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Director: Júlio Manjate

A pandemia da Covid-19 vai conduzir Moçambique e o mundo a uma crise de sobrevivência humana, com mais famílias a viver abaixo da linha da pobreza, numa situação em que um número considerável de crianças já vive sob risco de várias doenças, nomeadamente as diferentes formas de desnutrição.

O alerta é da Primeira-Dama, que ontem lançou, em Maputo, um movimento designado “Juntos Venceremos a Covid-19”.

Isaura Nyusi referiu-se, de modo particular, a casos de desnutrição aguda causada pela falta de uma dieta adequada e rica em nutrientes para as crianças e por falta de aleitamento materno.

“Também é para nós um grande desafio assegurar que todas as crianças tenham vacinação de rotina, de acordo com o programa alargado de vacinação, de modo a evitarmos a eclosão de novas epidemias. Para termos sucesso no combate a estas adversidades precisamos de unir esforços”, disse a esposa do Chefe do Estado.

Assente em cinco pilares, o movimento “Juntos Venceremos a Covid-19” tem em vista aumentar a consciência do público sobre a necessidade do cumprimento rigoroso das medidas de prevenção e combate da doença.

Os cinco pilares da iniciativa são o reforço da disseminação massiva e inclusiva das medidas preventivas por meio de todas as plataformas de comunicação social, com enfoque para as zonas mais longínquas; angariar produtos alimentares para garantir a cesta básica para as comunidades desfavorecidas; angariar material hospitalar e equipamento de protecção para os profissionais da linha da frente de resposta à Covid-19 e comunidades em risco; intensificar a vigilância estruturada para garantir a mitigação de casos de violência baseada no género e casamentos precoces e, por fim, proteger a saúde e o bem-estar geral da criança, mulher, idoso e pessoa com deficiência.

“Em meu nome próprio, e do Gabinete da Esposa do Presidente da República, quero convidar o empresariado nacional e internacional, as organizações governamentais e não-governamentais e pessoas de boa fé a se juntarem a este movimento, doando bens de diversa ordem a favor das camadas necessitadas vivendo em situação de vulnerabilidade, bem como às instituições que se encontram na linha da frente no combate a esta pandemia”, apelou.

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As autoridades sanitárias anunciaram, há momentos, ter localizado no distrito de Changara, província de Tete, a criança diagnosticada positivo para a Covid-19 na cidade da Beira, que se encontrava em parte incerta com a família.

Trata-se do paciente 99 que actualmente continua sem registar sintomas da doença, segundo disse a directora nacional de Saúde Pública, falando em conferência de imprensa de actualização de dados sobre a Covid-19.

“A mãe do menor que se apresentou ontem voluntariamente junto das autoridades sanitárias em Changara, alega ter fugido da cidade da Beira por temer ser estigmatizada tendo se instalado em casa de seus familiares, no distrito de Changara, onde era menos conhecida”, referiu.

Marlene afirmou que nas últimas 24 horas foram testados 240 casos suspeitos, dos quais 236 tiveram resultado negativo e quatro apresentam infecção pelo novo coronavírus, o que eleva para 213 infectados, 73 recuperados e um morto, ocorrido ontem na cidade de Nampula.

“Assim, o nosso país tem um cumulativo de 213 casos positivos, distribuídos da seguinte forma: Cabo Delgado 116 infectados com 52 recuperados, Nampula (8) e uma morte, Zambézia entra pela primeira vez com dois casos, Tete (3), Inhambane (3), Gaza (3), Sofala (12), Manica (1), província de Maputo com 43 positivos e 14 recuperados, cidade de Maputo conta com 43 e 14 recuperados”, explicou.

A fonte explicou que dos quatro novos casos, dois possuem sintomas e os restantes são assintomáticos. As amostras são de dois homens da cidade de Nampula com idades entre os 15 e 24 anos e 25 a 34. Na Zambézia, cidade de Quelimane, está uma mulher entre os 25 e 34 anos de idade e um homem entre os 25 e 34.

Sobre o indivíduo internado na cidade de Inhambane devido à Covid-19, as autoridades da saúde apontaram melhorias ligeiras e estabilização do quadro clínico do doente.

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Produtores agrícolas do sector familiar ao nível do distrito de Sanga, na província do Niassa pedem ao Governo a criação de condições indispensáveis para o desenvolvimento normal da sua actividade.

Para melhores resultados apontam a disponibilização de tractores e respectivas alfaias, semente certificada, reforço de técnicos da extensão rural da rede pública e manutenção de vias de acesso.

Solicitam também a disponibilização de apoios para promover a expansão da rede de estabelecimentos comerciais com as atenções viradas essencialmente para a dinamização e comercialização dos seus excedentes agrícolas, facto que vai reforçar o nível de colecta de receitas que podem concorrer para o alívio das dificuldades sociais que enfrentam de forma gradual.

Mbaraka Ndala, produtor agrícola em Sanga disse ao vice-ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Olegário Banze, que visitou recentemente aquele distrito, que devido a escassez de tractores e respectivas alfaias o seu aluguer para trabalhos de lavouras e gradagem dos campos a tarifa praticada é proibitiva.

Esta questão, aliada ao preço considerado alto praticado na comercialização de fertilizantes, facto que resulta da falta de estabelecimentos especializados para colocação no mercado, inviabiliza os esforços desenvolvidos pelos produtores agrícolas visando o alcance de níveis de produção e produtividade nas culturas de bandeira onde se destacam os feijões que constitui a principal fonte de renda.

“Eu sonho em explorar uma área estimada em cem hectares que detenho oficialmente, mas sem maquinaria agrícola não tenho pernas para avançar. Confiamos no Governo mas a alocação do equipamento em regime de aluguer tarda a concretizar-se apesar de promessas para solucionar esta situação”- lamentou salientando que com recurso à enxada a iniciativa não logrará os intentos desejados justificando que será necessário mobilizar muita mão-de-obra.

O distrito de Sanga conta com vastíssimas áreas agricultáveis que no entanto não tem sido alvo de exploração alegadamente por exigir maquinaria para o efeito segundo disseram os produtores locais no referido encontro realizado no posto administrativo de Licole.

Olegário Banze referiu na ocasião que o reforço do efectivo de extensionistas da rede pública vai acontecer este ano com a contratação de 194 técnicos de nível médio e superior. “Estamos a contratar mais técnicos para assistir os produtores visando aumentar os níveis de produção e produtividade”- sublinhou.

 Anunciou ainda que no âmbito do programa quinquenal do Governo, há um esforço de garantir sementes melhoradas aos produtores, abertura de represas de baixo custo, bem como implementação de técnicas visando melhorar o deficiente manuseamento e défice de condições de armazenamento que causam perdas pós-colheita acima de 30 por cento da produção nacional.

A estratégia de produção agrícola para o quinquénio em curso privilegia a intensificação da produção em blocos visando maximizar o desempenho dos técnicos de extensão rural porquanto o seu efectivo é reconhecidamente inferior ao ideal segundo o governante.

Inocêncio Mazula

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Os governos da África do Sul e de Moçambique estão engajados em conversações, com vista às provisão de assistência destinada a combater a acção dos terroristas que desestabilizam a região norte da província de Cabo Delgado,

Desde 2017, os terroristas têm protagonizado ataques violentos naquela parcela do país, próximo do local onde serão desenvolvidos os projectos de gás natural liquefeito, liderados por empresas como Total e Exxon Mobil. Nos últimos meses, a violência aumentou de intensidade.

Em entrevista ao canal público “South African Broadcasting Corporation” (SABC), a ministra das Relações Externas e Cooperação, Naledi Pandor, disse que os dois países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) estão em conversações sobre o tipo de assistência que a vizinha África do Sul pode providenciar.

No entanto, nos seus comentários, não ficou claro se está em vista o envio de tropas, embora Pandor tenha dito que compreende o envolvimento de provedores de segurança privada que estão no “teatro de operações” em Moçambique.

Os comentários de Pandor, feitos na sexta-feira, surgem na sequência da recente cimeira da SADC (no Zimbabwe), um bloco regional cujos membros manifestaram o compromisso de apoiar Moçambique na luta contra os insurgentes.

Muito pouco é sabido sobre o grupo terrorista que opera em Cabo Delgado, que inicialmente se chamava “Ahlu Sunnah Wa-Jama”, cujas tácticas de actuação incluem decapitações, incêndio em aldeias e destruição de infra-estruturas.

Recentemente, os ataques na área foram reivindicados pelo Estado Islâmico por meio de seus canais oficiais de media, e aumentaram de intensidade em 2019, onde vilas e aldeias foram alvos de assaltos pelos terroristas que inclusive hastearam a sua bandeira e mais tarde retirada.

As Forças de Defesa e Segurança têm infligido pesadas baixas aos insurgentes. Recentemente, o Governo moçambicano disse ter abatido, nos últimos meses, mais de 100 combatentes, mas analistas e outras individualidades manifestaram preocupações em relação à abordagem de “mão dura”, sobretudo pelos prestadores de serviços militares privados.

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O sector da Saúde na província de Cabo Delgado planeia submeter todos os profissionais ao rastreio do novo coronavírus para aferir o seu estado de saúde.

A medida surge depois de um profissional afecto ao sector ter sido diagnosticado da doença.

A directora dos Serviços Provinciais para Assuntos Sociais, em Cabo Delgado, Anastácia Lidimba, disse que a acção visa reduzir o risco de transmissão da Covid-19 para os pacientes.

“Sabemos que o profissional da saúde é o primeiro que está em contacto com os pacientes que têm sintomas sugestivos da Covid-19. Nós já tivemos um caso de um colega em Palma que recuperou, teve alta, não teve sintomas e encontra-se muito bem, mas temos agora uma colega que também foi diagnosticada positiva. Iremos dar todo o apoio, neste momento, ela já está a cumprir a quarentena e daremos seguimento a ela, como colega”, afirmou.

O sector da saúde na província de Cabo Delgado possui dois profissionais infectados pela pandemia do novo coronavírus, um dos quais já recuperado.

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