Director: Júlio Manjate

Fazer da ciência e tecnologia, ensinossuperior e técnico-profissional plataformas transversais de promoção do crescimento e desenvolvimento socioeconómico do país é uma das apostas do novo titular do pelouro.    

Gabriel Salimo lançou este desafio na cerimónia de entrega de pastas realizada recentemente nas instalações do Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico-Profissional (MCTESTP), em Maputo.

Na ocasião, o novo ministro manifestou disponibilidade de dedicar todas as forças, energias e saber ao serviço do desenvolvimento do sector neste novo ciclo de governação.

A fonte destacou a necessidade de realizaras actividades planificadas para os primeiros 100 dias de governação no presente quinquénio, assim como outras acções estratégicas não concluídas no mandato passado.

“Vamos arregaçar as mangas para fazer da ciência e tecnologia, ensinossuperior e técnico-profissional plataformas transversais de promoção do crescimento e desenvolvimento socioeconómico de Moçambique”, exortou o governante. 

Do conjunto de compromissos para estequinquénio, destacou a contribuição para a modernização do país em termos de tecnologias, dinamização dos subsectores do ensino superior e técnico-profissional, bem como a consolidação da presença e impacto das acções do ministério em todo o país. 

A cerimónia entrega de pastas contou com a presença do ministro cessante, Jorge Nhambiu;vice-ministra cessante, Leda Hugo;o secretário permanente, Celso Laice;o inspector-geral do pelouro, Fernando Niquice;membros do Conselho Consultivo, entre outros convidados. 

Gabriel Salimo nasceu a 12 de Agosto de 1964. É docente universitário e já assumiu cargos como de director do Centro de Tecnologias de Informação e Comunicação na UniZambeze e director de curso de Informática na Universidade Eduardo Mondlane. 

É mestre em Tecnologias de Informação e Comunicação. Do seu leque de serviços,contam-se a sua passagem pelo Secretariado Técnico de Administração Eleitoral, em Maputo, onde foi chefe do Departamento de Delimitação Geográfica, Estatística e Informática.

Foi também consultor em algumas organizações da sociedade civil e instituições comoSala da Paz, onde foi integrado no Instituto para a Democracia Multipartidária.

Participou na gestão do software para a contagem paralela e observação eleitoral para as eleições municipais na cidade de Nampula, em 2018.   

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Os ataques de homens armados nalguns pontos das regiões centro e norte do país retraíram o movimento de turistas internacionais interessados em visitar Moçambique para lazer, durante o quinquénio 2015-2019.

O sector privado nacional alia o facto à má propagação da informação sobre Moçambique a nível internacional, relativamente aos pontos exactos onde ocorrem os ataques, o que permitiu a reprodução falaciosa da ideia de que o país todo está em guerra.

Segundo Rui Monteiro, presidente do Pelouro da Cultura e Turismo da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, CTA, o país é um destino turístico muito apreciado fora de portas, mas a desinformação e o eco das armas prejudicam os esforços para a promoção do sector.

Monteiro sublinha, entretanto, que não obstante a situação da instabilidade localizada, o boom dos recursos naturais alavancou o turismo de negócio, permitindo assim a capitalização da indústria, sobretudo nas zonas próximas das áreas de exploração.

A fonte aprecia que os esforços do Governo em ligar a cultura ao turismo tiveram impacto positivo na promoção do turismo doméstico durante o quinquénio e, actualmente, o que falta ao país é o reforço das estratégias de comunicação para dentro e fora de Moçambique. 

No presente quinquénio o sector privado pretende ver ainda mais sólido e frutífero o diálogo entre o Governo e o sector privado para o bem da economia nacional. (RM)

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Moçambique conseguiu massificar, em 2019, os testes de SIDA nas unidades sanitárias, como uma das formas de cumprir a estratégia global das Nações Unidas para travar a doença, disse ontem à Lusa fonte do Fundo Global em Maputo.

Diagnosticou, também, 73% das pessoas infectadas até finais de 2018, com perspectiva de chegar aos 80% em 2019, referiu Francisco Mbofana, vice-presidente do mecanismo de coordenação do país do Fundo Global para combate à SIDA, malária e tuberculose, à margem de uma reunião de avaliação do trabalho no terreno.

O país procura enquadrar-se na estratégia 90-90-90, um conjunto de metas a alcançar até final de 2020, em que as Nações Unidas esperam que 90% de todas as pessoas que vivem com HIV conheçam o seu estado, que 90% das pessoas diagnosticadas recebam terapia anti-retroviral e que 90% destas possuam carga viral suprimida e não possam mais transmitir o vírus. Moçambique desenvolveu também uma abordagem da Organização Mundial da Saúde (OMS) designada "testar e iniciar: que todos iniciem o tratamento imediatamente após um diagnóstico positivo".

A direção do Fundo Global defende que sejam desenvolvidos "sistemas de saúde resilientes e sustentáveis para que no dia em que os recursos [dos doadores] diminuírem possa funcionar com os mesmos serviços". A formação dos recursos humanos no local certo e retê-los no local de trabalho é dos mais importantes desafios do sector, concluiu. O Fundo Global aprovou no último ano um total de 750 milhões de dólares (675 milhões de euros) para o combate à SIDA, malária e tuberculose até 2030 em Moçambique.

O número de mortes e nova infeções por HIV baixou em 2018, segundo dados do Conselho Nacional de Combate aoSIDA (CNCS) de Moçambique. Em 2018, a doença matou 53886 pessoas, contra 54.765 em 2017 e registaram-se 145.038 novas infecções, contra 146.638 no ano anterior. Mais de 1,2 milhão de moçambicanos estavam em tratamento anti-retroviral em 2018, um aumento em relação ao ano anterior, em que o valor era pouco superior a 1,1 milhão. Dados oficiais indicam que 13,2% da população moçambicana, com idade entre 15 e 49 anos, está infectada pelo HIV/SIDA.

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A floresta de chanfuta localizada no distrito de Marracuene, província de Maputo, tem potencial para sequestrar carbono e assim contribuir para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

A conclusão sobre o contributo da espécie, cujo nome científico é Afzelia quanzensis, para a protecção da atmosfera é de um estudo publicado numa das edições mais recentes da Revista Científica da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), na série de Ciências Agronómicas, Florestais e Veterinárias.

A pesquisa indica também que medidas de gestão devem ser tomadas em consideração para preservar esta importante área de conservação.

O sequestro de carbono é o processo de captura e armazenamento seguro de gás carbónico (CO2), evitando-se assim a sua emissão e permanência na atmosfera.

Para realizar esta pesquisa, que tinha como objectivo avaliar o potencial de sequestro de carbono da mata de Michafutene, foram seleccionadas 33 árvores desta espécie, abatidas e pesadas em três componentes (ramos grossos, ramos finos e tronco), para obtenção dos pesos fresco e seco em quilogramas.

Foram também estabelecidas 30 parcelas aleatórias, onde se avaliaram todos os indivíduos com diâmetro à altura do peito superior ou igual a 10cm para posterior estimativa da biomassa (Mg/ha).

O potencial de sequestro de carbono (MgC/ha) foi estimado utilizando o factor de conversão de 0,5 da biomassa. Os resultados deste estudo revelaram que a maior contribuição de biomassa provém dos ramos grossos (46 por cento), seguida dos ramos finos (30 por cento) e tronco (24 por cento), tendo se estimado a biomassa média em 17,59 Mg/ha e a densidade de carbono em 8,80 MgC/ha. 

A pesquisa, intitulada “Estimativa de biomassa e carbono da espécie Afzelia quanzensis Welw, na plantação de Michafutene, província de Maputo”, refere que a degradação das florestas naturais tem colocado em risco algumas espécies de grande valor socioeconómico, tal como a chanfuta, pelo que a recuperação e conservação de áreas florestais reveste-se de grande importância.

Um outro estudo sobre a variabilidade genética da chanfuta indica que recursos genéticos florestais representam um dos repositórios mais importantes da diversidade biológica, constituindo um componente chave para a estabilidade dos ecossistemas.

Anota que a floresta de Michafutene é uma das poucas zonas de conservação desta espécie existentes no país.

Com uma área inicial de cerca de mil hectares, compostos por mais de 20 espécies florestais nativas e exóticas, esta plantação foi sofrendo ao longo dos anos os efeitos da pressão humana e da precária manutenção, estando actualmente reduzida a cerca de 50 hectares, compostos quase exclusivamente por chanfuta.

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Gerar evidências científicas que contribuam para melhorar a saúde dos moçambicanos é o objectivo do lançamento da primeira chamada para financiamento de projectos de pesquisa desta área, cuja submissão de candidaturas termina a 6 de Fevereiro.

A iniciativa do Instituto Nacional de Saúde (INS) conta com financiamento dos governos de Flandres, região da Bélgica localizada ao norte do país, através do projecto Building Institutional Capacity, que visa impulsionar a pesquisa a nível nacional e melhorar a capacidade institucional desta instituição. 

De acordo com o edital da primeira chamada, são elegíveis os tópicos alinhados com a Agenda Nacional de Pesquisa em Saúde (ANAPES) 2017-2021, incluindo pesquisas inovadoras e/ou em áreas com lacunas de conhecimento e com reduzida oportunidade de financiamento. 

No que diz respeito aos candidatos selecionáveis, o documento indica que podem submeter propostas profissionais com formação superior, de instituições externas, independentemente do seu grau académico, e que possuam experiência comprovada na realização de pesquisas. 

Refere também que a duração do projecto deve ser de 12 meses, no máximo, e com um orçamento que não ultrapasse 450 mil meticais, sendo que a divulgação dos cinco projectos seleccionados poderá ser feita a 2 de Maio deste ano.

O Instituto Nacional de Saúde é uma instituição subordinada ao Ministério da Saúde e vocacionada à geração de informação técnico-científica na área da saúde no país.

Tem como missão participar na melhoria do bem-estar dos cidadãos mediante a geração e promoção da incorporação de soluções científicas e tecnológicas para as principais condições e problemas de saúde, com a visão de ser referência nacional sobre a matéria. 

A instituição conta, desde 2018, com uma nova sede no distrito de Marracuene, província de Maputo, que constitui um passo significativo na busca de soluções para os problemas da saúde com base em evidências científicas.

O edifício está equipado com tecnologia moderna para o diagnóstico de doenças,  assim como um laboratório de alta contenção, onde podem ser testados com segurança, pacientes com suspeita de infecções altamente perigosas, como é o caso vírus da ébola. 

As suas áreas de actuação incluem a investigação científica, referência laboratorial, formação, realização de inquéritos e vigilância em saúde.

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