A PRIMEIRA preocupação que se tem sobre a consequência da malária, é em relação à anemia ou complicações cerebrais. Mas esta doença endémica em Moçambique pode, em algumas situações, resultar em gangrena, uma manifestação extrema, raramente, reportada em adultos, com maior frequência em casos pediátricos. Leia mais

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O FUNDO Nacional de Investigação (FNI) vai investir 200 mil euros, em projectos de pesquisa, nas áreas de ciências sociais e humanas, e do meio ambiente, ao abrigo de um acordo assinado entre esta instituição e a Embaixada da França. Leia mais

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MOÇAMBIQUE participa desde sexta-feira na 18.ªConferência da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies de Fauna e Flora Ameaçadas de Extinção (CITES), a decorrer na cidade de Genebra, Suíça. No evento, o país está representado pelo Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural (MITADER), através da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC). Leia mais

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Moçambique está a participar, desde sexta-feira, na 18ª Conferência da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies de Fauna e Flora Ameaçadas de Extinção (CITES), representado pelo Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural (MITADER), através da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), na cidade de Genebra, Suíça.
A conferência das partes da convenção CITES é a mais alta reunião de decisão política sobre os processos de conservação e comércio internacional de espécies de fauna e flora ameaçadas de extinção, onde diversas decisões e resoluções sobre a protecção; conservação; exploração sustentável e comércio internacional das espécies, incluindo a coordenação de esforços no combate aos crimes contra as mesmas espécies são aprovadas.
“A CITES estabelece as regras para o comércio internacional de fauna e flora selvagens. É uma ferramenta poderosa para garantir a sustentabilidade no uso de recursos de vida selvagem e responder à rápida perda de biodiversidade - frequentemente chamada de sexta crise de extinção - ao prevenir e reverter o declínio nas populações de animais selvagens”, disse Ivonne Higuero, secretária-geral da CITES.
A conferência de 2019, segundo Higuero, concentrar-se-á no fortalecimento das normas e padrões existentes, ao mesmo tempo que estenderá os benefícios do regime da CITES às plantas e animais adicionais ameaçados pela actividade humana, refere um comunicado da ANAC enviado à Redacção da AIM.
“Vamos defender os interesses de Moçambique na protecção, conservação, extracção e comércio sustentável dos produtos de fauna e flora selvagens, incluindo os esforços de combate aos crimes de caça furtiva e tráfico dos mesmos recursos. Moçambique é Estado-membro da convenção, por ter ratificado o acordo através da Resolução 30/1981, pois possui diversas matérias de interesse para o país”, disse o director-geral da ANAC, Mateus Muthemba.
A conferência adoptará uma ampla gama de decisões para expandir e fortalecer o regime global de comércio de vida selvagem, com destaque às 56 propostas que os governos vão apresentar para alterar os níveis de protecção dados a mais de 500 espécies de mamíferos, aves, répteis, anfíbios e plantas.
Além das 56 propostas de emenda aos anexos da CITES, a agenda da CoP18 também procura adoptar uma estratégia para os próximos anos e melhorar a eficácia da Convenção por meio de acordos sobre a interpretação e implementação de suas disposições. O documento da Visão Estratégica CITES pós 2020, por exemplo, será apresentado para discussão e adopção.
À margem da conferência das partes, Moçambique realiza um evento paralelo, devendo, para o efeito, convidar diversas personalidades provenientes de organizações intergovernamentais internacionais, ONGs e com as quais pretende partilhar experiências de implementação da CITES. 
A delegação moçambicana é constituída por quadros do MITADER, Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas, Procuradoria-Geral da República (PGR), Tribunal Supremo, Alfândegas de Moçambique e a Universidade Eduardo Mondlane, a mais antiga instituição de ensino superior no país.
A conferência de Genebra, com o termo previsto para a próxima quarta-feira, conta com a participação de representantes de instituições parceiras de Moçambique, como é o caso do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Wildlife Conservation Society.

 

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EXISTEM formas de poluição que afectam diariamente as pessoas. A exposição aos poluentes atmosféricos produz uma vasta gama de efeitos sobre a saúde, particularmente dos mais pobres, eprovocam milhões de mortes prematuras, alerta o Papa Francisco no seu “site”laudato si.

Adoecem, por exemplo, por causa da inalação de elevadas quantidades de fumo produzidaspelos combustíveis utilizados para cozinhar ou aquecer-se.

A isto,junta-se a poluição que afecta a todos, causada pelo transporte, pelos fumos da indústria, pelas descargas de substâncias que contribuem para a acidificação do solo e da água, pelos fertilizantes, insecticidas, fungicidas, pesticidas e agro-tóxicos em geral.

Na realidade,a tecnologia, ligada à finança, que pretende ser aúnica solução dosproblemas, é incapaz de ver o mistério das múltiplas relações que existem entre as coisas e, por isso, às vezes resolve um problema criando outro.

Devemos considerar também a poluição produzida pelos resíduos, incluindo os perigosos presentes em variados ambientes. Produzem-se anualmente centenas de milhões de toneladas de resíduos, muitos deles não biodegradáveis:resíduos domésticos e comerciais, detritos de demolições, resíduos clínicos, electrónicos e industriais, resíduos altamente tóxicos e radioactivos.

A terra, nossa casa, parece transformar-se cada vez mais num imenso depósito de lixo. Em muitos lugares do planeta, os idosos recordam com saudade as paisagens de outrora, que agora vêem submersas de lixo.

Tanto os resíduos industriais,como os produtos químicos utilizados nas cidades e nos campos,podem produzir um efeito de bioacumulação no organismo dos moradores nas áreas limítrofes, que se verifica quando é baixo o nível de presença de um elemento tóxico num lugar. Muitas vezes só se adoptam medidas quando já se produziram efeitos irreversíveis na saúde das pessoas.

Estes problemas estão intimamente ligados à cultura do descarte, que afecta tanto os seres humanos excluídos,como as coisas que se convertem rapidamente em lixo.

Note-se, por exemplo, como a maior parte do papel produzido se desperdiça sem ser reciclado. Custa-nos reconhecer que o funcionamento dos ecossistemas naturais é exemplar: as plantas sintetizam substâncias nutritivas que alimentam os herbívoros; estes, por sua vez, alimentam os carnívoros que fornecem significativas quantidades de resíduos orgânicos, que dão origem a uma nova geração de vegetais.

Ao contrário, o sistema industrial, no final do ciclo de produção e consumo, não desenvolveu a capacidade de absorver e reutilizar resíduos e escórias.

Ainda não se conseguiu adoptar um modelo circular de produção que assegure recursos para todos e para as gerações futuras,que exige limitar o mais possível o uso dos recursos não-renováveis, moderando o seu consumo,maximizando a eficiência no seu aproveitamento, reutilizando e reciclando-os.

A resolução desta questão seria uma maneira de contrastar a cultura do descarte que acaba por danificar o planeta inteiro, masnota-se que os progressos neste sentido são ainda muito escassos.

Fonte: “Site” do Papa Francisco(laudato si) 

 

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