais, dado que o fenómeno de trabalho infantil continua a verificar-se no país e com consequências perigosas para o futuro das crianças, como o abandono à escola.

“Como é que se atacam estas causas? Primeiro, é preciso empoderar às famílias. Há necessidade de apoiar a renda das famílias, apoiar as crianças chefes de agregados familiares; segundo, é preciso ter e manter as crianças na escola, e em terceiro, campanhas de sensibilização”, apontou, citado pela AIM.

De acordo com a fonte, cerca de 60 por cento das metas definidas no plano já foram cumpridas. Manifestou satisfação pelos resultados alcançados, no segundo ano de implementação do plano, de cinco anos.

O grande desafio, segundo Maté, é a consciencialização das famílias e desmistificação de certos aspectos culturais.

Dados estatísticos do Ministério do Trabalho e Segurança Social revelam que mais de 1,2 milhão de crianças trabalhavam, até 2019, em Moçambique.