Director: Lázaro Manhiça

CERCA de 3.413 pacientes já iniciaram a nova dinâmica de tratamento preventivo da tuberculose, através da introdução de medicação combinada denominada 3HP que conjuga doses elevadas de isoniazida (H) e de rifapentina (P), para evitar que casos simples e não contagiosos se agravem e engrossem o número de infectados.

A nova dinâmica do tratamento é uma directriz lançada em Março último pelo Governo moçambicano em parceria com a IMPACT4TB, um projecto de quatro anos que apresenta uma nova maneira de lidar com a infecção latente de tuberculose visando combater o número de desistências no tratamento da doença e aumentar o seu nível de eficácia.

A informação foi partilhada ontem (09), em Maputo, pelo representante da IMPACT4TB, Emílio Valverde, durante um seminário inserido no contexto das XVII Jornadas Nacionais de Saúde, um evento de três dias que decorre na capital moçambicana, Maputo, sob o lema “Promovendo a Segurança Sanitária e o Desenvolvimento Sustentável, através da Investigação Científica Transdisciplinar”.

“Até à data, 3.413 pacientes iniciaram a 3HP em 70 unidades sanitárias e não foram registados efeitos secundários relevantes, unicamente uma criança na cidade de Maputo apresentou sintomas gripais leves”, disse, citado pela AIM.

Até ao momento, segundo Valverde, foi registado apenas um abandono desde o lançamento da nova directriz de tratamento.

A nova medicação tem facilidade da toma, menor quantidade de medicamentos e um período mais curto para a toma dos medicamentos, o que poderá resultar em menor desistência ao tratamento e maior eficácia no combate à doença, explicou Valverde.

De acordo com Valverde, a medicação 3HP que actualmente está a ser implementada na cidade de Maputo, a capital moçambicana, e distritos de Chókwè e Mandlakazi, província de Gaza, é prescrita a novos pacientes em Tratamento Anti-retroviral (TARV) e crianças menores de 15 anos com contacto de tuberculose.

Acrescentou que, gradualmente, a nova directriz de tratamento será introduzida em outros pontos do país.

Revelou que Moçambique é o primeiro país do mundo a utilizar a medicação em DFC, uma dose fixa combinada que permite um tratamento muito mais prático.

A fonte referiu que o tratamento preventivo é peça importante na luta global contra a tuberculose, sendo também necessária a adopção de terapias que facilitem a adesão e a completude do tratamento essencial para atingir os objectivos da estratégia “End TB”.

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A REDUÇÃO de novas infecções pelo HIV em Moçambique tem sido lenta, facto que concorre para a impossibilidade do alcance das metas de prevenção previstas no plano estratégico nacional de resposta à doença.

O Sistema de Saúde estimava uma diminuição de casos de infecção de 50 por cento entre 2014 e 2020, mas até ao momento foram alcançados apenas 25.

Francisco Mbofana, epidemiologista, que falava ontem nas XVII Jornadas Nacionais de Saúde, explicou que o país realizou nos últimos três anos várias acções de combate ao HIV com o obejctivo de criar nova dinâmica na prevenção das infecções.

De entre as acções, destaque vai para a Estratégia Nacional do Preservativo (2020-2023), revitalização dos grupos de referência de prevenção do HIV, a adopção do projecto-piloto de Profilaxia pré-Exposição (PrEP) e aprovação da sua expansão para populações-chave, nomeadamente trabalhadores do sexo, casais serodiscordantes (em que apenas um dos membros do casal é seropositivo), adolescentes e jovens de 15 a 24 anos.

Mbofana defende a necessidade de direccionar as estratégias de prevenção aos distritos e localidades onde os serviços de saúde são limitados, para além de maior acesso à informação em relação aos métodos contraceptivos seguros, eficazes, acessíveis e aceitáveis.

O epidemiologista avançou que a garantia da igualdade de género e empoderamento da mulher e da rapariga, fortalecimento e expansão rápida dos serviços de prevenção combinada da doença, eliminação da discriminação e estigma vão ajudar a reduzir o número de nova contaminações. 

Por outro lado, indicou que apenas 45 por cento dos adolescentes e jovens usam o preservativo, numa altura em que a meta é estimada em 90.

Covid-19 limita acesso aos serviços de saúde

A pandemia da Covid-19 está a limitar o acesso e utilização dos serviços integrados de saúde sexual e reprodutiva, incluindo o planeamento familiar, saúde materna e HIV.

Sandra Manuel, pesquisadora que falou nas XVII no tema sobre saúde sexual e reprodutiva, disse que houve redução da procura deserviços de saúde, sobre tudo pelos jovens e adolescentes, com o agravante da limitação da sua disponibilização.

“Nos últimos anos, as atenções do sector da Saúde estão voltadas ao combate à Covid-19, mas há necessidade de garantir maior disponibilidade e utilização dos serviços integrados de saúde sexual e reprodutiva, incluindo o planeamento familiar, saúde materna, oferta de contrapcetivos”, afirmou..

Sandra Manuel disse ainda que, devido à doença, os casos de violação sexual de menores também aumentaram.

“Alguns cidadãos já não vão aos hospitais por medo do novo coronavírus, sobre tudo por ouvirem constantemente apelos para anecessidade de ficarem em casa”, disse. 

Dados indicam que em 2020 ocorreram no país 39 mil novas infecções pelo HIV entre adolescentes e jovens com idades compreendidas entre 15 e 24 anos. 

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INTERRUPÇÕES/COVID-19: Modelo virtual não se aplicou ao Ensino Técnico-Profissional

 

O ENSINO Técnico-Profissionalfoi o que mais se ressentiu das interrupções das aulas que vêm acontecendo, no âmbito da mitigação dos efeitos da pandemia da Covid-19, dadas suas características,deprivilegiar a prática.

Amosse Mabunda, director de Instituto Industrial e Comercial da Matola (IICM), localizado no município da Matola,disse que só foi possível implementar o modelo online por um curto período, no ano passado, quando as escolas foram encerradas pela primeira vez.

Segundo explicou,osector da Educação decidiu suspender a modalidade virtual,uma vez quea sua natureza de ensino éo “saber fazer”, que pressupõe o contacto aluno/professor, queé o objecto do curso. (EDÍLIA MUNGUAMBE)

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A MINISTRA do Mar, Águas Interiores e Pescas, Augusta Maíta, participa, a partir de amanhã (09) até sexta-feira (10), no IV Fórum Internacional da Indústria Pesqueira, a decorrer em São Petersburgo, na Rússia.

Neste país, Maíta tem previstos encontros de trabalho com entidades públicas e privadas, tendo como objectivo divulgar as potencialidades do país e atrair o investimento russo para o sector das pescas e na exploração das infra-estruturas de pesca em forma de parceria público-privada.

É também intenção de Moçambique expandir o mercado de exportação de produtos da pesca para a Rússia.

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PELO menos 762.370 pessoas receberam a segunda dose da vacina Verocel contra o novo coronavírus, deste modo, um total de 1.124.706 pessoas receberam a primeira dose da Verocel, em Moçambique, o que corresponde a 68 por cento de cobertura.

Segundo o Ministério da Saúde (MISAU), nas últimas 24 horas, o país vacinou 30.422 pessoas com a segunda dose da vacina contra a COVID-19.

“Desde o início da vacinação, no passado dia 08 de Março, o país tem um cumulativo de 1.418.999 pessoas completamente imunizadas contra o novo coronavírus”, afirma o MISAU na sua comunicação semanal sobre a evolução da pandemia.

Explica que este número corresponde a 8,3 por cento do total de pessoas que o país prevê imunizar no quadro da Campanha Nacional de Vacinação em Massa.

A administração da segunda dose para as pessoas que receberam a primeira dose da vacina da Verocel no passado dia 4 de Agosto termina quarta-feira (8).

“Nesse sentido, reforçamos o apelo para que todas as pessoas que ainda não receberam a segunda dose, mas que ainda estejam dentro do prazo indicado nos respectivos cartões de vacinação, para que se dirijam aos mesmos postos de vacinação onde apanharam a primeira dose”, exorta o MISAU.

As autoridades sanitárias reiteram a importância da vacinação no combate à COVID-19, nomeadamente na prevenção da ocorrência de formas graves da doença e de óbitos, “pelo que quem ainda não apanhou a segunda dose deve fazê-lo, para o bem próprio e colectivo, garantindo assim a sua imunidade.”(AIM)

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CONVERSAS AOS SÁBADOS

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Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Cezerilo Matuce

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