Director: Júlio Manjate

 

As autoridades moçambicanas do sector da justiça, na província de Gaza, advertem que vão tomar medidas exemplares contra os cidadãos que se envolverem na caça furtiva, tráfico e venda de recursos faunísticos e florestais.

A advertência foi proferida segunda-feira (11) na cidade de Xai-Xai, capital provincial, pela Procuradora-chefe de Gaza, Virgínia Objana, na sessão de abertura de um “workshop” sobre a caça furtiva nesta parcela do país, noticiou a Rádio Moçambique, emissora nacional.
O evento, de dois dias, junta na mesma mesa procuradores, juízes, agentes da Polícia, gestores das áreas de conservação, membros da sociedade civil e do governo, na busca de melhores estratégias de combate à caça furtiva.
Virgínia Objana sublinhou a importância da conjugação de esforços de todos os actores da máquina de justiça para travar os crimes ambientais.
“Hoje, mais do que nunca, as instituições do Estado e outros actores relevantes na prevenção e responsabilização dos crimes contra a fauna bravia devem fortalecer os seus mecanismos de articulação e colaboração com vista a mitigar este mal”, disse.
Referiu que, actualmente, Moçambique é considerado um dos países que regista mais casos de abate e comércio ilegal de produtos faunísticos e florestais protegidos por lei.
Por isso, advertiu que a “posse de cornos de rinoceronte e de marfim e outras partes provenientes destes animais passou a ser infracção criminal punida com a pena de 12 a 16 anos de prisão”.
A governadora de Gaza, Stela Pinto Novo Zeca, que participou no encontro, desafiou os gestores das áreas de conservação e outros actores para consciencializarem as comunidades sobre a lei de protecção de recursos florestais e faunísticos e a necessidade do seu envolvimento no combate aos crimes ambientais.
Explicou que não é possível valorizar o que não se conhece. Assim sendo, é preciso conhecer as áreas de conservação e conhecer também o tipo de espécie que é possível encontrar, mas, acima de tudo, explicar à população as espécies protegidas e não protegidas.
Aliás, disse a governante, vezes há que chegam notícias sobre membros das comunidades que foram detidos depois de surpreendidos a caçar.
“Quando se pergunta dizem que os meus avôs caçavam, porquê hoje eu não posso? Provavelmente é porque nós não estamos a explicar exactamente todos os detalhes”, afirmou.

 

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Presidente: Bento Baloi

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