Director: Lázaro Manhiça

O ACESSO aos serviços sociais básicos por parte da população do posto administrativo de Marangira, distrito de Marrupa, no Niassa, poderá melhorar nos próximos tempos com a entrada em funcionamento de uma maternidade, casa mãe espera com dois sanitários, abertura de um furo mecânico para abastecimento de água potável, entre outras infra-estruturas.

Trata-se de infra-estruturas sociais destinadas às comunidades, cuja construção foi possível graças aos fundos resultantes da contribuição de investidores, nas áreas de conservação de recursos naturais.

Para financiar a construção destas infra-estruturas sociais,as comunidades de Mutarapa, Tepwe, Nanlicha, Cumela, Mpucaiaia, Mutaparate Nacuia 1, dispõem de 926 mil meticais desembolsados pela Moçambique Wild Advaise (MWA), que explora uma coutada com uma área de 2695 hectares.

As comunidades beneficiaram do desembolso, no âmbito da responsabilidade social da MWA sob gestão de Carlos Queirós, uma figura conhecida no mundo desportivo, em reconhecimento do trabalho desenvolvido no âmbito da conservação dos recursos naturais naquela coutada.

Na mensagem apresentada no acto da entrega do valor, correspondente a três anos, a população manifestou interesse em adquirir chapas de zinco para garantir a cobertura da maternidade, construção de uma casa mãe espera, abertura de um furo mecânico com a respectiva bomba manual.

Os beneficiados afirmaram que o desembolso acontece numa altura em que se desenhavam soluções alternativas à escassez de água potável, o que concorria para o aumento de casos de diarreia. No campo da saúde materno-infantil, havia preocupação aliada ao facto de as mulheres grávidas percorrem longas distancias para aceder a consultas pré-natais e assistência durante e  pós o parto.

Oposto administrativo de Marangira continua a registar a redução de abate ilegal de animais,  nomeadamente, elefantes, leões, leopardos, búfalos, impalas, pala-palas, elandes, javali, entre outros,que predominam na região, devido a fiscalização exercida pelas comunidades locais.

De acordo com Jornito Muemede, director do Serviço Provincial do Ambiente no Niassa, o facto resulta da implementação, por parte da população, dos planos de conservação dos recursos da fauna e da flora, o que concorre para a promoção do turismo cinegético e empregabilidade de jovens residentes em Marangira.

O Secretário do Estado no Niassa, Dinis Vilanculos,apelou à população de Marangira para manter o bom relacionamento com o operador do turismo na coutada local, de modo a assegurar a protecção da biodiversidade.

Vilanculos prometeu desbloquear as barreiras que condicionam a implementação de um projecto de apicultura, por considerar que a actividade concorre para o alívio da pressão que as comunidades possam exercer sobre os recursos da flora e fauna.

O projecto de apicultura foi desenhado pela MWA para implementação por parte das comunidades que se preparavam para criação de uma cooperativa de venda de mel, como forma de empoderamento dos apicultores.

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CONTINUAR a apostar na inovação, sobretudo neste período da pandemia da Covid-19, buscando soluções para minimizar o seu impacto na vida dos cidadãos, é o desafio lançado aos jovens pelo secretário de Estado na cidade de Maputo, Vicente Joaquim.

Falando há dias por ocasião do encerramento da VII edição do Prémio Jovem Criador, a nível da capital do país, Vicente Joaquim avaliou com satisfação o nível de participação e dedicação dos concorrentes, nas últimas edições, comparativamente às edições anteriores.

O facto, segundo o dirigente, deve-se ao entendimento do que se pretende neste tipo de evento. Salientou que nas edições anteriores o sentimento foi de que os visados ainda não tinham identificado o objectivo e a finalidade deste certame, o que ficou ultrapassado à medida que se promoviam mais concursos. Leia mais

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ESTIMULAR o debate sobre as mudanças climáticas, através da disseminação de informação sobre desastres naturais e o seu impacto na economia e recursos naturais, foi o mote da realização de uma conferência internacional sobre a matéria que juntou oradores de Moçambique, Cabo Verde, Portugal, Brasil, Uruguai e Suíça.

As cidades costeiras moçambicanas são as mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas, com destaque para o aumento do nível do mar, mas também a eventos como fortes chuvas, tempestades, inundações e erosão, com impacto na preservação de infra-estruturas destas urbes.

Foi neste  contexto que Moçambique teve o privilégio de abrir a conferência, com a apresentação do director de Estratégias na Organização Mundial de Meteorologia (OMM), Filipe Lúcio, que se debruçou sobre o potencial impacto das mudanças climáticas no país.   

O painelista falou da importância de preservar os mangais e as zonas húmidas, pois estes desempenham papel importante para travar o impacto das mudanças climáticas, ao mesmo tempo que apelou a um maior investimento para a restauração destes ecossistemas. Leia mais

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O MINISTRO da Saúde, Armindo Tiago, dirige amanhã a abertura da reunião nacional do Programa Nacional de Controlo às infecções de transmissão sexual (ITS) e HIV/SIDA, para avaliar o grau de implementação das actividades preconizadas para o controlo da epidemia no país.

O evento organizado pelo Ministério da Saúde (MISAU), com duração de três dias, vai decorrer sob o lema “Juntos rumo ao controlo do HIV em tempos de emergência”.

De acordo com um comunicado do MISAU, a participação será no formato híbrido (presencial e virtual), com a presença de quadros da instituição, parceiros de cooperação e doadores.

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ROSA Lhamine, enfermeira de profissão, é uma italo-moçambicana residente na Itália que a partir de 1 de Setembro próximo estará privada de direitos desde a livre circulação e, consequentemente, acesso a serviços mais básicos, tudo por ter tomado uma vacina não reconhecida naquelepaís europeu.

O que inquieta Rosa Lhamine não é simplesmentea privação da liberdade, que já está a sofrer, mesmo antes da entrada em vigor do uso do “Green Pass”, a carta de livre circulação que é atribuída a quem está imunizado, mas sim o facto de não se reconhecer uma vacina que foi aprovada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como eficaz no combate ao novo coronavírus e que está a circular pelo mundo.

Na condição de Rosa Lhamine estão muito cidadãos da Itália que não sabem como serão as suas vidas nos próximos dias e, estando nesta condição, não têm como voltar a tomar asque são aceites naItália e em outros países da Europa.

“Eu tomei a vacina Verocel, de fabrico chinês. Se se provou a sua eficácia no combate ao Coronavírus, o que faz outros países não reconhecerem o imunizante? Eu me conformaria com o facto de eles não optarem pela marca, para administrar dentro do seu território, mas limitar a vida dos que foram vacinados noutros lugares do mundo, considero algo que precisa de uma explicação urgente, pois é vida de muita gente que estará comprometida ”, salienta.

Sem o “Green Pass”, credencial que entra em vigor a partir de 1 de Setembro na Itália, ela não pode nem dar assistência aos seus doentes, muito menos circular para onde quer que seja no país europeu senão permanecer fechada em casa.

Rosa Lhamine foi contratada pelo Ministério da Saúde (MISAU), em 2011, e trabalhou no Hospital Distrital da Manhiça até 2020. Foi na condição de profissional de saúde que tomou a vacina em Moçambique, tendo completado a segunda dose a 28 de Abril.

Com uma certificação que prova a sua imunização e com o sentimento de dever cumprido, regressou à Itália, onde continua a trabalhar enquanto aguarda pela sua aposentação.

“Para além de compromissos aqui na Itália, tenho projectos a desenvolver em Moçambique, no distrito da Manhiça, localidade de Maciana, mas não posso me movimentar, tudo por conta desta medida. Não sei se alguém de direito pode fazer algo. Não falo somente de mim pois, há muitos italianos na mesma condição que foram vacinados fora da Europa e que as vacinas não são reconhecidas”, finaliza.

Rosa Lhamine foi formada em enfermagem pelo Instituto de Ciência e Saúde de Maputo e, uma vez na Itália, decidiu continuar com os estudos e tornou-se técnica superior do nível 1, na área para qual continua a trabalhar e com uma carteira de clientes que procuram seus préstimos.

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