Director: Lázaro Manhiça

“Florestas e Meios de Vida: sustentando as pessoas e o planeta” é o lema das actividades que vão corporizar as celebrações do Dia Mundial da Fauna Bravia, ontem assinalado.

Por ocasião da data, o director-geral desta da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), Mateus Mutemba, participa num WebnairInternacional,promovido pelaConvenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção(CITES), no qual irá apresentar uma reflexão sobre o impacto da Gestão da Fauna e Flora Selvagens em Moçambique,no desenvolvimento da economia nacional e bem-estar das comunidades rurais.

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AS organizações de profissionais de saúde enaltecem o Governo moçambicano pela sua indicação como grupo prioritário para primeira fase de vacinação contra a Covid-19, acto que arranca próxima semana em todo o país.

A satisfação foi manifestada, ontem (01), na cidade de Maputo, por representantes das organizações sócio-profissionais de saúde, durante a reunião semanal com o ministro do pelouro, Armindo Tiago, para a monitoria das medidas de prevenção e combate à Covid-19, no país.

O Bastonário da Ordem dos Médicos, Gilberto Manhiça, disse que a priorização da vacinação aos profissionais de saúde vai contribuir para salvaguardar este grupo para a manutenção no atendimento dos pacientes.

“Não podia ter havido uma melhor abordagem porque nós já sabemos que o profissional é o que está na linha da frente, é o que mais contacto tem com casos da covid-19, é o mais vulnerável em contrair e provavelmente transmitir aos seus e outras pessoas que possam entra em contacto com ele”, disse.

Para a presidente da Associação dos Enfermeiros de Moçambique, Olga  Matavele, a recepção da vacina representa  uma mais-valia para  esta  classe de profissionais, pelo que, neste momento, é importante  massificar a informação sobre a medicação, no seio do grupo dos profissionais de saúde .

“Nós é que estamos com os acometidos, neste caso os doentes. Nós é que estamos lá 24 sobre 24 com eles. Portanto é uma grande valia para nós”, frisou.

Por sua vez, a farmacêutica, Luísa Namburete, entende que a iniciativa do Governo privilegiar profissionais de saúde vai garantir a continuidade deste grupo no exercício pleno das suas actividades.

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A PROVÍNCIA de Inhambane recebeu ontem (27) 9.720 doses da vacina contra a Covid-19 para imunizar, numa primeira fase, grupos prioritários constituídos principalmente por profissionais de saúde.

Os imunizantes da marca VeroCell (SARS-COV-2 Vaccine) incluem as respectivas seringas fabricadas pela farmacêutica Sinopharm, da China, oferecidas no âmbito das relações de cooperação entre os dois países

Segundo a directora dos serviços provinciais de saúde, Sónia Mahesso, Inhambane regista 3.425 casos positivos da Covid-19, dos quais 165 são profissionais de Saúde.

Quinhentos e trinta e nove casos continuam activos, 36 pacientes internados e oito morreram devido a doença.

Durante o acto de recepção das vacinas, as autoridades provinciais de Inhambane alertaram a população para não relaxar no cumprimento das medidas de prevenção contra o novo coronavírus, por causa da chegada deste lote.

“A vacina não pode ser vista como a salvação imediata de todas comunidades contra esta pandemia, daí que há necessidade de continuarmos a observar todas medidas de prevenção”, exortou a secretária de Estado na província, Ludmila Maguni.

Para Maguni, a chegada da vacina é porta de esperança na recuperação numa primeira fase dos profissionais de saúde que passarão a contar com um nível de prevenção de forma a estar em condições de prestar cuidados médicos à população em todas enfermidades.

Por seu turno, o governador Daniel Chapo lembrou que a higienização das mãos, uso correcto das máscaras, distanciamento social e sobretudo, bem como o cumprimento integral das medidas previstas no último decreto do Conselho de Ministros sobre a prevenção da Covid-19.

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A PERSISTÊNCIA do uso de práticas que atentam contra os ecossistemas marinhos, como as artes nocivas, poderá levar as autoridades a dilatarem o período de veda da pesca de camarão de superfície e de caranguejo do mangal.

Inicialmente fixada num período que varia de um a cinco meses, a veda pode ser agravada até sete meses se se justificar, o que dependerá em grande parte da atitude   dos pescadores, segundo o Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas (MMAIP).

De acordo com o director nacional das operações no MIMAIP, Leonid Chimarizene, não é objectivo da instituição optar por estas medidas tendo em conta que é da pesca artesanal que grande parte da população costeira depende para a sua subsistência.

Em conferência de imprensa ontem, em Maputo, convocada para apresentar o balanço preliminar da monitoria da veda, decretada em Outubro, a fonte realçou a necessidade de garantir a continuidade das espécies tendo em conta o seu valor para o país.

No período que vai de Novembro a esta parte, mais de 1600 artes nocivas e proibidas foram apreendidas, das quais constam a rede mosquiteira e sacos, o que periga a continuidade de espécies arrastadas ainda em fase de crescimento.

A veda da pescaria decaranguejo do mangal teve início hádois anos, dada a pesca desenfreadada espécie e com o risco de desaparecer enquanto que a pescaria fechada do camarão acontece há cerca de vinte anos e actualmente está fixada em cinco meses.

Sobre a pertinência destes intervalos, Chimarizene fala da necessidade da preservação de recursos como forma de permitir a continuidade das espécies nas gerações vindouras tendo em conta o seu valor, sobretudo o camarão, na balança de pagamento.

Para além dos locais onde ocorre a pesca, a fiscalização teve como palcos aeroportos, transportes interprovinciais, mercados, com particular enfoque nos de venda de produtos pesqueiros.

A fiscalização decorreu igualmente em embarcações por via satélite, com a instalação de dispositivos nas embarcações industriais e semi-industriais que permitem a monitoria em terra.

As missões de patrulhamento envolveram a Polícia marinha, lacustre e municipal. A fiscalização aeroportuária com recurso a aparelhos de scanner contribuiu não só na fácil detecção dos produtos no circuito ilegal como também no desencorajamento dos prevaricadores.

A presente veda vigora de 1 de Novembro de 2020 etermina a 31 de Março,no Banco de Sofala para a pesca industrial, semi-industrial e artesanal, assim como na baía de Maputo e na foz do rio Limpopo para a pesca semi-industrial e artesanalno que diz respeito à pesca do caranguejo de superfície.

Em relação à pesca de caranguejo do mangal a veda teve lugar em toda a costa moçambicana.

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MOÇAMBIQUE vai, dentro de dias, receber 100 mil doses de vacina contra a Covid-19 oferecidas pela Índia, no âmbito da cooperação existente entre os dois países.

A garantia foi dada ontem, em Maputo, ao Presidente da República, Filipe Nyusi, por Ankan Banerjee, no acto de apresentação das cartas credenciais como novo alto comissário da Índia.

Numa outra ocasião, o Chefe do Estado recebeu cartas credenciais do novo alto comissário da África do Sul, Siphiwe Nyanda.

Falando à imprensa, a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo Dlhovo, não precisou a data da chegada das doses de vacina da Índia, garantindo apenas que será “em breve” e logo que forem concluídos os procedimentos prévios ligados à importação da mesma.     

Na ocasião, Filipe Nyusi manifestou vontade de ver o nível de relações bilaterais cada vez melhores e robustas, e agradeceu o apoio de ambos países às vítimas da Covid-19, calamidades naturais e terrorismo.

Com Siphiwe Nyanda, particularmente, Nyusi falou da necessidade de reactivação da comissão mista de avaliação regular da cooperação entre os dois países. O novo chefe da missão diplomática sul-africana em Moçambique é um general do exército na reserva e que viveu em Maputo durante o regime de segregação racial na África do Sul.

 

VACINA CONTRA COVID-19

Governo promove esforço

para abranger mais pessoas

O PRIMEIRO-MINISTRO (PM), Carlos Agostinho do Rosário, afirmou ontem (24) o compromisso do Governo em continuar a promover esforços para assegurar que o país disponha de mais vacinas contra a Covid-19, para abranger o maior número de pessoas.

Do Rosário fez este pronunciamento durante a recepção de 200 mil doses de vacina contra a covid-19, uma doação da República Popular da China, para imunizar grupos prioritários, que inclui profissionais da Saúde.

Segundo o PM, a rápida disponibilização deste lote de vacinas reflecte a determinação e o empenho dos altos dirigentes de Moçambique e da China, em garantir o bem-estar da população.

“Agradecemos ao povo e ao governo chinês pela oferta do primeiro lote de duzentas mil doses de vacinas contra a Covid-19 que acabamos de receber, incluindo seringas para sua administração”, disse.

A entrega simbólica da vacina produzida pela farmacêutica Sinopharm, simboliza o esforço conjunto do chefe do Estado moçambicano, Filipe Nyusi, e do seu homólogo da China, Xi Jinping, para superar as dificuldades da vida entre os dois países, salientou.

Para o Primeiro-Ministro, este é mais um gesto que testemunha “as excelentes relações de amizade e cooperação entre Maputo e Beijing, que remontam desde os primórdios da nossa luta de libertação nacional, e que foram se consolidando ao longo dos anos”, recordou.

Por sua vez, o embaixador da China em Moçambique, Wang Hejun, sublinhou que os dois Estados têm se apoiado mutuamente para superar as dificuldades em tempos difíceis, como este causado pela pandemia da Covid-19, no mundo.

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CONVERSAS AOS SÁBADOS

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