Director: Lázaro Manhiça

Pouco mais de 8.5 milhões de crianças, do ensino primário e secundário, estão privadas do acesso à educação com a implementação do decreto do estado de emergência para conter a propagação do novo coronavírus no país.

O anúncio foi feito esta manhã pelo Movimento de Educação Para Todos (MEPT), para quem a opção pelo ensinoonline e à distância não abrange a todas as crianças por dificuldades no acesso à energia eléctrica, televisão e internet.

Amina Issa, do MEPT, disse que o ensino televisivo ou online não é inclusivo, sobretudo para crianças com deficiências visual e auditiva, o que traz implicações na educação destas.

Explicou que uma avaliação em curso levada acabo pelo MEPT concluiu que apenas 21.1 por cento da população moçambicana tem acesso à televisão, 41 por cento à energia eléctrica e 22 por cento à internet, daí não ser possível abranger todas as crianças com este modelo de ensino.

O MEPT entende que a suspensão de aulas agravou a situação das crianças vulneráveis e as raparigas em particular que, face a actual situação, são submetidas à violência, ao trabalho infantil ou aos casamentos prematuros, para o caso das meninas.

“Apesar de ser uma situação de emergência, o Governo devia encontrar mecanismos para abranger a todas as crianças no processo de ensino, por exemplo através da distribuição gratuita de fichas de ensino por todas as crianças privadas do acesso à educação”, disse Amina Issa, numa conferência de imprensa para a apresentação do posicionamento do Movimento de Educação Para Todos face à suspensão das aulas como uma das 

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