Director: Lázaro Manhiça

DESDE a tarde de hoje, ventos fortes com rajadas até 70 km/h estão agitar o mar e gerar ondas até 4 metros de altura, entre os paralelos 23 e 27 graus Sul, até 50 milhas da costa de Moçambique, indica um comunicado emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INAM).

A ocorrência do fenómeno poderá afectar os distritos situados no litoral das províncias de Maputo, Gaza e Inhambane, havendo necessidade de tomada de medidas de precaução e segurança face aos riscos associados a ventos fortes, alerta o INAM.

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O PRAZO da conclusão e entrega das obras de construção da Central Solar de Metoro, no distrito de Ancuabe, acaba de ser estendido para Janeiro do próximo.

Segundo Dinis Vilankulos, representante da NEOEN, empresa parceira da Electricidade de Moçambique (EDM) na implementação do maior projecto de energia solar do país, em instalação no província de Cabo Delgado, as obras que, em principio, deveriam terminar neste Agosto, estão executadas a 68%.

Vilankulo, citando pela Rádio Moçambique, apontou como causas principais “as actuais adversidades que a província vive”.

A primeira pedra da construção da central foi lançada a 23 de Outubro de 2020, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi.

Inserida numa área de cerca de 138 hectares, esta infra-estrutura vai injectar na rede da EDM 30 MW de energia eléctrica.

O empreendimento compreende a montagem de uma central solar foto voltaico de 41 MWP, com a instalação de 121.500 módulos de painéis solares, de inversores descentralizados (HUAWEI),  com uma potência nominal de aproximadamente 185 kw e seis transformadores MT/BT – potência nominal 6000KVA.

Para injecção de energia à rede da EDM, o projecto inclui a extensão da subestação de Metoro, montagem de um transformador elevador de 33/110KV com 40MVA e actualização do sistema de controlo da subestação existente para levar em conta a interconexão - telecomunicações, comando de controlo numérico, alimentação auxiliar – e a instalação de protecção de transformadores de potência e painel de controlo. AIM

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AS taxas de desnutrição crónica continuam altas e inalteráveis há mais de duas décadas, no país, atingindo 43 por cento das crianças com menos de cinco anos de idade, facto que exige atenção especial à área da infância, disse hoje (06) a esposa do Presidente da República, Isaura Nyusi.

Dados do sector da Saúde indicam que uma em cada duas crianças sofre de desnutrição crónica e somente 35 por cento dos menores entre nove e 11 anos têm uma frequência alimentar mínima. Por outro lado, apenas 69 por cento da camada têm introdução atempada de alimentos complementares.

Para Isaura Nyusi, estes factores exigem esforços redobrados do Governo e de toda a sociedade, pois somente assim será possível alcançar um país com crianças saudáveis e inteligentes, os futuros adultos.

Intervindo, hoje, no distrito de Matutuíne, província de Maputo, no lançamento da Semana Mundial do Aleitamento Materno, a Primeira-dama destacou que apesar dos números elevados de crianças com desnutrição crónica, houve um aumento da taxa de aleitamento materno exclusivo, de 43 para 55 por cento em 2015.

Acrescentou que o início do aleitamento materno na primeira hora, igualmente, aumentou de 69 para 77 por cento, no período em análise.

A esposa do PR destacou que o Governo está a implementar diversos programas em prol da saúde materno-infantil, com destaque para os grupos de apoio à amamentação na comunidade, a iniciativa hospital amigo da criança e a participação do homem na consulta pré-natal.

“A Semana Mundial do Aleitamento Materno centra-se na forma como o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida do bebé contribui para a sobrevivência, saúde e bem-estar de todos e no imperativo de proteger a amamentação em todo o mundo”, referenciou.

Por sua vez, a chefe da Secção de Saúde e Nutrição da Criança, no Fundo Internacional de Emergências das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Maureen Gallegher, destacou que oaleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida, para além de ser gratuito, contribui para redução da mortalidade infantil causada por infecções respiratórias agudas, diarreias, pneumonias e problemas gástricos e intestinais.

“Já para as mães, contribui para a redução do Cancro do Ovário e da mama”, alertou, acrescentando que as mães devem amamentar os filhos mesmo apresentando sintomas da Covid-19 ou se estiverem infectadas, observando as medidas de prevenção da doença.

Gallegher defendeu que a melhoria das taxas e práticas de amamentação requer acção por parte de vários actores, incluindo o Governo, as instituições de saúde, os profissionais de saúde e as instituições empregadoras

“OGoverno deve implementar o Código Nacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno através de medidas legais aplicadas e monitorizadas pelos profissionais de saúde e das unidades sanitárias”, disse a dirigente.

A cerimónia do lançamento da Semana Mundial do Aleitamento Materno sob o lema “Proteger a amamentação: uma responsabilidade de todos” contou também com a presença do Ministro da Saúde, Armindo Tiago, o Governador da província, Júlio Parruque e a administradora do distrito Júlia Mwito.

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O PRESIDENTE da República, Filipe Nyusi, disse hoje (04) que apenas 2,4% da população-alvo foi já vacinada contra a Covid-19, considerando “insignificante” essa percentagem, num momento em que o país bate recordes de casos e mortes, devido à pandemia.

“Até agora, estão completamente vacinadas em Moçambique cerca de 400 mil pessoas, o que corresponde a apenas 2,4% da população alvo identificada no Plano Nacional de Vacinação Contra a Covid-19”, afirmou Nyusi.

O chefe de Estado falava na cerimónia de lançamento da Campanha de Vacinação em Massa contra a Covid-19, que se iniciou hoje no país.

Qualificando como “insignificante” o número de doses administradas, o Presidente recordou que o Governo pretende inocular cerca de 17 milhões de pessoas com mais de 15 anos, até ao final de 2022.

Filipe Nyusi assinalou que o país vive em plena terceira vaga do novo coronavírus, com o número de óbitos, infecções e internamentos muito superior ao do pico da segunda onda, que se registou entre Janeiro eFevereiro e que foi mais severa do que a primeira.

“Em Julho, registamos o maior número de casos, com 45.806 notificações, um número superior à soma do registado nos dois meses de pico da segunda vaga, que foi em Janeiro e Fevereiro, que foi um período carrasco”, referiu.

Ainda no último mês, prosseguiu, o país registou 555 óbitos, um número também superior à soma dos dois meses de pico da segunda vaga.

“Estes números ilustram a gravidade da terceira vaga da pandemia. Moçambique perdeu artistas, desportistas, operários médicos, professores, comerciantes, mães e domésticas. É uma lista diária grave”, salientou o chefe de Estado moçambicano.

Filipe Nyusi avançou que o país vai usar a experiência que detém na vacinação para massificar a imunização da população contra o novo coronavírus,defendendo que a vacina “é uma arma importante para o combate à Covid-19”.

“Ao longo da história, o nosso país tem recorrido à vacinação contra doenças como a malária, sarampo, pólio, tétano e tosse convulsa”, acrescentou.

O chefe de Estado moçambicano assegurou que a inoculação massiva da população vai permitir a retomada da vida social e económica do país o mais normal possível.

Filipe Nyusi apontou a exiguidade das vacinas contra o novo coronavírus como um grande desafio para o objectivo de massificação da vacinação, agradecendo o apoio de parceiros internacionais na disponibilidade dos fármacos.

A campanha de massificação da vacinação hoje lançada pelo Presidente da República tem como grupos prioritários funcionários públicos, professores, motoristas e cobradores de transportes colectivos de passageiros, pessoas com idade superior a 50 anos e combatentes da luta de libertação nacional.

Moçambique regista um total acumulado de 1.500 mortes por Covid-19 e 126.391 de casos, dos quais 76% recuperados da doença.- LUSA

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O HOSPITAL Central de Maputo (HCM) em colaboração com a Faculdade de Medicina da Universidade Eduardo Mondlhane (UEM) e o Centro Médico de Utrecht da Holanda está a desenvolver um estudo nos cuidados intensivos pediátricos para avaliar presença de vírus respiratório em crianças.

Na pesquisa serão ainda avaliadas as características clínicas, epidemiológicas, económicas e o peso da doença em crianças a serem selecionadas sob consentimento dos pais, esperando-se que sejam abrangidas quatrocentos menores.

Segundo Tufária Mussá, investigadora sénior do Departamento de Microbiologia da (UEM), pretende-se com o estudo avaliar a presença de um vírus em crianças menores de dois anos, responsável por uma elevada carga de doenças respiratórias,  principalmente em países em via de desenvolvimento.

“Com os resultados da pesquisa poderemos alertar a Aliança Global para Vacinas e Imunização (GAVI) que o problema existe, seu peso, faixas etárias mais afectadas e a necessidade de serem providenciadas imunizantes contra a doença”, explicou.

Neste contexto, foi ministrada uma formação, entre os dias 29 e 30 de Julho, direcionada a médicos e enfermeiros dos cuidados intensivos pediátricos do HCM, de modo a dotá-los de conhecimentos para a recolha de dados e manuseamento do equipamento de testagem.

Para além de Moçambique, o estudo será realizado em mais dez países de África, Ásia, incluindo a Holanda, na Europa, e terá como grupo alvo, menores de dois anos admitidas com doença respiratória grave ou aguda.

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