Director: Júlio Manjate

Os resultados dos exames de admissão às Universidades Eduardo Mondlane (UEM), Zambeze (UniZambeze) e Lúrio (UniLúrio) serão divulgados no próximo dia 31 de Janeiro.

Ontem foi o último dia de avaliações, num processo em que concorreram 39.279 candidatos às três instituições do Ensino Superior. O número revela uma ligeira redução de candidatos em relação ao ano passado, em que 40.032 inscritos se submeteram às provas.

A chefe do departamento de Admissão à UEM explica que o decréscimo de candidatos se deveu, em parte, à consulta tardia das listas de distribuição das salas e os calendários das avaliações.

Isabel Guiamba também relaciona o fenómeno com o aparecimento de instituições do Ensino Superior privadas que, de certa forma, reduzem a pressão sobre as universidades públicas.

Contrariamente aos anos anteriores, houve menos episódios de fraude com recurso a telemóveis, atrasos e candidatos sem posse de documentos em dia. O número destes casos não foi especificado, no entanto, a representante da UEM faz um balanço positivo dos exames de admissão.

Para o ano académico 2020 estão disponíveis 122 cursos na UEM, 29 cursos na UniZambeze e 23 cursos na UniLúrio.

Na Universidade Eduardo Mondlane, os cinco cursos mais concorridos nestes exames foram os de Medicina, com 3.384 candidatos, Direito (1.842), Contabilidade e Finanças (1.266), Administração Pública (932s) e Engenharia Informática (891).

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A LIGAÇÃO rodoviária, interrompida em Dezembro, na sequência do desabamento da ponte sobre o rio Montepuez, isolando vários distritos de Cabo Delgado, deverá ser reposta dentro de cinco dias.

Com efeito, decorrem a bom ritmo as obras de colocação de pedras e manilhas ao lado da desabada ponte.

A infra-estrutura, com capacidade para suportar viatura de até 10 toneladas de carga, vai servir de alternativa, enquanto não se constrói ponte de raiz sobre este curso de água, de acordo com explicações de Edmundo Jorge, da Administração Nacional de Estradas (ANE).

Neste momento decorrem obras de arrumação de pedras a partir das duas margens do rio, devendo depois ser colocada no meio manilhas para permitir a passagem de água.

O governador de Cabo Delgado, Júlio Parruque, que ontem se deslocou ao local onde desabou a ponte, testemunhou o decurso dos trabalhos de arrumação de pedras por um empreiteiro contratado para executar as obras. De acordo com Parruque, se este ritmo dos trabalhos continuar, a transitabilidade nesta rodovia será retomada dentro de cinco dias.

“Esta é uma das soluções que encontrámos, de tantas outras apresentadas, para permitir que os distritos que estão isolados, neste momento, voltem a ser comunicáveis por estrada”, disse Júlio Parruque.

O governante anunciou que um navio com produtos da primeira necessidade e combustível partiu ontem do Porto de Pemba, com destino à Mocímboa da Praia para abastecer os mercados deste e de outros distritos isolados, na sequência do corte da Estrada Nacional número 380, a 28 de Dezembro último. Este carregamento é o segundo depois de uma primeira embarcação que deixou a capital provincial há dias.

“Esta é uma clara resposta do Governo para minimizar o sofrimento da população da região norte de Cabo Delgado, que já se ressentia da falta de quase tudo. Sabemos que, com o problema do desabamento da ponte, houve quem quis se aproveitar, agravando os preços de vários produtos, incluindo os da primeira necessidade”, referiu o governador.

Para além da infra-estrutura alternativa para garantir a travessia do rio Montepuez, o Governo está a abrir uma via alternativa que parte de Montepuez, passando por Meluco, num troço de cerca 280 quilómetros de Pemba.

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Pelo menos doze pessoas perderam a vida nas províncias da Zambézia, Niassa, Manica e Maputo, em consequência das chuvas que se registam com maior intensidade desde Dezembro último.

Do universo de óbitos, sete ocorreram este mês na Zambézia, de acordo com o balanço actualizado esta semana pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC). A anterior contagem indicava a morte de sete pessoas.

As estatísticas da instituição coordenadora das acções de redução de risco de calamidades apontam também para o ferimento de 53 cidadãos, de um universo de 51.867 pessoas afectadas pelas chuvas, ventos fortes, descargas e queda de granizo.

Em Cabo Delgado e Zambézia prosseguem operações de busca e resgate de sitiados, bem como a retirada de famílias que teimam em viver nas baixas, numa altura em que os rios continuam a subir.

Para além da destruição de 9.172 casas, 2.141 das quais completamente, dez unidades sanitárias e arrastamento de 94 postes de energia eléctrica, as chuvas, que incidem mais no centro e norte do país, já causaram intransitabilidade em diversas vias de Cabo Delgado, Nampula, Zambézia e Tete.

Em Cabo Delgado, por exemplo, estão intransitáveis as estradas Montepuez/Meluco, Macomia/Oasse, Muepane/Quissanga, Sunate/Macomia e Montepuez/Nairoto, enquanto em Nampula as rodovias cortadas são Mazua/Chipene, Memba/Mazua, Naguema/Chocas Mar e Intete/R699.

Na Zambézia, as enxurradas tornaram intransitáveis as rodovias Nauela/Gúruè, Gilé/Alto Ligonha, Derre/Alto Benfica e Maganja da Costa/Nante. Em Tete, estão afectadas as ligações Doa/Dzimira, Matema/Macanga, N´tunda/Zumbo e Domue/Namicuinga.

Para minimizar o cenário, oito pontes metálicas, quatro das quais flutuantes, foram mobilizadas de Caia, Sofala, para Cabo Delgado, ao mesmo tempo que estão identificados e mapeados cerca de 500 locais seguros em todas as províncias, com vista a servir de centros de acomodação, em caso de necessidade.

O Governo conta já com três mil toneladas de arroz, resultantes das contribuições da China e do Vietname, para assistência humanitária e duas mil tendas familiares com chegada prevista para o dia 27 de Janeiro corrente.

Enquanto isto, Acácio Tembe, do Instituto Nacional de Meteorologia, disse que as chuvas poderão abrandar no centro e norte nos próximos dias, devendo retomar a partir de domingo.

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Pelo menos 237 mil mulheres serão sensibilizadas, até 2024, para adesão ao planeamento familiar e sobre violência baseada no género, uma iniciativa da Associação de Jovens da Soalpo (JOSOAL), sediada na cidade de Chimoio, na província de Manica. A campanha vai abranger mulheres com idades compreendidas entre 13 e 49 anos. O projecto iniciou em 2018 com a duração de seis anos. Este ano, prevê-se que sejam sensibilizadas um universo de 37 mil mulheres do distrito de Chimoio, província de Manica. O programa está orçado em mais de oito milhões de meticais, financiado pela Pathfinder, uma organização canadiana. A oficial de monitoria e avaliação de projectos na JOSOAL, Iolanda Tafadzua, disse hoje, em Chimoio, que para além de saúde sexual reprodutiva, às mulheres também são informadas sobre contenção da violência baseada no género. O objectivo é empoderar a mulher para que tenha consciência sobre os benefícios de aderir aos métodos contraceptivos, fazendo o planeamento familiar.

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O livro escolar vai chegar a todos as escolas do país a tempo, não obstante os constrangimentos decorrentes da intransitabilidade ou corte de algumas rodovias na sequência das intensas chuvas que caem desde Dezembro nas regiões Centro e Norte do país.

A garantia foi dada ontem em Maputo pelo director-geral do Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação (INDE), Ismael Nheze, numa conferência de imprensa destinada a dar o ponto de situação dos preparativos para o arranque do ano lectivo 2020, no dia 31 de Janeiro.

Neste contexto, a fonte referiu que o sector da Educação preparou materiais para levar à escola junto dos lugares de acolhimento, em pareceria com o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC).

Explicou que as empresas que ganharam concurso para a distribuição do livro escolar estão a usar várias modalidades para a sua colocação nas províncias e daí para os distritos para mais tarde chegar às escolas.

Para este ano lectivo foram adquiridos 18.455.200 livros para o Ensino Primário. Segundo Nheze, até 3 de Janeiro tinha sido recebido pelo pelouro o correspondente a 70.52 por cento do material encomendado.

Entretanto, o sector planificou para o presente ano lectivo alargar o acesso à rede escolar com a construção de novas salas de aula e contratação do novo corpo docente, visando trazer mais educandos ao sistema e reduzir o rácio alunos/professor.

Com efeito, o sistema de educação irá funcionar com cerca de 13.116 escolas primárias, das quais 235 construídas de raiz e prontas a entrar em funcionamento este ano, e 667 escolas secundárias, das quais 40 são igualmente novas, para tentar responder aos desafios do sistema de ensino, que cresce na ordem de 4.6 por cento em relação ao ano passado.

Vai também contratar só este ano cerca de 12.884 novos professores, dos quais 11.595 irão reforçar o Ensino Primário e 1299 vão para o Ensino Secundário a fim de responder os desafios que o sistema enfrenta da falta de professores a nível de todo o país. Uma parte do orçamento para o efeito transita do exercício económico do ano passado.

“Este número foi proposto para atender à expansão da rede escolar e para reduzir ligeiramente o rácio alunos/professor nas escolas primárias e a redução da carga horária por professor no Ensino Secundário”, anotou.

Para este ano lectivo prestes a iniciar já no próximo dia 31 de Janeiro do ano em curso estão inscritos no Sistema Nacional de Educação cerca de 8.411,201 alunos, 7.084.217 dos quais são do Ensino Primário e 1.326.713 do “Secundário”.

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