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Djenguenyenye Ndlovu

POIS me lembro, mano novo. E tudo isto a cem quilómetros da África do Sul, o maior consumidor.

E agora tem de ir a Durban, porque cá não podem gastar o seu dinheiro, não podem gozar os prazeres da natureza que lhes ficam a essa distância menor.

E há os lugares de história, agradáveis, se não mesmo interessantes de visitar a cem quilómetros, a trezentos quilómetros, com ou sem guias turísticos, mas sempre com alguém para dizer do local, que essa cena de transmissão de geração em geração, é bem certinha.

O Olímpia, o Império, o Charlot, o S. Miguel lugares de frequência, sobretudo, da elite do Zinco, mas também do burgo que descia à cata de aventura barata, morreu. Os bifes frequentavam esses lugares para viver o outro lado, viver o exótico e levá-lo de regresso à casa nos canhenhos repousados nas mochilas ou nas malas, nos rolos das máquinas fotográficas e…na memória. Para alguma vez dizer “naquela viagem…” e um doce sorriso a alindar a recordação. Depois a saudade, que tem de deixar de o ser. É mais uma viagem de re-revisitação. É nova companhia.

É mais dinheiro a entrar.

E o dinheiro que Matlotlomane fazia circular? E o equilíbrio emocional que Matlotlomane produzia, e o prazer que libertava dentro daqueles casebres. Era preciso fazer economias, privar-se de algumas coisas para com o desconto de estudante viver e depois contar aos amigos de como era naquele lugar de adoçar a alma. E também era uma escola para aprender a lidar com o dinheiro. Então, Matlotlomane já cuidava destas coisas de literacia financeira.

Por vezes havia pancada da grossa, sobretudo entre a classe castrense na disputa Zabela, mulher de serviços de qualidade bem superior. E no seu colchão, nos seus braços, na contemplação do seu corpo escultural, dentro dela, muitos choravam por lá estar, muitos para lá estar, precisavam fazer economias por algum tempo, meses, e então diferente podia adentrar aquele casebre para uma viagem de recordação por meses e meses.

E os de lá, se faziam aos casebres para prazeres infindos, antes ou depois de experimentar o ambiente de Monumental em tempos que ainda era praça de touros, mas que também era de música, com banda de eleição.

Valia a pena

Era a vida. Era o dinheiro que circulava.

 As clemences (de frequência de adultos, de filhos de mulheres que eram meninos) eram o encanto e atractivo que punha os de cá e os vindos em comunhão da alegria.

Era Malhangalene a vibrar nas tardes de domingo. Mafalala também. Maxaquene também.

P’ra alí,os da zona chique desciam, desciam e não se poupavam no consumo.

Depois era a Catembe. O Diogo deliciava-os com os seus camarões confeccionadas de maneiras diversas. Peixes e lulas constavam da ementa. Degustavam e eram barris e barris de cerveja consumidos. E nisto era o matraquear constante da caixa registadora.

O ferry trazia-os de volta para seguirem aos lugares de hospedagem. Podia acontecer que o Zambi tirasse alguma vantagem dos que ainda com energia, com sede. E como de caçadores se tratava, na rua Araújo acabavam, uns, nos cabarés, nos lugares de encontros.

Despejavam o dinheiro nesses lugares e ficavam alegres. Há uma necessidade de um despertar, mano velho.

 Agora escutar WAITIVA, um disco do Simião Mazuze, recebido de oferta.

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