Director: Lázaro Manhiça

A PERSISTÊNCIA do uso de práticas que atentam contra os ecossistemas marinhos, como as artes nocivas, poderá levar as autoridades a dilatarem o período de veda da pesca de camarão de superfície e de caranguejo do mangal.

Inicialmente fixada num período que varia de um a cinco meses, a veda pode ser agravada até sete meses se se justificar, o que dependerá em grande parte da atitude   dos pescadores, segundo o Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas (MMAIP).

De acordo com o director nacional das operações no MIMAIP, Leonid Chimarizene, não é objectivo da instituição optar por estas medidas tendo em conta que é da pesca artesanal que grande parte da população costeira depende para a sua subsistência.

Em conferência de imprensa ontem, em Maputo, convocada para apresentar o balanço preliminar da monitoria da veda, decretada em Outubro, a fonte realçou a necessidade de garantir a continuidade das espécies tendo em conta o seu valor para o país.

No período que vai de Novembro a esta parte, mais de 1600 artes nocivas e proibidas foram apreendidas, das quais constam a rede mosquiteira e sacos, o que periga a continuidade de espécies arrastadas ainda em fase de crescimento.

A veda da pescaria decaranguejo do mangal teve início hádois anos, dada a pesca desenfreadada espécie e com o risco de desaparecer enquanto que a pescaria fechada do camarão acontece há cerca de vinte anos e actualmente está fixada em cinco meses.

Sobre a pertinência destes intervalos, Chimarizene fala da necessidade da preservação de recursos como forma de permitir a continuidade das espécies nas gerações vindouras tendo em conta o seu valor, sobretudo o camarão, na balança de pagamento.

Para além dos locais onde ocorre a pesca, a fiscalização teve como palcos aeroportos, transportes interprovinciais, mercados, com particular enfoque nos de venda de produtos pesqueiros.

A fiscalização decorreu igualmente em embarcações por via satélite, com a instalação de dispositivos nas embarcações industriais e semi-industriais que permitem a monitoria em terra.

As missões de patrulhamento envolveram a Polícia marinha, lacustre e municipal. A fiscalização aeroportuária com recurso a aparelhos de scanner contribuiu não só na fácil detecção dos produtos no circuito ilegal como também no desencorajamento dos prevaricadores.

A presente veda vigora de 1 de Novembro de 2020 etermina a 31 de Março,no Banco de Sofala para a pesca industrial, semi-industrial e artesanal, assim como na baía de Maputo e na foz do rio Limpopo para a pesca semi-industrial e artesanalno que diz respeito à pesca do caranguejo de superfície.

Em relação à pesca de caranguejo do mangal a veda teve lugar em toda a costa moçambicana.

CONVERSAS AOS SÁBADOS

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Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitoe

Administrator: Cezerilo Matuce

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