Director: Lázaro Manhiça

CINCO agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) foram expulsos, recentemente, devido a seu envolvimento na prática de crimes de extorsão e rapto, na província de Maputo.

O chefe das Relações Públicas no Comando provincial da PRM, Juarce Martins, disse numa entrevista à Rádio Moçambique que para além da expulsão daqueles membros da corporação, estão em curso vários processos disciplinares contra polícias envolvidos em diversos crimes.
Martins disse que, a direcção da corporação na província de Maputo, vai continuar implacável contra agentes que se envolvem em crimes que atentam contra a segurança da população.
Referiu que as matérias que têm a ver com a disciplina ou actuação ilícita e envolvimento em actos criminais serão discutidas com propriedade e profundidade no IX Conselho Provincial da PRM, a ter lugar, esta quinta-feira (09), na vila de Ressano Garcia, distrito da Moamba. (RM)

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O PADRE Latifo Fonseca, representante da Diocese de Pemba, província de Cabo Delgado, disse ontem à Lusa, que é possível voltar a habitar Palma, vila atacada por insurgentes em Marco, levando à fuga da população e à suspensão do megaprojecto de gás.

“Neste momento, mesmo que não tenha muitos serviços a funcionar, pode-se voltar, mas é precisa muita coragem, muita confiança, é preciso olhar com muita fé”, referiu, após uma visita à vila na terça-feira (07), à qual chegou por via aérea juntamente com militares.

Apesar de encontrar problemas de saúde e alimentação e sinais de destruição em habitações e edifícios, incluindo diversos espaços da igreja católica, disse que há população de regresso pelos seus próprios meios: “jovens felizes por voltar a Palma”, referiu numa crónica distribuída a seguidores das redes sociais.

Latifo Fonseca “Kwiriwi”, sacerdote e missionário da Congregação da Paixão de Jesus Cristo, saudou o “bom acolhimento” das forças militares moçambicanas e do Ruanda (que a par de outros países da África Austral apoiam o combate desde Julho), numa deslocação feita com capacete e colete à prova de balas.

A viagem num avião militar Antonov levou 50 minutos de Pemba até à pista de Afungi, no empreendimento do consórcio investidor em gás liderado pela petrolífera Total, que serviu de base para o arranque da visita no terreno até à vila atacada onde o capim tomou conta de muitos terrenos, descreveu.

Mesmo antes de chegar a Palma, o sacerdote alertou para os "casos de malária, desnutrição e doenças diarreicas" em Quitunda, vila de reassentamento construída pelo megaprojeto de gás, que acolheu a maioria das pessoas em fuga de Palma, a cerca de dez quilómetros.

“No centro de saúde de Quitunda, no reassentamento oficial no âmbito dos novos projectos de exploração de gás, encontrámos muita gente. São os primeiros dias em que o centro é aberto para atender várias pessoas: os que já moram em Quitunda e os deslocados”, sobretudo de Mocímboa da Praia e Palma.

As carências vão também sendo colmatadas por grupos locais de ajuda humanitária, referiu, como os que encontrou a alimentar crianças - que constituem cerca de metade da população afectada pelo terrorismo em Cabo Delgado.

As declarações do representante da Diocese de Pemba surgem depois de o Presidente Filipe Nyusi, ter anunciado na terça-feira que os grupos armados que actuavam na província de Cabo Delgado perderam “quase todos os espaços” que haviam ocupado.

O sucesso na guerra contra os grupos armados em Cabo Delgado, conta desde Julho com o apoio das forças governamentais do Ruanda, de uma missão militar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), acrescentou.

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A RÉ Maria Inês Moiane Ndove, antiga secretária particular do ex-chefe do Estado, Armando Guebuza, está desde a manhã de hoje (09) presente no tribunal para a sua audição, no processo sobre o caso das “Dívidas Não Declaradas”.

O juiz Efigénio Baptistas e o colectivo de advogados de defesa e o Ministério Público encontram-se também no local e formam o tribunal instalado na Penitenciária de Máxima Segurança (BO), para ouvir a ré responder ao interrogatório.

A audição da ré Maria Inês Moiane Ndove ficou adiada após o seu advogado, Alexandre Chivale, ter requerido ao tribunal segunda-feira (06), alegando motivos de saúde de sua constituínte.

Assim, a arguida Maria Inês Moiane Ndove será a primeira mulher a ser ouvida, neste processo que já estiveram presentes cinco arguidos, nomeadamente, Cipriano Mutota, Teófilo Nhangumele, Armando Ndambi Guebuza, Bruno Evans Tandane Langa e Sérgio Namburete que foi dispensado de participar por motivos de saúde.

Neste momento estão em debate as questões prévias apresentadas ao juiz da causa pelo advogado Alexandre Chivale que solicitou ao tribunal a retirada da imprensa durante a sessão de audição da sua constituinte, a ré Maria Inês Moiane Dove.

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MOÇAMBIQUE continua a envidar esforços com vista a reduzir de 39 para 26 por cento, a taxa de analfabetismo até 2024, tendo sido lançado, este ano, o plano de acção 2021/2029, para a Aceleração da Alfabetização de Jovens e Adultos.

O director do Instituto de Educação Aberta e a Distância (IEDA), Manuel Simbine, disse ontem, no encerramento da Semana Internacional da Alfabetização, que  houve uma queda significativa da taxa de analfabetismo de93 por cento, em 1975,para os 39 por cento actuais.

“No entanto, existem muitos moçambicanos com necessidade de aprendizagem da leitura e escrita, daí que entendemos que a concretização do plano exige de todos maior dinamismo e entrega para alcançar o Objectivo  de Desenvolvimento Sustentável,que consagra a educação como direito de todo o ser humano”, disse.

Lamentou o aumento da taxa de desistência de adultos àalfabetização, por causa dacolheita,na zona rurale do comércio informalna urbana.

“O cenário desafia as autoridades a aprimorar os programas de alfabetização com ferramentas que permitam os alfabetizandos aprender ofícios,em diversas áreas,para a melhoria do seu rendimento e qualidade de vida”, afirmou Simbine, acrescentando que há necessidade ainda de apostar nas TIC, num momento em que se enfrenta a Covid-19.

Por sua vez, o Secretário do Estado na capital do país, Vicente Joaquim, referiu que

 para reduzir o analfabetismo foi introduzido o programa “De Família sem Analfabetismo”,  em 2015 , em que estão envolvidos 214 jovens.

O Secretário doEstado  afirmou que durante asemana de alfabetizaçãoocorreram diversas actividades, com destaque para a reflexão de  acções sobre as estratégias de sensibilização  para a redução do analfabetismo, com vista a uma revitalização dos centros de formação e viabilizaçãodos objectivos previstosno plano  para este quinquénio.

“Para a cidade de Maputo, pretendemos baixar ainda mais a taxa de analfabetismo que se situa em 7,5 por cento, daí que estamos a renovar os compromissos assumidos com a comunidade”, disse.

Lembrou que o educação é fundamental para mudar o rumo de um país, pois oferece às pessoas mais oportunidades de emprego, melhores ganhos salariais e consequente melhores condições de vida.

Durante a cerimónia foram premiados os alfabetizadores e alfabetizandos que mais se destacaram no programa.

A Semana Internacional da Alfabetização(de dois a oito de Setembro)  foi celebrada sob o lema “ Alfabetização para a Recuperação Centrada no Homem, Reduzindo a Exclusão Digital” .

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DUAS pessoas de nacionalidade angolana estão à contas com as autoridades nacionais, desde há dias, na cidade de Maputo, após terem sido surpreendidas na posse de 16.600 dólares falsos, o equivalente a um milhão de meticais.

Segundo o porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), Hilário Lole, a detenção dos indiciados ocorreu mercê sw investigações a uma denúncia da existência de uma quadrilha transnacional que se dedica a falsificação do dólar.

Lole apontou que há indícios fortes de que a quadrilha também cometia burlas.

“Neste momento, decorrem diligências processuais para a sua responsabilização e captura dos restantes membros do grupo, sendo dois moçambicanos, um sul-africano e outro angolano”, disse o porta-voz.

Por outro lado, outras três pessoas, uma das quais agente da Polícia da República de Moçambique (PRM) acabaram detidas, no fim-de-semana, indiciadas da prática de corrupção passiva para acto ilícito em concurso com crime de coação física.

“O membro da PRM, na companhia de amigos, interpelou um motorista de um veículo de cargas perigosas, tendo exigido documentos. Posteriormente, ameaçaram a vítima com recurso a uma pistola e recolheram-na a uma residência no bairro do jardim, condicionando a sua liberdade ao pagamento de 50 mil meticais”, contou.

Lole indicou que o motorista respondeu aos indivíduos que dispunha de algum valor na viatura.

“Ao voltarem ao veiculo para se apoderar do valor, a corporação conseguiu deter dois indivíduos e outro foi capturado no dia seguinte”, referenciou.

O SERNIC condena o envolvimento de membros da PRM em actos criminais, daí que continua a  combater comportamentos que não dignificam a corporação.

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