Director: Lázaro Manhiça

UM grupo de jovens líderes da África Subsariana, com idades compreendidas entre 25 e 35 anos, participará próximo ano no programa de intercâmbio Mandela Washington Fellowship (MWF), promovido pela Embaixada dos EUA, que inclui institutos de liderança em universidades americanas, cimeira em rede, experiências de desenvolvimento profissional e mentoria de actividades no continente, cujas bolsas estão abertas até 30 de Setembro corrente.

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A PRODUÇÃO e recente lançamento no país de um suplemento alimentar denominado EKUME que significa “saúde” na língua portuguesa, é vista pelos pesquisadores como um contributo da ciência, feita por moçambicanos para moçambicanos e que pode levar o nome do país além fronteiras.

Trata-se de um suplemento hiper-calórico e hiper-protéico, cuja recomendação dietética seria para crianças e idosos mas, devido à sua composição, com ingredientes de moringa, mapira, amendoim, malambe farinha de banana verde que propicia um melhoramento do sistema imunológico.

Ainda na composição, o suplemento inclui algumas vitaminas C e K, minerais como ferro, zinco e proteínas, acaba sendo elegível a outros grupos populacionais.

Para a sua ingestão, o suplemento apresenta-se em forma de farinha pré-cozida, de uso instantâneo e numa outra formulação de uso comum, sem pré-cozedura, o consumidor é livre de usá-lo da forma que melhor lhe agradar.

Os intervenientes são pesquisadores da área de Nutrição Tropical da Faculdade de Ciência Naturais e Matemática da Universidade Pedagógica-Maputo (UP), em coordenação com outros pesquisadores, em representação do Ministério da Saúde (MISAU), através da Direcção da Medicina Tradicional e Alternativa.

Norteou a produção do suplemento o lançamento, pelo MISAU, no ano passado, de uma orientação para a necessidade de se produzirem soluções alimentares e nutricionais para as comunidades moçambicanas, no contexto da Covid-19.

Sobre a adesão de academia na iniciativa, Cornélio Mucaca, docente e pesquisador  da UP- Maputo, explicou que como instituição de pesquisa e analisando as sugestões contidas no documento do MISAU, “vimos que se recomenda o consumo de alimentos ricos em energia e em proteínas”,disse.

Mucaca explicou que quanto à composição, o suplemento já está equilibrado de tal forma que não há necessidade de aditivos, em termos de nutrientes. O único acréscimo seria a água e a cozedura para uma e outras fórmulas do suplemento que se apresenta sob forma de farinha. “Tratando-se de um produto natural sem aditivos o consumidor pode, querendo, adicionar algo para agradar o seu paladar”, explicou.

Sobre mecanismos de aceder ao produto, Mucaca disse que a contribuição da sua equipa de pesquisa terminou com a disponibilização da fórmula, cabendo aos gestores da UP e do MISAU encontrar a melhor via de canalizá-lo junto das comunidades.

Um ano foi o tempo que a equipa de pesquisadores precisou para a produção do suplemento. “Da planificação à finalização levamos sensivelmente um ano. Começamos em finais do primeiro semestre de 2020 e finalizamos agora”, explica.

Entre os pesquisadores paira um sentimento de satisfação por terem dado o seu contribuo, como moçambicanos, investigadores e académicos, para mais um produto do qual se pode escrever e mostrar ao mundo, através de publicações.

“Estamos felizes porque produzindo em grande escala podemos concretizar o sonho de combater a desnutrição aguda que graça Moçambique e ver mais moçambicanos a melhorar a sua saúde nutricional”, afirmou.  Leia mais

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QUINZE startupsseleccionadas a nível nacional, expõem hoje ideias de negócios verdes para solucionar problemas ambientais locais e globais.

A apresentação, a realizar-se no formato virtual, enquadra-se na maior competição mundial do género denominada Climate Launchpad.

O certame, que vai na sua terceira edição no país, tem por objectivo reduzir o impacto negativo das mudanças climáticas através da inovação tecnológica e empreendedorismo.

Para a final nacional foram seleccionadas as startups Black Brick, Ecological Fire wood Production, Crimas Agroforest, Green Events, Zero Waste Moz, Ephula, Zambi Changers, Natura, Mais Eco, Karingana Textiles, Baby D Cosmetics, Xiphefu Digital Light, CO2 Group, Hydro Solution Lda., e Kibotam.

Os projectos enquadram-se nas categorias de adaptação e resiliência, economia  circular, energia limpa, sistemas alimentares, mobilidade sustentável e soluções urbanas.

Os criadores dos quinze projectos seleccionados para esta fase passaram antes por um período de treinamento intensivo  para aperfeiçoar e mas suas ideias de negócio, sendo que os mesmos vão apresentar os seus projectos a uma equipa de jurado que irá eleger as três startups de maior potencial.

De acordo com uma nota dos organizadores, os três projectos a serem seleccionados hoje serão os representantes do país na final regional do evento, a realizar-se na cidade de Maputo, em finais deste mês. 

Depois da fase regional segue-se a  final global do Climate Launchpad, para a qual os participantes concorrem a um prémio monetário de 10 mil euros (cerca de 750 mil meticais) e acesso à Climate Kic, a principal incubadora de negócios verdes europeia.

O Climate Launchpad é uma iniciativa da EIT Climate KIC, programa de inovação da União Europeia para as mudanças climáticas e, em Moçambique, é impulsionado pela ideia Lab, com o apoio da Embaixada da Irlanda, Ministério da Terra (MTA), Whatana Investments, Fundação Carlos Morgado, Gaia Consultinge Associação Moçambicana de Energias Renováveis (AMER).

A  iniciativa é  levada a cabo aescala global, sendo que actualmente integra mais de 60 países e já contribuiu para a implementação de mais de três mil ideias de negócios verdes.

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CRIAR uma raça de galinha com características ainda não existentes no mercado nacional, alcançar grandes níveis de produção de ovos e carne a custo baixo, e massificar a produção é o sonho de Isac Muianga, que se dedica à pecuária há 12 anos no distrito de Boane, província de Maputo.

Outra aposta de Muianga é ver a comunidade onde vive a apropriar-se das técnicas por ele desenvolvidas pois, explicou, vive numa comunidade rural relativamente pobre. “Estamos a trabalhar na perspectiva de introduzirmos novas raças de galinha.Aliás, já começámos, porque às vezes produzimos muitos pintos e não tendo capacidade para albergá-los a saída é oferecermos à comunidade, como tentativa de fomento pecuário”, disse.

Infelizmente, adianta, as taxas de aproveitamento dos pintos são baixas, porque as pessoas não reúnem condições para os níveis de produção que nós gostaríamos, o que deriva da falta de condições para o maneio, nomeadamente o sistema de aquecimento.

“Estas são aves incubadas artificialmente e nos primeiros dias de vida demandam cuidados especiais. Elas não podem ser tratadas como aves que eclodem naturalmente. Assim, é preciso um método de aquecimento com recurso à energia eléctrica, que as comunidades não dispõem. Mas temos explicado que a lenha e o carvão podem ser alternativa, métodos que não se têm revelado funcionais para alguns”, explica.

Muianga salienta que aqueles que se dedicam, com alguma persistência, acabam tendo algumas galinhas da raça por ele apurada, embora, segundo disse, seja em percentagem muito baixa, tendo em conta aquilo que era a sua expectativa.

Sobre as características das aves melhoradas, o criador disse que a carcaça de uma chega a pesar 2.2kg e o galo 3.2kg, enquanto a comum ronda as 900 gramas. O preço praticado é de 650,00 a 700,00Mt a galinha e o galo é vendido entre 900,00 e 1200,00Mt.

“Enquanto a galinha comum leva mais de uma hora a cozer, a melhorada coze em menos tempo, meia hora, por ter sido criada em confinamento e engorda rapidamente”, disse. Leia mais

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IDENTIFICAÇÃO, aprimoramento, consolidação e abordagem dos desafios associados à implementação do Programa Nacional do Restauração do Ecossistema do Mangal (PNREM), é o desafio do Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas, para os próximos 12 meses.

O repto lançado pela Ministra do Pelouro, Augusta Maíta, no encerramento do VII Conselho Coordenador do sector, é uma dasformasde acelerar o cumprimento das metas estabelecidas internacionalmente, nas quais Moçambique se compromete a  reflorestar cinco mil hectares deste ecossistema até 2022.

Augusta Maíta enalteceu o envolvimento da sociedade moçambicana nesta causa e, especialmente, o trabalho desenvolvido por organizações da sociedade civil a nível comunitário.

Como forma de reconhecimento dos intervenientes na implementação do programa de restauração, está prevista uma Gala Nacional do Mangal, com o objectivo de enaltecer e premiar diversos actores que vêm-se evidenciando neste processo.

“Os moçambicanos devem viver em harmonia com a natureza, onde os recursos pesqueiros e outras espécies aquáticas e costeiras são protegidos e, tal como o nosso lema, “Juntos na Protecção e Restauração do Nosso Mar”, reflorestar o ecossistema do mangal é salvar o futuro de Moçambique, contribuindo,deste modo,para salvar o futuro do planeta”, referiu.

Entre as recomendações deixadas aos participantes do conselho coordenador, a ministra destacou também a revisão e aprimoramento dos planos operativos de fiscalização da veda, uma acção que visa preservar as espécies de um modo geral e, particularmente, as que correm o risco de extinção.

“Infelizmente, ainda prevalece a falta de consciência da importância destas medidas, pois, durante a sua implementação, os prevaricadores vão sofisticando os seus meios, deitando abaixo todos os esforços empreendidos pelas autoridades a todos os níveis de administração”, disse.

Aos operadores turísticos, incluindo o sector de restauração e todos os intervenientes na cadeia de comercialização e distribuição do pescado, Augusta Maíta apelou para que não compactuem com os que infringem a lei e comprando, por exemplo, o camarão e o caranguejo do mangal no período da veda.

“Recomendamos que, atempadamente, comecem a organizar os seus stocks, pois, ao comprarem estes recursos na época proibida, estão também a contribuir para a exploração insustentável dos mesmos”, disse.

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Presidente: Júlio Manjate

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