Director: Lazaro Manhiça

O abate ilegal de elefantes na Reserva Nacional do Niassa registou uma diminuição considerável no ano passado, graças à melhoria da coordenação entre os fiscais e organizações internacionais parceiras dedicadas à conservação da biodiversidade.

Dados disponibilizados ao “Notícias” indicam que em 2019 foram encontradas, nesta área de conservação, pelo menos 15 carcaças de elefantes que se presume tenham sido mortos para retirar as suas presas.

Em 2015, nesta reserva com cerca de 42 mil quilómetros quadrados e uma das maiores do continente africano, registaram-se 115 casos de abate ilegal de elefantes. Contudo, a partir daquele ano as autoridades governamentais, em coordenação com parceiros de cooperação, reforçaram os mecanismos de prevenção e combate à caça furtiva do elefante.

Nos últimos anos foram adquiridas viaturas e aeronaves para fiscalização, assim como foram  recrutados mais fiscais florestais, sendo também que as autoridades judiciais se envolveram também em acções de sensibilização, com vista a educar as comunidades sobre a necessidade de preservarem  a biodiversidade. 

Através de denúncias relacionadas com a preparação e movimentação de furtivos dentro da reserva, visando o abate ilegal de elefantes, que é um animal protegido por lei, os órgãos judiciais começaram a julgar e condenar os implicados nos casos. 

O governo provincial destacou, no seu balanço relativo ao desempenho do ano passado,  que as procuradorias distritais, fiscais da direcção provincial da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural e a Policia da República de Moçambique, desenvolveram um trabalho brioso para garantir a redução substancial da caça furtiva.

Destacou igualmente o impacto da entrega às comunidades do fundo correspondente a aos 20 por cento do valor pago pelos operadores turísticos.

De acordo com a lei, qualquer operador turístico, florestal, entre outros exploradores dos recursos naturais, deve alocar 20 por cento da taxa de exploração para as comunidades locais da área onde está inserido.

O governo provincial  refere  ainda que operacionalizou, ao longo do último semestre do ano passado, o funcionamento de postos de fiscalização fronteiriço para travar o contrabando de troféus para os países vizinhos, nomeadamente  a Tanzania e o Malawi.

A construção de infra-estruturas, tais como fontes de abastecimento de água potável,  unidades sanitárias, escolas e alargamento da rede eléctrica através de painéis solares é vista como um factor positivo para incentivar as comunidades a se empenhar na preservação dos animais bravios.

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitóe

Administrator: Cezerilo Matuce

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