Director: Júlio Manjate

O empresário e proprietário do estabelecimento comercial Satar Comercial foi sequestrado, na noite de sábado, por um grupo de homens armados que se faziam transportar por uma viatura ligeira de marca Toyota Runx.

O sequestro aconteceu por volta das 19.30 horas, numa altura em que a vítima saía de um dos seus estabelecimentos localizado na Rua de Lichinga, na cidade de Chimoio. Os detalhes sobre o crime são ainda escassos. Notícia em actualização.

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Os onze corpos de garimpeiros que morreram soterrados na prática do garimpo ilegalna área mineira pertencente à companhia Montepuez Ruby Mining (MRM), em Cabo Delgado, foram a enterrar na passada quinta-feira, na aldeia Nanhupo, no posto administrativo de Namanhumbir.

Os funerais foram realizados por amigos e outras pessoas de boa-vontade daquelas comunidades, uma vez que, muitos dos perecidos, não eram naturais do posto administrativo de Namanhumbir, masoriundos das províncias de Nampula, Zambézia e Niassa, e, entre os mortos, conta-se ainda um cidadão da Guiné- Conacri.

A nossa Reportagem, que esteve em Namanhumbir, conversou com alguns sobreviventes do incidente, que disseram ter escapado à morte, porque na altura em que os solos colapsaram se encontravam fora do poço, com sacos de camadas de areia que transportavam para processar, manualmente, através das águas dos rios.

Uma das pessoas que falou ao nosso Jornal, por sinal um cidadão da Guné-Conacri, é Torim Lamin, que se mostrou chocado com o incidente. Lamin disse ao “Notícias” que uma das pessoas que perdeu a vida, o único cidadão estrangeiro, é seu irmão legítimo.

“Estou aqui, em Namanhumbir, há quatro anos. Vim da Guiné-Conacri com meu irmão em 2016. Sempre fazíamos este trabalho de cavar rubis para vender e hoje meu irmão morreu. Não sei como vou enterrá-lo. Não tenho ninguém para me ajudar, mas acredito que o corpo do meu irmão não vai ser devorado por abutres. Pessoas de boa-fé vão ajudar-me” – disse emocionado.

No entanto, referiu que apesar de ter perdido um irmão, não vai deixar de cavar rubis.

“Vou continuar aqui,  porque aqui consigo dinheiro para resolver muitos problemas da minha vida. Foi um destino, apesar de saber que debaixo da terra, a qualquer momento posso estar bloqueado pelos solos e perder a vida”, reiterou.

Por seu turno, Benjamim Manuel, oriundo da província de Nampula, disse ter perdido um “grande” amigo que considerava irmão.

“Não sei o que fazer, ele morreu e foi quem me encorajou para vir aqui. Chegámos ontem para, esta madrugada, ele perder a vida. Entrou no buraco e eu ia o ajudando a puxar a corda do saco quando, de repente, a terra tapou todo buraco”, contou.

Benjamim Manuel disse ao nosso Jornal que para conseguir entrar na mina pertencente à MRM tive que pagar dinheiro a alguns elementos da Polícia da República de Moçambique (PRM) que controlam a área.

“Ninguém entra aqui sem pagar. Toda a gente que conseguiu entrar precisou de pagar valores que variam de 200 a 500 meticais”, referiu.

Manuel disse que os 11 corpos resgatados sem vida, com a ajuda da própria empresa MRM, que concedeu máquinas escavadoras para o efeito, são os que foram possíveis de encontrar. “Havia muita gente nos buracos. Eu acredito que há ainda corpos por debaixo da terra. Muita gente não conseguiu sair, ficou bloqueada pelos solos”, anotou.

Esta denúncia foi também corroborada por outros cidadãos que falaram ao "Notícias", os quais referiram que sem a facilitação da Polícia ninguém se atreve a entrar na zona minera da MRM.

Sobre esta denúncia, jornalistas tentaram ouvir a reacção do comandante local da PRM, apenas identificado pelo nome de Manhiça, que, entretanto, se escusou de prestar qualquer tipo de declaração.

Refira-se que os garimpeiros estão de volta à região de Namanhumbir, depois de uma operação levada a cabo pela Polícia, em 2017, que culminou com a expulsão destes operadores ilegais da região.

Nos últimos dias são, em grande número, os garimpeiros posicionados nas aldeias de Nanhupo, Namanhumbir e Nassubia, idos de vários pontos do país. Populares do posto administrativo de namanhumbir acusam as autoridades de agirem sempre em campanhas, tal como indicou Alfredo Mule, um residente local.

“Em 2017 houve uma operação que culminou com a expulsão de centenas de garimpeiros. Haviam aqui tanzanianos, malianos, congoleses, etíopes, guineenses mas, mais tarde, eles retornaram e ninguém faz mais nada”, denunciou.

A fonte fez saber que,  a partir da semana passada, estas aldeias estão a receber, por dia, mais duas centenas de pessoas que chegam de diferentes partes do país e não só.

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O Secretário de Estado no Niassa, Dinis Vilanculos, exorta os líderes comunitários e religiosos para se juntarem aos esforços do governo na luta contra os insurgentes em Cabo Delgado e os atacantes armados na zona centro.

Dinis Vilanculos fez a exortação na passada quarta-feira, numa reunião com as lideranças comunitárias da cidade de Lichinga, que serviu para a sua apresentação e da governadora provincial, Elina Massengele. (RM)

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Onze garimpeiros, dos quais dez moçambicanos e um bissau-guineense, na sua maioria jovens, morreram soterrados nos últimos três dias na província de Cabo Delgado em diversos poços abertos por eles mesmos, à procura rubis.

Além dos mortos, as autoridades confirmam a existência de feridos, entre graves e ligeiros, em número entretanto não especificado.

O rubi é um minério considerado de alto valor comercial que ocorre na região de Namanhumbir, no distrito de Montepuez, a sul daquela província.

Segundo dados apurados pelo “Notícias”, na noite do último domingo os garimpeiros invadiram a área mineira pertencente à firma Montepuez Ruby Mining (MRM), licenciada para explorar aquele minério, tendo aberto, na calada da noite, vários poços profundos em busca do minério.

Entretanto, e devido à humidade dos solos provocada pela queda de chuvas, os poços desabaram, soterrando os garimpeiros, que na altura se encontravam em plena faina.

Estes incidentes, segundo apurou o nosso Jornal, ocorreram em momentos diferentes. 

Com a intervenção da empresa MRM foi possível retirar 11 cadáveres e cinco garimpeiros feridos, entre graves e ligeiros.

Alguns populares de Namanhumbir disseram à nossa Reportagem que a invasão dos garimpeiros foi facilitada por elementos da Polícia da República de Moçambique (PRM) encarregue de velar peta protecção do empreendimento.

Os agentes, soubemos, concedem estas facilidades a troco de valores monetários.

Entretanto, abordado pela imprensa em torno desta alegação, o comandante da companhia que garante segurança na área escusou-se a prestar declarações.

Refira-se que os garimpeiros estão de volta à região de Namanhumbir, depois de uma operação levada a cabo pela Polícia em 2017, que culminou com a expulsão destes operadores ilegais da região.

Nos últimos dias são em grande número os garimpeiros posicionados nas aldeias de Nanhupo, Namanhumbir e Nassubia, idos de vários pontos do país.

Segundo o inspector-geral do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, Obete Matine, de Janeiro a esta parte pelo menos trinta garimpeiros morreram em diversos pontos do país vítimas de acidentes similares.

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O Governo já tem garantidos perto de 190 milhões de dólares norte-americanos para financiar projectos de obras públicas e revitalização do tecido social, no quadro da execução do programa de reconstrução dos empreendimentos destruídos em Março e Abril de 2019 devido à passagem dos ciclones Idai e Kenneth nas regiões centro e norte do país.

Entre os projectos prontos para arrancar destacam-se os de protecção costeira e do sistema de drenagem da cidade da Beira, infra-estruturas escolares e de abastecimento de água bem como linhas de transporte e distribuição de energia eléctrica, segundo projecções apresentadas ontem pelo Gabinete de Reconstrução, num encontro entre o Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos e parceiros.

Estradas e pontes, empreendimentos agrários nas áreas de irrigação e pecuária, construção e apetrechamento de um centro regional de previsão e análise do tempo da cidade da Beira, apoio de emergência à actividade sustentável de pesca e reabilitação de unidades sanitárias compõem o rol das obras a arrancar ainda no presente ano, com envolvimento de diferentes parceiros internacionais.

Directamente virado à população vulnerável afectada estão alinhados os programas de alojamento pós-ciclones, o de aprovisionamento de sementes e kits de produção e um outro voltado para o apoio e recuperação social, entre várias outras iniciativas arroladas no documento apresentado pelo director executivo do Gabinete, Francisco Pereira.  

Falando no final do encontro, o embaixador representante da União Europeia, António Sanchez, disse que após a fase de emergência e de criação de capacidade de resiliência na população estão agora criadas condições para uma maior concentração nos esforços de reconstrução propriamente dita.

Não obstante o défice de 1.8 mil milhões de dólares norte-americanos, dos 3.2 arrolados como necessários para custear a totalidade das obras, o diplomata disse estar confirmado o apoio dos parceiros.

Exortou o Governo a redobrar esforços e ter sempre em atenção que todo o trabalho agora em curso deve ter em conta a vulnerabilidade do país às calamidades, como chuvas e ventos fortes, às inundações e outros fenómenos que estiveram associados aos dois ciclones.

Por sua vez, o ministro João Osvaldo Machatine, disse que, agora, a ideia é sair da análise documental e avançar para as obras no terreno, estando já garantidos perto de 190 milhões de dólares para os primeiros projectos arrolados.

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