Director: Lázaro Manhiça

HÁ necessidade dosgovernos acelerarem as políticas destinadas à utilização de tecnologias digitais para a redução de desigualdades, criar oportunidades e colher os benefícios das Tecnologias de Informação e Comunicação.

 para um renascimento social e económico pós-pandémico.

A posição foi defendida pela ministra das Comunicações, Telecomunicações e Serviço Postal da África do Sul, Stella Ndabeni-Abrahams, discursando na cimeira "Melhor África" no AfricaCom2020, um evento que teve lugar virtualmente de 9 a 12 de Novembro corrente, sobre telecomunicações, meios de comunicação e tecnologia em África.

Disse que a comissão da Quarta Revolução Industrial (4IR), criada pelo Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, já fez várias recomendações que foram aprovadas pelo Gabinete. Estas incluem o compromisso de investir no capital humano, estabelecimento de um Instituto de Inteligência Artificial, criação de uma plataforma para o fabrico avançado de novos materiais e o apoio a dados de segurança para permitir a inovação.

A ministra considerou que o evento veio quando as pessoas em todo o lado estão a se posicionar para desempenharem um papel significativo na 4IR. Referiu que a tecnologia pode abordar os problemas mais difíceis enfrentados pela África do Sul e pelo resto do continente.

Explicou que ao prestar apoio às PME no desenvolvimento de tecnologia que vai optimizar a prestação de serviços em sectores como a saúde, educação e transportes, pode se melhorar o bem-estar dos cidadãos.

Leo Chen, Presidente da Huawei na Região da África Subsahariana, disse que a pandemia desencadeou uma mudança a longo prazo no comportamento das pessoas para se manterem Online.

“Assistimos recentemente ao surgimento de novas exigências de trabalho de casa, de compras Online e de ensino doméstico, com o tráfego de dados a aumentar mais de 40% e os serviços digitais a florescer em toda a região da África Subsaariana. Estamos gratos por ver que os governos africanos responderam rapidamente à crise, reforçando o papel das Tecnologias de Informação e Comunicação na luta e recuperação, quer através da libertação de espectro temporário, quer através de recomendações políticas” - referiu.

Sharoda Rapeti, representante da Delta Partners, disse que as Tecnologias de Informação e Comunicação poderiam ser “aceleradores de crescimento” na construção de uma economia pós-pandémica resiliente através de modelos de partilha de infra-estruturas e do aumento do investimento.

“Cerca de 58% dos líderes africanos inquiridos viram a pandemia como um acelerador da indústria. Estes resultados apontam para boas perspectivas para o sector das telecomunicações em África, desde que adoptemos a abordagem certa ao investimento”- disse.

Por seu turno, o Secretário-Geral da ATU, John Omo, disse na conferência que a indústria das Tecnologias de Informação e Comunicação estava a crescer para um novo motor de crescimento económico global. Apelou à simplificação dos processos de regulamentação e à atribuição atempada de espectro para tecnologias novas e em evolução, de acordo com os protocolos da indústria.

 

 

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