Director: Júlio Manjate

O GOVERNO aprovou a resolução que ratifica o acordo de crédito celebrado entre Moçambique e o Erste Bank Group of Áustria, no montante de 10 milhões de euros, destinados ao projecto de construção e apetrechamento do Hospital de Búzi, em Sofala, e de Sussundenga, em Manica, incluindo a formação de pessoal da Saúde, no âmbito da reconstrução pós-ciclones Idai e Kenneth.

A informação foi revelada ontem, em Maputo, pela porta-voz da I  sessão do Conselho de Ministros do novo ciclo de governação e Ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Helena Kida.

Na sessão foi também apreciado o calendário para a elaboração do Plano Quinquenal do Governo – 2020/2024, Plano Económico e Social, Orçamento do Estado para o presente ano e Plano de Governação dos 100 dias, bem como a situação de emergência na região Norte do país.

Foi também, conforme Kida, apreciado o relatório de participação de Moçambique na Cimeira de Investimentos Reino Unido-África, realizada em Londres, nos dias 20 e 21 de Janeiro do ano em curso.

Ainda nesta sessão, o Conselho de Ministros apreciou a informação sobre a abertura do ano lectivo escolar-2020, cujas cerimónias centrais terão lugar na Escola Secundária de Chiconono, distrito de Muembe, naprovíncia do Niassa.

Trata-se de uma escola requalificada para leccionar da 8.ª a 12.ª classes, cujas obras foram executadas em 100 porcento, beneficiando de mais 10 salas, bloco administrativo, bloco multiuso, laboratório, biblioteca, sala de informática, dois blocos sanitários e um pequeno sistema de abastecimento de água.

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Cerca de 4600 agentes da Polícia da República de Moçambique  estão doentes e incapacitados para garantir a manutenção da ordem e segurança públicas no país.

Deste número, 1400 encontram-se acamados.

A informação foi prestada ontem, em Maputo, pelo Comandante-Geral da PRM, Bernardino Rafael, na cerimónia de patenteamento de oficiais superiores e subalternos da corporação.

“Neste momento, na nossa organização estamos com 4600 polícias doentes que não estão em condições de contribuir com a operatividade normal que nós exigimos. A ser assim, não vamos conseguir alastrar rapidamente a nossa organização para a base, onde necessitam a Polícia da República de Moçambique”, disse Rafael, citado pela Rádio Moçambique, emissora nacional.

Por isso, lançou um forte apelo dirigido aos membros da corporação para evitarem contrair doenças preveníveis. Isso deve-se ao facto de parte considerável dos agentes acamados padecer de doenças que deveriam ser facilmente prevenidas, algo que, infelizmente, não está a acontecer.

“A nossa organização precisa de Homens saudáveis. Por isso, nós recrutamentos  e submetemo-los (os candidatos) às inspecções, com vista a termos Homens saudáveis para conseguirmos garantir a manutenção da ordem, segurança e tranquilidade públicas”, disse.

Referiu ainda que uma organização doente jamais poderá conseguir socorrer a população. “Por isso, apelamos a cuidados especiais na saúde de cada um. Essa parte depende de cada um de nós”.

Estatísticas recentes indicam que a PRM possui um efectivo superior a 20 mil agentes em todo o país.

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O Instituto Nacional de Saúde (INS) e parceiros pretendem tirar o país da lista das nações com alta taxa de mortalidade materno-infantil, causada por doenças reumáticas.

Para o efeito, encontra-se no país uma missão de médicos da Federação Mundial do Coração, com o objectivo de auxiliar no diagnóstico de mulheres grávidas em risco de desenvolver a doença.

A coordenadora do Projecto de Doenças Crónicas no INS, Ana Mocumbi, disse, ontem, quarta-feira (22), em Maputo, que a cardopatia reumática é uma das doenças do coração mais preveníveis.

Segundo Ana Mocumbi, o défice de informação sobre as doenças reumáticas constitui um desafio para a erradicação desta patologia em Moçambique.

Já a presidente da Federação Mundial do Coração, Karen Sliwa, referiu que atráves da união de esforços é possível evitar mortes devido a complicações do coração.

No mundo, estima-se que mais de trinta milhões de pessoas são vítimas  de cardiopatia reumática, entretanto, cerca de trezentas mil morrem, anualmente, devido à mesma doença.

“Estamos em Moçambique para que, em coordenação com o Instituto Nacional de Saúde, chamemos a atenção da população sobre os perigos da cardopatia reumática. O nosso foco são as mulheres grávidas, daí que pretendemos evitar mais mortes devido a esta doença.”

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Finalmente, a região norte da província de Cabo Delgado voltou a ter energia eléctrica desde o início da noite de ontem, após 10 dias às escuras, na sequência da queda, no rio Messalo, de uma das torres da linha que parte da subestação de Macomia para Ouasse.

O feito deveu-se à rápida conclusão dos trabalhos de reparação de emergência da linha na travessia do rio, permitindo que a subestação de Ouasse voltasse a receber corrente e, desta forma, abastecer Nangade, Muidumbe, Mueda, Mocímboa da Praia e Palma, onde cerca de 15.200 clientes estavam às escuras desde a noite de sábado, 11 de Janeiro.

Feliciano Massingue, director-geral de Transmissão da empresa Electricidade de Moçambique (EDM), ressalvou, no contacto com o “Notícias”, que é uma solução que carece de monitoria constante, pois o nível do rio Messalo oscila e a qualquer momento pode intensificar o transbordo e derrubar o pórtico implantado na margem norte, cuja torre foi arrastada há dias.

Apesar do restabelecimento do fornecimento da corrente à Ouasse por volta das 18 horas, os distritos de Mueda e Nangade continuavam sem energia até ao fecho da presente edição, o que se presumia se dever a avarias de linhas que partem da subestação. Técnicos da EDM desdobravam-se na busca dos locais com defeitos.

Tendo em conta que o pórtico poderá cair a qualquer momento, a EDM está a mobilizar-se para montar uma linha alternativa ao longo da estrada que liga Macomia e Muidumbe, que atravessa o rio Messalo de um outro ponto com três pontes, uma empreitada que poderá necessitar de mais de 30 dias para ser concluída, explicou Feliciano Massingue.   

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Os cinco distritos a norte de Cabo Delgado vão continuar privados de energia eléctrica por mais tempo devido à dificuldades de reposição da linha sobre o rio Messalo, derrubada a 11 de Janeiro, pela força das águas. 

No terreno, a equipa da Electricidade de Moçambique (EDM) está com dificuldades para estabilizar os pórticos de suporte alternativos, uma vez que o rio tende a inundar mais áreas. A travessia da linha no rio Messalo era assegurada por duas torres. A torre sul tombou em Fevereiro de 2018 e a norte foi arrastada pela corrente da água, na noite de 11 de Janeiro.

A expectativa inicial era de o trabalho ser concluindo hoje, permitindo que os 15.200 clientes de Muidumbe, Nangade, Mueda, Mocímboa da Praia e Palma voltassem a ter energia, mas tal não vai acontecer dadas às circunstâncias prevalecentes.

A linha danificada pelo transbordo do rio parte da Subestação de Macomia para a de Ouasse, a partir de onde são alimentados os cinco distritos.

Face à situação, Feliciano Massingue, director-geral de Transmissão na EDM, disse ao “Notícias” que a solução é a montagem de uma linha ao longo da estrada que liga Macomia e Muidumbe, ao invés de continuar a insistir em seguir o traçado inicial.

Explicou que já existe uma linha que parte da Subestação de Ouasse em direcção ao sul da província, carecendo de extensão até interligar-se com a que sai da Subestação de Macomia, agora interrompida na travessia do rio.  

Entretanto, a montagem da linha ao longo da estrada, com travessia do rio Messalo em três pontes, poderá levar pelo menos 30 dias, de acordo com Feliciano Massingue.

Esta é a segunda vez que há uma queda de torre de transporte de energia nesta zona, em resultado do transbordo do rio Messalo. A primeira foi em 2018, privando os cinco distritos de corrente eléctrica durante cinco dias.

O incidente ocorre numa altura em que a EDM estava à espera do fim das chuvas para reconstruir a linha na zona do rio, o que passa por uma nova configuração do traçado e implantação de torres com fundações especiais.

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