Director: Lázaro Manhiça

DOCENTES da Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal da Universidade Eduardo Mondlane(UEM) desenvolveram novas formulações de fertilizantes compostos, para milho e soja, baseados na análise de solos específicos para cada cultura.

Os novos fertilizantes resultam da implementação de um projecto para o melhoramento da saúde dos solos, segurança alimentar e condições de vida de pequenos agricultores em Moçambique, através do desenvolvimento de fertilizantes compostos apropriados para corredor da Beira.

Os novos adubos permitem promover o aumento da produtividade até 50% e já foram validados pelo Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADEFR).

Segundo fonte da UEM, para o desenvolvimento de novas formulações foram realizados levantamentos de solos nas províncias de Manica (distritos de Báruèe Gondola), Sofala (distritos de Gorongosa e Nhamatanda) e Tete (distritos de Moatize e Tsangano).

Rogério Borguete, docente e integrante do projecto, explicou que a escolha destes locais se deve ao facto de constituírem zonas agro-ecológicas diferentes.  Acrescentou que os ensaios foram realizados durante dois anos nos campos dos camponeses.

“É que, se montássemos uma estação, os resultados obtidos não seriam aplicáveis à realidade do agricultor e também o padrão de chuvas está a mudar. Era preciso expor todas as adversidades à realidade dos camponeses”, disse o docente.

Além de desenvolver formulações de fertilizantes para as culturas de soja e milho, a equipa de trabalho realizou outras actividades como,por exemplo, a actualização das ferramentas de regulamentação de gestão de fertilizantes e produção de mapas informativos.

Comments

A DIRECÇÃO da Área de Protecção Ambiental (APA) de Maputo está a criar clubes ambientais nas escolas, para tratar matérias sobre medidas de combate às práticas de queimadas descontroladas.

 Segundo Luís Buchir, administrador da APA, pretende-se com a iniciativa que a partir das escolas, os professores e alunos disseminem as mensagens sobre a campanha.

As queimadas são uma acção que acelera a degradação do meio ambiente, para além da destruição de infra-estruturas, poderão causar danos humanos e a extinção de animais selvagens, tendo em conta que a região é rica em recursos turísticos e faunísticos.

Segundo Buchir, a ocorrência de incêndios de forma recorrente em Matutuíne, sobretudo no posto administrativo de Zitundo está a levantar inquietações de vários círculos de entre sociais, políticos e económicos e obrigá-las a tomar medidas correctivas.

“É incrível o que aconteceu. Em menos de uma semana registaram-se dois incêndios  resultantes de fogo posto. Há necessidade de se fazer um trabalho de fundo e abrangente para colmatar a situação,” disse o gestor. 

Recentemente, mais um incêndio ocorreu nas proximidades do posto administrativo, ao longo da estrada que dá acesso à fronteira da Ponta d´Ouro, por volta das 13 horas e que graças à pronta intervenção, as chamas foram debeladas.

 O incidente aconteceu quatro dias depois de um outro que consumiu mais de mil hectares de plantas silvestre num bairro da Ponta Mamoli.

No Zitundo, a administradora Júlia Mwito orientou vários encontros com agentes económicos, líderes comunitários e a comunidade em geral, visando encontrar alternativas para aquisição de meios de extinção de fogo e a criação de comités locais de gestão de riscos de desastres que colocam em causa a sustentabilidade ambiental naquela região turística.

A APA controla uma área de 623.335 hectares, que compreendem Zitundo, Machangulo, uma parte de Belavista e da Reserva Parcial da ilha de Inhaca.

Comments

FENÓMENOS de calor extremo, associados ao aumento global das temperaturas, vão ter cada vez maiores impactos na saúde e provocar mais mortes, indicam dois estudos   divulgadosna quinta-feira, cujos autores recomendam planos de adaptação urgentes.

“Os impactos na saúde e as mortes por calor extremo estão a aumentar e espera-se que estes efeitos cresçam à medida que as temperaturas globais continuem a aumentar“, afirma um comunicado da revista científica Lancet sobre os estudos, realizados por investigadores das universidades de Washington, Estados Unidos, e de Sidney, Austrália.

Os investigadores notam que mesmo com as estratégias para abrandar asmudanças climáticas as temperaturas continuarão a aumentar, pelo que são necessárias mudanças ambientalmente sustentáveis, seja nos comportamentos individuais seja na adaptação dos espaços humanos para fazer face ao calor.

A Lancet, especializada em ciências médicas, publica dois documentos sobre calor e saúde, nos quais, alinhados com o Acordo de Paris sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa, os autores apelam para que o aquecimento global seja limitado a 1,5 graus celsius (ºC) em relação à época pré-industrial, para “evitar uma mortalidade substancial relacionada com o calor, no futuro”.

Publicados a poucos meses da conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas (COP26), marcada para início de Novembro em Glasgow, os estudos concluem que medidas eficazes de arrefecimento,  como o aumento de espaços verdes nas cidades, proteção das paredes dos edifícios ou uso generalizado de ventiladores, ou outras técnicas de arrefecimento individual, podem proteger dos piores impactos do calor na saúde.

São necessárias duas abordagens estratégicas para combater o calor extremo. Uma é a mitigação dasmudanças climáticas para reduzir as emissões de carbono e impedir um maior aquecimento do planeta. A outra é identificar medidas atempadas e eficazes de prevenção e resposta, particularmente para cenários de baixos recursos. Com mais de metade da população global projectada para ser exposta a semanas de calor perigoso todos os anos, até ao final deste século, precisamos de encontrar formas de arrefecer as pessoas de forma eficaz e sustentável“, diz Kristie Ebi, professora da Universidade de Washington e uma das autoras dos documentos.

A investigadora, que tem estudado o impacto do aquecimento global na saúde humana, alerta ainda que a incapacidade de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa levará a um “futuro muito diferente”, com mudanças drásticas nas actividades diárias (como trabalhar ou fazer exercícios) durante o verão, devido ao risco de exposição ao “calor insuportável”, especialmente em regiões tropicais.

Um estudo sobre doenças também publicado na Lancet estima que em 2019 morreram mais de 356mil pessoas por motivos relacionados com o calor extremo, um valor que deve aumentar à medida que as temperaturas sobem.

Estima-se também que as temperaturas baixas levam a um aumento de mortes e doenças, com os investigadores a sugerirem, embora notando a falta de mais dados, que também em 2019 houve mais de 1,3 milhões de mortes relacionadas com o frio, um aumento de 31por cento face a 1990. No entanto, no mesmo período, o aumento de mortes relacionadas com o calor foi de 74por cento.

O calor extremo pode alterar a capacidade do corpo de regular a temperatura interna, pode induzir eventos cardiorrespiratórios, pode ter efeitos negativos na gravidez e parto e nas pessoas idosas e outras pessoas mais vulneráveis e reduz a produtividade dos trabalhadores, especialmente os mais de mil milhões de pessoas no mundo que estão regularmente sujeitas a altas temperaturas.

Dias extremamente quentes ou ondas de calor que foram vividos aproximadamente a cada 20 anos estão agora a ser vistos com mais frequência e poderão mesmo ocorrer todos os anos até ao final deste século, se as actuais emissões de gases com efeito de estufa continuarem sem diminuir. Estas temperaturas crescentes combinadas com uma população maior e mais idosa, significam que ainda mais pessoas estarão em risco de sofrer os efeitos do calor na saúde”, diz Kristie Ebi.

Os autores dos estudos destacam acções que podem ser importantes durante vagas de calor extremo, que vão desde o uso de ventiladores, o uso de spray de água ou uma esponja, ou mesmo vestir roupas molhadas ou colocar os pés em água fria. Além de adaptar edifícios e cidades (com mais lagos e espaços verdes) para o calor.

Ollie Jay, da Universidade de Sidney, salienta que estas recomendações se baseiam em provas científicas e são centrais para evitar mortes.(LUSA)

Comments

A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) anunciou o arranque do processo de reforma institucional com vista a transformar a universidade baseada no ensino, para uma instituição de ensino focada na investigação.
A transformação está baseada no ensino-aprendizagem, extensão, inovação e governação universitária, como materialização do desiderato do Plano Estratégico 2018-2028 que aponta o futuro da mais antiga universidade do país ligado ao estabelecimento de princípios e instrumentos que garantam a promoção de actividade de investigação científica.
A concretização da iniciativa foi confiada ao Comité de Reforma Institucional (CRI), órgão criado com a missão de coordenar a realização de estudos, análises, monitoria e avaliação independente dos passos da transformação da universidade.
A informação foi tornada pública ontem , em Maputo, pelo Reitor da UEM, Orlando Quilambo, que apelou aos membros dos órgãos colegiais e de direcção da universidade, bem como ao corpo de docentes e investigadores, para o seu envolvimento no processo.
“Reiteramos o apelo à comunidade universitária para participar, de forma activa, no processo, influenciando a definição da agenda da reforma em curso. Devem assegurar a apropriação e implementação efectiva rumo à transformação da UEM numa universidade de investigação”, disse o Reitor.
De acordo com a fonte, como fundamento da Política de Investigação da instituição, as Estratégias de Ciência e Tecnologia e do Plano Estratégico da UEM se alicerçam na convicção de que todos os docentes, investigadores, discentes e corpo técnico e administrativo da universidade acedam ao saber através de produção e divulgação dos conhecimentos científicos.
No que tange a extensão, a UEM assegura que os resultados da investigação, tecnologias e conhecimentos, obtidos através da actividade de investigação, devem ser colocados à disponibilidade e ao serviço das comunidades, dos parceiros e demais utentes, em prol do desenvolvimento do país.
Em termos de excelência na investigação, a instituição garante estimular o primor do saber científico, alicerçado nos postulados da qualidade e do rigor dos processos científicos de busca do saber pela investigação, bem como adopção de soluções científicas comprovadamente aceites. (AIM)

Comments

A LOCALIDADE de Nhamacuenguere, na zona tampão do Parque Nacional de Gorongosa (PNG), no distrito de Dondo, em Sofala, poderá dispor de uma área de conservação comunitária até ao final do ano em curso.

O facto foi revelado pelo director dos Serviços de Conservação e Desenvolvimento Comunitário, nesta região do país, Armando Araman, durante uma audiência pública da proposta de criação do referido espaço.

Segundo Araman, na auscultação pretendia-se colher sensibilidades dos diferentes extractos sociais, para a criação desta área de conservação comunitária.

Segundo o dirigente, outra motivação tem a ver com a restauração de Gorongosa, onde grande parte da população de fauna bravia aumentou, havendo, por conseguinte, um alto nível de dispersão de diferentes espécies para as áreas onde as comunidades praticam actividades de subsistência.

“Face a isso, em coordenação com o Governo, vimos que era preciso devolver esse direito das comunidades sobre os recursos naturais e a melhor forma foi criar uma alternativa que, de forma conjunta, possa fazer uma gestão integrada incluindo a fauna bravia, florestas e outros”, acrescentou.

A fonte salientou que o interesse foi manifestado pela própria comunidade mediante um  diagnóstico participativo.

Na ocasião, a mesma comunidade definiu a porção do espaço daquela localidade a ser alocada para a criação da área de conservação comunitária em 5.000 hectares da zona Oeste de Nhamacuenguere.

Sobre os animais que mais ocorrem no povoado, Araman referiu-se às pivas, elefantes, búfalos, leões, entre outras espécies, cujo número cresceu de forma intensiva no PNG.

Após a consulta pública para criação deste espaço, a fonte revelou que o passo a seguir será a produção da proposta a ser discutida a nível do Conselho Técnico do Ministério da Terra e Ambiente.

A Secretária do Estado em Sofala, Stella Zeca, revelou que a área de conservação constitui um espaço de uso sustentável de domínio público e comunitário delimitado sob gestão de uma ou mais comunidades locais, onde estas possuem o Direito de Uso e Aproveitamento da Terra.

A dirigente apontou ainda que estas comunidades devem dar o valor ecológico, proteger e conservar estes recursos, estabelecer modelos de uso e gestão que sejam sustentáveis para incrementarem as suas rendas.

Com esta criação, de acordo com Stella Zeca, pretende-se que haja uma participação activa das comunidades na utilização destes recursos, enquadrando melhor os seus instrumentos.  

A secretária de Estado referiu que a reunião de auscultação visa recolher opiniões para o enriquecimento da proposta da criação da área de conservação comunitária no povoado de Nhamacuenguere, no distrito de Dondo.

Entretanto, o líder comunitário da zona de Nhamacuenguere, Lucas Quembo, mostrou-se satisfeito com a ideia da criação da área de conservação comunitária naquela localidade e referiu que este passo é muito importante para aquela população.

Quembo disse ainda que os animais criam muitos problemas aos fazedores de machambas, principalmente no tempo de plantação de hortícolas, arroz e milho, que são destruídos pelas espécies que escapam do parque, enquanto outros atacam as pessoas.

Congratulou-se pelo facto de que a iniciativa poder criar mais empregos para os residentes daquela região, para além de a comunidade tornar-se mais atractiva para turistas.

Comments

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Cezerilo Matuce

JORNAL DIGITAL


Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction