Director: Lázaro Manhiça

PRODUTOS químicos de origem desconhecida, usados porgarimpeiros ilegais, contaminaram a água do rio Nhanzeia, que atravessa a zona-tampão do Parque Nacional da Gorongosa(PNG), província de Sofala.

Trata-se daacção de um grupo constituído por de 42 garimpeiros, a contas com a Justiça do distrito daGorongosa. Os detidos dedicavam-se à extracção ilegal de ouro com recurso a diversa maquinaria, cuja limpeza era feita por produtos químicos.

Sobre o impacto da poluição do rio, o administrador do Parque Nacional daGorongosa, Pedro Muagura, disse estar ainda em estudo, sobretudo para o apuramento  da natureza da substância química usada.

“O impacto imediato que notamos foi a contaminação do rio. Nos níveis de turvação em que a água se encontra, nem o Homem nem os animais podem consumi-la, muito menos a vegetação poderá desenvolver-seenquanto o fenómeno prevalecer”, disse Muagura. 

Para o administrador do PNG, só a ocorrência de chuvas pode ajudar a alterar o nível de turvação e de poluição daquele curso de água. Tendo em conta a época seca que o país atravessa, acredita que este estado poderá prevalecer por algum tempo.

“Este é o impacto imediato,mas há aqueles que se evidenciarão com o tempo, como a distribuição dos animais, que poderãorarear assim como a fauna, com os danos nos ambientes bióticos(vida) e abióticos(sem vida). A poluição é de grande magnitude”, disse.

Quanto à origem do produto químico, Pedro Muagura disse ser prematuro identificar, por via dos indiciados,pois em casos desta natureza eles tendem a ocultar a verdade durante as investigações, em protecção dos seus mandantes.

“Numa situação destas, os ilegais nunca colaboram por temer represálias dos seus patrões e tudo só pode ser apurado por via dos exames”, disse.

Pedro Muagura disse não ter noção do tempo que durou a actividade extractiva naquele rio pois, pelo histórico deste tipo de acções,“tudo começa com uma pessoa que depois vai atraindo outras e mais outras até se ter um número maior de praticantes. Isso pode ter levado muito tempo”.

O administrador do PNG deixou claro que a extracção mineira ilegal não era prática dos residentes de Sofala, sendo que os implicados neste caso específico foram influenciados por garimpeiros idos da província de Manica, com tradição neste tipo  de actividade.

O desmantelamento do grupo de ilegais naGorongosa foi possível graças a um trabalho que envolveu fiscais do PNG e uma força da Polícia da República de Moçambique(PRM), destacada pelo Comando Provincial de Sofala para trabalhar especificamente no Parque e suas imediações, no contexto de uma estratégia adoptada pelo Ministério do Interior na protecção das zonas de conservação.

“Neste tipo de intervenções há ganhos dos dois lados, com o uso de técnicas que os fiscais da Floresta e Fauna Bravia têm e que a PRM não tem, e vice-versa. Por isso, são operações produtivas e vantajosas”, sublinha Muagura.

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Cezerilo Matuce

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