Director: Lázaro Manhiça

O PRESIDENTE da República, Filipe Nyusi, afirmou que a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) “não se pode dar ao luxo” de ficar à espera do cumprimento dos compromissos assumidos no contexto dos Acordos de Parisde 2015 sobre Mudanças Climáticas.

Intervindo terça-feiraem Lilongwe, Malawi, no âmbito da 41.ª Cimeira Ordinária dos Chefes de Estado e de Governo da SADC, o Presidente Nyusi enfatizou que as temperaturas globais continuarão a subir, nas próximas décadas, acima de 2 graus centígrados e os fenómenos e desastres naturais resultantes serão mais frequentes e severos. Leia mais

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AS medidas de prevenção e contenção da propagação da Covid-19 priorizaram a perspectiva biomédica, numa altura em que o factor psicológico foi relegado para o último plano, facto que já traz consigo impacto negativo na vida de muitas pessoas, com destaque para as crianças, uma vez fora dos estabelecimentos de ensino.

Háchimo Chagane, psicólogo e docente universitário, traz como exemplo claro dos problemas resultantes de algumas medidas de contenção a roptura no processo de socialização nas crianças que têm a escola como segunda estância, depois da primeira, que é a família.

Chagane fala de crianças que são filhos únicos ou que tenham irmãos, com uma larga diferença de idades, que não têm espaço para compatibilidade na sua interacção.

“Há uma fase da vida do indivíduo em que ele não se conhece e precisa de se conhecer através da socialização ou interacção com as outras pessoas da sua idade”, disse.

Salienta que os recreios, a convivência e o contacto com as outras crianças na escola fazem parte da vida dos menores e a sua falta pode se comparar a uma perda de parte da sua vida.

Quanto ao espaço geográfico, onde o impacto do distanciamento social já se faz sentir, com a quebra do estilo de vida, Chagane fala de problemas em ambos os meios, o urbano e o rural, com menos ou mais evidências em cada um.

“O acesso à educação e à tecnologia é menor nas zonas rurais que nas urbanas, o mesmo acontecendo em relação à abordagem da própria doença, que difere de um espaço geográfico para o outro. No meio urbano, por exemplo, de acordo com os números, é onde a doença é mais preocupante, com uma série de factores determinantes, como a exposição à testagem ”, exemplifica.

Explica que é nos meios urbanos onde crianças, adolescentes e jovens têm muitas oportunidades de se ocuparem, comparativamente às zonas rurais. “Os impactos psicológicos acontecem em todos os meios, mas com maior impacto nas cidades”. Leia mais

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O COMPLEXO de Marromeu, área de conservação de Sofala, no centro de Moçambique, recebeu 11 chitas, espécie extinta há mais de 30 anos, anunciou a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) em comunicado.

Do total, 10 chitas são provenientes da África do Sul e uma do Malawi. A operação de transferência dos animais constitui “a maior realizada a nível internacional, tendo envolvido cinco aviões e dezenas de profissionais”, referiu a ANAC na nota enviada na segunda-feira(16) a comunicação social.

“A translocação da chita é um importante contributo para a conservação da natureza uma vez que no Complexo do Marromeu esta espécie estava extinta há mais de 30 anos”, referiu a ANAC.

Segundo a administração das áreas de conservação moçambicana, a translocação das chitas foi financiada pela Fundação da Família Cabelo (CFF, na sigla em inglês) dos Estados Unidos da América.

A ANAC, avança o documento, espera que dentro de 10 a 15 anos a população de chitas no Complexo de Marromeu seja de mais de 100 indivíduos, podendo ser uma das maiores concentrações do animal em África.

O Complexo de Marromeu, junto da Reserva Nacional de Marromeu, na província de Sofala, no centro de Moçambique, é um conjunto de áreas de conservação que cobre um espaço de 6.880 quilómetros quadrados.

De acordo com a ANAC, a área é constituída por savanas, pântanos, florestas de miombo e mangais, que proporcionam habitats para um grande número de espécies, incluindo as protegidas.-LUSA

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A REDUÇÃO emissões de dióxido de carbono na província da Zambézia irá render a Moçambique os primeiros créditos no mundo, através de um fundo destinado a compensar os países que lutam por esta causa.

A iniciativa é da Parceria para o Carbono Florestal (FCPF, na sigla em inglês) e é financiada pelo Banco Mundial.

A diminuição das emissões de gases poluentes no país foi verificada através do mecanismo de Redução de Emissões do Desmatamento, Degradação florestal e aumento das Reservas de Carbono (REDD+). O programa está a ser implementado desde 2019 pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS) em nove distritos da província da Zambézia.

“Esta verificação é significativa porque foi conduzida por uma empresa de auditoria terceirizada, de acordo com um padrão de acreditação. A emissão subsequente de créditos de carbono será negociada nos mercados, tornando esta a primeira verificação credenciada de redução de emissões de REDD+ jurisdicionais em todo o mundo”, indica um comunicado do FCPF. 

O FCPF assinala a conclusão deste processo em Moçambique como um marco importante que se espera venha a representar uma nova era de verificações, emissão e pagamentos de créditos jurisdicionais de REDD+.

As metas traçadas resultam de um acordo de 195 países sobre a necessidade de se combater as mudanças climáticas, com a finalidade de manter a temperatura média do planeta  abaixo de 2 ºC,  alcançado na 21ª sessão da Conferência das Partes (COP) da Convenção-Quadro das Nações Unidas para o Clima, realiza em Paris, em 2015.   

Moçambique, que pode receber até 50 milhões de dólares(3.1 mil milhões de meticais), no contexto desta iniciativa, através do Programa de Gestão Integrada de Paisagem da Zambézia, cujo objectivo é reduzir de 10 milhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono até 2024, foi representado no evento pelo então Ministro da Terra e Ambiente, Desenvolvimento Rural , Celso Correia.

“Estamos apostados em revolucionar a exploração dos recursos florestais, de que o nosso país é rico. Queremos, sobretudo, que estes recursos sejam explorados de uma forma sustentável e que tragam mais ganhos para as comunidades, para o país. Ao procedermos assim, estaremos a dar um contributo grande tanto a nós como ao mundo, pois com um bom maneio das florestas estaremos a dar um contributo para a sustentabilidade ambiental”, perspectivou em Paris, em 2015, Celso Correia.

Para além da redução do desmatamento e degradação florestal, o Programa de Gestão Integrada de Paisagem da Zambézia ajuda na melhoria das condições de vida de famílias rurais, nos distritos de Alto Molócuè, Gilé, Gúruè, Ile, Maganja da Costa, Mocuba, Mocubela, Mulevala e Pebane, com oportunidades económicas associadas a uma utilização da terra mais inteligente em termos climáticos e conservação da biodiversidade e ecossistemas.    

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ATÉ finais de Setembro próximo, será desligado oprimeiro lote de emissores analógicos de televisão para dar lugar às emissões digitais no país, garantiu semana passada  pelo Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM) António Muchanga.

A desactivação dos emissores de transmissão analógica de radiodifusão televisiva, aprovada recentemente pelo governo, visa concluir o processo de migração do sinal de televisão analógico para o digital em Moçambique.

Em entrevista conjunta à RM e TVM, Américo Muchanga, disse que tudo está a serfeito para assegurar que,até finais deste ano, não haja emissores analógicos a funcionarem no território nacional.

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