Director: Lázaro Manhiça

A PROVÍNCIA de Inhambane recebeu ontem (27) 9.720 doses da vacina contra a Covid-19 para imunizar, numa primeira fase, grupos prioritários constituídos principalmente por profissionais de saúde.

Os imunizantes da marca VeroCell (SARS-COV-2 Vaccine) incluem as respectivas seringas fabricadas pela farmacêutica Sinopharm, da China, oferecidas no âmbito das relações de cooperação entre os dois países

Segundo a directora dos serviços provinciais de saúde, Sónia Mahesso, Inhambane regista 3.425 casos positivos da Covid-19, dos quais 165 são profissionais de Saúde.

Quinhentos e trinta e nove casos continuam activos, 36 pacientes internados e oito morreram devido a doença.

Durante o acto de recepção das vacinas, as autoridades provinciais de Inhambane alertaram a população para não relaxar no cumprimento das medidas de prevenção contra o novo coronavírus, por causa da chegada deste lote.

“A vacina não pode ser vista como a salvação imediata de todas comunidades contra esta pandemia, daí que há necessidade de continuarmos a observar todas medidas de prevenção”, exortou a secretária de Estado na província, Ludmila Maguni.

Para Maguni, a chegada da vacina é porta de esperança na recuperação numa primeira fase dos profissionais de saúde que passarão a contar com um nível de prevenção de forma a estar em condições de prestar cuidados médicos à população em todas enfermidades.

Por seu turno, o governador Daniel Chapo lembrou que a higienização das mãos, uso correcto das máscaras, distanciamento social e sobretudo, bem como o cumprimento integral das medidas previstas no último decreto do Conselho de Ministros sobre a prevenção da Covid-19.

Comments

A PERSISTÊNCIA do uso de práticas que atentam contra os ecossistemas marinhos, como as artes nocivas, poderá levar as autoridades a dilatarem o período de veda da pesca de camarão de superfície e de caranguejo do mangal.

Inicialmente fixada num período que varia de um a cinco meses, a veda pode ser agravada até sete meses se se justificar, o que dependerá em grande parte da atitude   dos pescadores, segundo o Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas (MMAIP).

De acordo com o director nacional das operações no MIMAIP, Leonid Chimarizene, não é objectivo da instituição optar por estas medidas tendo em conta que é da pesca artesanal que grande parte da população costeira depende para a sua subsistência.

Em conferência de imprensa ontem, em Maputo, convocada para apresentar o balanço preliminar da monitoria da veda, decretada em Outubro, a fonte realçou a necessidade de garantir a continuidade das espécies tendo em conta o seu valor para o país.

No período que vai de Novembro a esta parte, mais de 1600 artes nocivas e proibidas foram apreendidas, das quais constam a rede mosquiteira e sacos, o que periga a continuidade de espécies arrastadas ainda em fase de crescimento.

A veda da pescaria decaranguejo do mangal teve início hádois anos, dada a pesca desenfreadada espécie e com o risco de desaparecer enquanto que a pescaria fechada do camarão acontece há cerca de vinte anos e actualmente está fixada em cinco meses.

Sobre a pertinência destes intervalos, Chimarizene fala da necessidade da preservação de recursos como forma de permitir a continuidade das espécies nas gerações vindouras tendo em conta o seu valor, sobretudo o camarão, na balança de pagamento.

Para além dos locais onde ocorre a pesca, a fiscalização teve como palcos aeroportos, transportes interprovinciais, mercados, com particular enfoque nos de venda de produtos pesqueiros.

A fiscalização decorreu igualmente em embarcações por via satélite, com a instalação de dispositivos nas embarcações industriais e semi-industriais que permitem a monitoria em terra.

As missões de patrulhamento envolveram a Polícia marinha, lacustre e municipal. A fiscalização aeroportuária com recurso a aparelhos de scanner contribuiu não só na fácil detecção dos produtos no circuito ilegal como também no desencorajamento dos prevaricadores.

A presente veda vigora de 1 de Novembro de 2020 etermina a 31 de Março,no Banco de Sofala para a pesca industrial, semi-industrial e artesanal, assim como na baía de Maputo e na foz do rio Limpopo para a pesca semi-industrial e artesanalno que diz respeito à pesca do caranguejo de superfície.

Em relação à pesca de caranguejo do mangal a veda teve lugar em toda a costa moçambicana.

Comments

MOÇAMBIQUE vai, dentro de dias, receber 100 mil doses de vacina contra a Covid-19 oferecidas pela Índia, no âmbito da cooperação existente entre os dois países.

A garantia foi dada ontem, em Maputo, ao Presidente da República, Filipe Nyusi, por Ankan Banerjee, no acto de apresentação das cartas credenciais como novo alto comissário da Índia.

Numa outra ocasião, o Chefe do Estado recebeu cartas credenciais do novo alto comissário da África do Sul, Siphiwe Nyanda.

Falando à imprensa, a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo Dlhovo, não precisou a data da chegada das doses de vacina da Índia, garantindo apenas que será “em breve” e logo que forem concluídos os procedimentos prévios ligados à importação da mesma.     

Na ocasião, Filipe Nyusi manifestou vontade de ver o nível de relações bilaterais cada vez melhores e robustas, e agradeceu o apoio de ambos países às vítimas da Covid-19, calamidades naturais e terrorismo.

Com Siphiwe Nyanda, particularmente, Nyusi falou da necessidade de reactivação da comissão mista de avaliação regular da cooperação entre os dois países. O novo chefe da missão diplomática sul-africana em Moçambique é um general do exército na reserva e que viveu em Maputo durante o regime de segregação racial na África do Sul.

 

VACINA CONTRA COVID-19

Governo promove esforço

para abranger mais pessoas

O PRIMEIRO-MINISTRO (PM), Carlos Agostinho do Rosário, afirmou ontem (24) o compromisso do Governo em continuar a promover esforços para assegurar que o país disponha de mais vacinas contra a Covid-19, para abranger o maior número de pessoas.

Do Rosário fez este pronunciamento durante a recepção de 200 mil doses de vacina contra a covid-19, uma doação da República Popular da China, para imunizar grupos prioritários, que inclui profissionais da Saúde.

Segundo o PM, a rápida disponibilização deste lote de vacinas reflecte a determinação e o empenho dos altos dirigentes de Moçambique e da China, em garantir o bem-estar da população.

“Agradecemos ao povo e ao governo chinês pela oferta do primeiro lote de duzentas mil doses de vacinas contra a Covid-19 que acabamos de receber, incluindo seringas para sua administração”, disse.

A entrega simbólica da vacina produzida pela farmacêutica Sinopharm, simboliza o esforço conjunto do chefe do Estado moçambicano, Filipe Nyusi, e do seu homólogo da China, Xi Jinping, para superar as dificuldades da vida entre os dois países, salientou.

Para o Primeiro-Ministro, este é mais um gesto que testemunha “as excelentes relações de amizade e cooperação entre Maputo e Beijing, que remontam desde os primórdios da nossa luta de libertação nacional, e que foram se consolidando ao longo dos anos”, recordou.

Por sua vez, o embaixador da China em Moçambique, Wang Hejun, sublinhou que os dois Estados têm se apoiado mutuamente para superar as dificuldades em tempos difíceis, como este causado pela pandemia da Covid-19, no mundo.

Comments

ESPECIALISTAS em mamíferos marinhos e de instituições nacionais dedicadas à preservação da fauna e flora encontram-se desde ontem, no arquipélago do Bazaruto para investigar a causa da morte de 111 golfinhos recentemente encontrados neste ponto da província de Inhambane.

Trata-se de uma equipa mista constituída por técnicos dos ministérios do Mar, Águas Interiores e Pescas (MIMAIP), Terra e Ambiente (MTA), Universidade Eduardo Mondlane (UEM) e União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), que vai reforçar um outro grupo de pesquisadores que já se encontra a trabalhar no terreno.

De acordo com uma nota da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), parte dos golfinhos (25), tinha sido encontrada no domingo na mesma área, no Parque Nacional do  Arquipélago do Bazaruto (PNAB), e 86 na terça-feira.

O mesmo documento refere que os animais, todos da espécie Stenella Longirostris, não estavam feridos nem havia sinais visíveis que pudessem indiciar a causa da morte, tendo sido colhidas amostras para análises laboratoriais mais detalhadas.

A descoberta foi possível graças às patrulhas e actividades de monitoria que a equipa de fiscais do parque tem levado a cabo.

Ocupando uma área de 1430 km2, o PNAB foi fundado a 25 de Maio de 1971, sendo o primeiro parque marinho do país. 

Nesta área de conservação ocorrem mamíferos marinhos emblemáticos e outras espécies de megafauna, devido às condições proporcionadas pela combinação de águas rasas e profundas, bem como pela disponibilidade de nutrientes e tranquilidade da zona.

Em termos de riqueza de biodiversidade foi registada no PNAB, a ocorrência de 180 espécies de aves, 45 de répteis, 16 de mamíferos terrestres, 500 de moluscos marinhos e costeiros, e 2000 de peixes.

Nas ilhas podem ser facilmente avistados animais como o cabrito vermelho, chengane, cabrito cinzento, macaco-simango e crocodilos do Nilo, nas lagoas. No mar habitam espécies como golfinhos, dugongos, tartarugas marinhas, manta raia e baleias. Esta área protegida compreende cinco ilhas, nomeadamente, Santa Carolina, Benguerrua, Magarugue, Bangue e Bazaruto.   

Comments

UMA equipa multissectorial está a investigar a morte repentina de 111 golfinhos no Parque Nacional do Arquipélago do Bazaruto (PNAB), na província de Inhambane, anunciou em comunicado a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC).

Esta terça-feira (23) foram encontrados mortos 86 golfinhos e outros 25 tinham sido encontrados no domingo (21) na mesma área do arquipélago.

Segundo a ANAC, os animais todos da mesma espécie, não estavam feridos nem havia sinais visíveis a olho nu que pudessem indiciar a causa da morte, tendo sido colhidas amostras para análises mais detalhadas.

Uma equipa mista constituída pelo Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas, Ministério da Terra e Ambiente (Administração Nacional das Áreas de Conservação), Universidade Eduardo Mondlane, dois especialistas em mamíferos marinhos da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) chega, esta quarta-feira ao Parque do Bazaruto, para reforçar a equipa de especialistas e pesquisadores que se encontra a trabalhar no terreno.

Na reserva, para além da ocorrência de mamíferos marinhos tais como dugongos, baleias, golfinhos e outros, foi registada a ocorrência de 180 espécies de aves, 45 de répteis, 16 de mamíferos terrestres, 500 de moluscos marinhos e costeiros, e 2000 espécies de peixe.

O Parque Nacional do Arquipélago do Bazaruto, situado na província de Inhambane, possui uma área de 1.430km quadrados e foi criado a 25 de Maio de 1971, sendo o primeiro parque marinho no país. (Notícias/RM)

Comments

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitoe

Administrator: Cezerilo Matuce

JORNAL DIGITAL


Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction