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Director: Júlio Manjate

AUMENTOU para 97 o número de indivíduos recuperados da Covid-19, com o anúncio, ontem, de mais cinco pacientes totalmente curados da doença, todos de de nacionalidade moçambicana e cumpriam o isolamento domiciliar na cidade e província de Maputo.

As 92 amostras testadas, de domingo até ontem, todas tiveram resultado negativo para o coronavírus, conforme a actualização feita pelo Ministério da Saúde (MISAU). Por isso, o país continua com 254 casos cumulativos, dos quais 228 de transmissão local e 26 casos importados e o registo de dois óbitos.

De acordo com a directora nacional de Saúde Pública, as amostras testadas entre domingo e ontem resultam da vigilância activa, rastreio de rotina nas unidades sanitárias e testes submetidos aoscontactos dospacientes infectados.

Rosa Marlene precisou que, das 92 amostras, 25 são provenientes da província da Zambézia e igual númeroda província de Sofala, 39 da província de Maputo e três cidade de Maputo.

Com o aumento dos focos de transmissão, crescem as preocupações do MISAU em relação à discriminação de doentes e pessoas suspeitas de estarem infectadas, situação que pode ter efeitos contraproducentes na prevenção da doença.

“Estamos a registar, com muita preocupação, o surgimento de manifestações claras de intolerância, estigma e discriminação de pessoas suspeitas de estarem contaminadas pela Covid-19. Gostaríamos, por isso, de apelar a todas as forças vivas da sociedade para se juntarem na luta contra a doença e o ostracismo”, apelou.

Depois de o número de amostras analisadas ter registado um pico no domingo, dia em que foram analisadas 617, o director-geral-adjunto do Instituto Nacional de Saúde (INS) justificou que a redução para 92 na segunda-feira se deveu a questões operacionais.

“Durante o fim-de-semana, a afluência às unidades sanitárias é menor e, por outro lado, somente na sexta-feira é que todas as províncias do país têm voos para a capital. Estes factores influenciam a oscilação da quantidade de amostras que dão entrada nos laboratórios do INS ”, explicou Eduardo SamoGudo

Sobre a realização de testes de rotina em pessoas curadas da Covid-19, referiu que o país adoptoueste procedimento com intuito de melhor compreender as manifestações da doença.

“A Organização Mundial da Saúde (OMS) não tem uma directriz para a repetição de testes em indivíduos curados, no entanto Moçambique adoptou o protocolo de testagem pós-cura tendo em conta que na China, país onde eclodiu a doença, 15 por cento das pessoas curadas voltaram a testar positivo”, esclareceu.

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MOÇAMBIQUE faz parte dos países onde a epidemia está a evoluir de forma acelerada que a média do continente e do mundo, para além de que se verifica uma tendência de mudança do perfil clínico dos casos, com o registo de mais infectados com sintomas e óbitos. Leia mais

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VINTE pessoas testaram positivo para o novo coronavírus durante o fim-de-semana, subindo, assim, para 254 o número de pessoas infectadas no país desde o anúncio do primeiro caso, a 22 de Março último.

Entretanto, de acordo com informação partilhada ontem, com as autoridades de Saúde, durante a habitual conferência de imprensa de actualização de dados sobre a Covid-19 em Moçambique e no mundo, regista-se ainda um cumulativo de 91 pessoas recuperadas da infecção de SARS-CoV-2 e dois óbitos.

A directora nacional de Saúde Pública no Ministério da Saúde, Rosa Marlene, referiu que, dos infectados durante o fim-de-semana, dez resultam dos 617 testes realizados de sábado para domingo no laboratório de referência do Instituto Nacional de Saúde (INS), em Marracuene, província de Maputo.

Rosa Marlene disse ainda que dos dez novos casos, nove são do sexo masculino, e situam-se na faixa etária dos 24 aos 59 anos de idade, resultantes do rastreio de contactos em Cabo Delgado. Outro indivíduo é do sexo feminino, com idade acima dos 60 anos e provém da vigilância activa em Nampula.

Esclareceu que todos são moçambicanos, sendo nove assintomáticos e um com sintomas leves a moderado, estando, por isso, a cumprir o isolamento domiciliar, enquanto decorre o mapeamento dos seus contactos.

Segundo Rosa Marlene, Moçambique já realizou 10 878 testes de PCR (exame que permite detectar a presença do material genético do SARS-CoV-2) para o controlo da epidemia. Algumas das amostras provêm da vigilância activa e rastreio de rotina nas unidades sanitárias, outras são fruto da testagem dos contactos das pessoas dadas como positivas para o novo coronavírus. 

Na mesma conferência de imprensa, Ilesh Jani, director-geral do Instituto Nacional de Saúde, explicou que os novos casos positivos de Cabo Delgado fazem parte de uma mesma cadeia de transmissão que está em investigação naquele ponto do país.

“Nós detectamos um foco de transmissão e o processo de rastreio dos contactos levou à identificação de vários casos positivos, todos assintomáticos e que fazem parte de uma cadeia de transmissão que está a ser investigada ao nível de Palma”, disse.

Sobre a semana epidemiológica, Ilesh Jani referiu que Moçambique continua a registar uma epidemia com focos de transmissão, no entanto, os casos já são detectados em todas as 11 províncias e com um tempo de duplicação de episódios de 15 dias (duas vezes à velocidade da média global).

A nível do mundo, a epidemia continua a crescer, sobretudo no Continente Africano. Dados da Organização Mundial da Saúde, referentes ao dia 31 de Maio, apontam para um cumulativo de 6 162 399 infectados e a morte de 371 035 pessoas.

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A PRIMEIRA Dama de Moçambique, Isaura Nyusi, apela às famílias no sentido de priorizarem a elevação da consciência da criança sobre a pandemia e sua protecção, apoiando-a na implementação das medidas de prevenção, como lavar regularmente as mãos com água e sabão ou cinza, permanecer em casa e a seguir as aulas à distância nos vários canais e mecanismos já anunciados pelo Governo.

Em mensagem ontem enviada à nossa Redacção, por ocasião das celebrações de 1 de Junho, Dia Internacional da Criança, a esposa do Presidente da República lamenta pelo facto de a festa da criança, este ano, ocorrer de forma diferente, ou seja, sem abraços, jogos e outras brincadeiras habituais, acreditando, porém, que os meninos, os papás unidos nas famílias, em casa, vencerão a Covid-19.

Isaura Nyusi manifesta-se preocupada pelo facto de, este ano, celebrar-se a data observando-se a várias regras recomendadas pela OMS e entidades do Governo, decorrentes da eclosão da pandemia da Covid-19, uma doença de fácil contaminação, por um organismo invisível, em diferentes momentos do convívio social.

“A nossa falta de cuidados de prevenção pode vir a agravar a saúde dos nossos amiguinhos que já vivem sob o risco de várias doenças, tais como as diferentes formas de desnutrição, em especial a desnutrição crónica, para além de novas epidemias, como a pólio e o sarampo”, disse.

Explicou que a protecção das crianças constitui prioridade para o Governo de Moçambique, estando consciente de que a criança moçambicana é o garante do futuro do país e a continuidade do desenvolvimento que se almeja. Refere, nesse sentido, avanços satisfatórios na provisão de serviços sociais em prol da criança, tais como a saúde, educação, registo de nascimento e protecção.

“Estamos cientes e notamos com preocupação que vocês, crianças moçambicanas, ainda enfrentam problemas que afectam o vosso crescimento e desenvolvimento harmonioso, como as diferentes formas de violência, as uniões e gravidezes precoces, entre outros desafios e comportamentos menos dignificantes por parte de quem que com a sua autoridade moral e biológica, no lugar de dar conforto, violenta e traumatiza a criança”, afirmou.

A aposta da Primeira Dama é de continuar a trabalhar com muito afinco e determinação de forma a que o acesso aos direitos à saúde, educação, protecção, lazer e participação se tornem, de forma progressiva, uma realidade no país e possam crescer efectivamente num ambiente seguro, saudável e feliz.

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Celebra-se hoje, 31 de Maio, o Dia Mundial sem Tabaco, um evento que destaca os perigos do tabagismo e da exposição ao fumo do tabaco e que promove a adopção de políticas eficazes para salvar vidas. 
Sob o lema “Proteger os jovens das manipulações da indústria”, a Organização Mundial da Saúde lançou uma campanha mundial para combater as tácticas agressivas de comercialização da indústria do tabaco para atrair uma nova geração de consumidores.
Na mensagem da directora regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti, na região africana os produtos do tabaco são consumidos por 94 milhões de homens e 13 milhões de mulheres, bem como por um em cada cinco adolescentes.
 “Todos os anos, 146 mil africanos morrem de doenças relacionadas com o tabagismo. O tratamento de doenças relacionadas com o tabagismo representa 3,5 por cento do total anual das despesas de saúde na região. 
Para combater a morbidade e a mortalidade imputáveis ao tabagismo, 26 países africanos proibiram fumar em espaços públicos e 10 desses países adoptaram proibições totais.
Trinta e quatro países proibiram a publicidade, promoção e patrocínio de produtos do tabaco. No entanto, ao tentar proteger os seus cidadãos, muitos governos foram alvo de ameaças e acções judiciais instauradas pela indústria para enfraquecer essas medidas”, lê-se na mensagem.
 A directora regional da OMS para a África exorta todos os governos a implementarem políticas gerais de luta antitabágica, conforme estipulado na Convenção-Quadro da OMS, de modo a salvar vidas e reduzir os custos dos cuidados de saúde.
O Dia Mundial de Luta contra o Tabaco foi criado pela Organização Mundial da Saúde em 1987. (Notícias/RM)
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