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Segunda-feira, 26 - Setembro, 2022

COM MENOS DE 18 ANOS DE IDADE: Metade das  raparigas vive maritalmente no país

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CERCA de  48 por cento das raparigas com idade inferior a 18 anos são forçadas a ter uma vida  marital em Moçambique.  Deste grupo, cerca de  14 por cento tem menos de  15 anos.

Uma nota a que o “Notícias Online” teve acesso refere ainda que as  uniões prematuras, bem como as gravidezes precoces são uma porta de entrada para as desistências escolares e  infecções de transmissão sexual como o HIV e SIDA.

“Elas favorecem també as fístulas obstétricas, os abortos inseguros e  a alta taxa de mortalidade materna e infantil, prejudicando o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio”, refere o documento.

É nesse contexto que várias personalidades influentes e activistas da sociedade civil debateram ontem, na cidade de Maputo, assuntos relacionados com o género, direitos sexuais e reprodutivos com enfoque para uniões prematuras e gravidezes precoces.

Sob o tema “Eu Amanhã”, o evento organizado pela PLAN Internacional e seus parceiros, tinha em vista consciencializar a rapariga sobre os seus direitos sexuais e reprodutivos, formas de prevenção de uniões prematuras e, consequentemente,  as gravidezes precoces.

Houve ainda uma reflexão sobre o papel dos formadores de opinião, jornalistas e líderes cujas actividades  são acompanhadas por milhares de pessoas, tendo como foco o papel que os mesmos podem jogar na  mudança de atitudes e comportamentos que prejudicam o são desenvolvimento das raparigas.

Foram ainda reflectidos assuntos relacionados com os preconceitos, estereótipos e mitos que reforçam a violência e a discriminação baseada no género contra as raparigas e mulheres.

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