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Quinta-feira, 6 - Outubro, 2022

ENFOQUE NA ZONA CENTRO: UE aloca 26 milhões de euros para apoiar o processo de paz

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A UNIÃO Europeia (UE) lança esta semana o programa de apoio ao processo de paz em Moçambique denominado “DEL PAZ”, orçado em 26 milhões de euros (1,9 mil milhões de meticais).
O apoio surge da preocupação por parte de diferentes estados-membros da União Europeia em continuar a prestar auxílio às comunidades da região centro de Moçambique mais afectadas pelo conflito armado, desencadeado pela auto-proclamada Junta Militar da Renamo.

O líder da Junta Militar, Mariano Nhongo, foi abatido segunda-feira última, em combate, pelas Forças de Defesa e Segurança (FDS), no distrito de Cheringoma, província de Sofala, mas o seu grupo continua nas matas.
O anúncio deste apoio foi feito na terça-feira, em Maputo, pelo embaixador da União Europeia em Moçambique, Sánchez-Benedito Gaspar, durante o seminário internacional sobre a protecção social.
“Com o objectivo de continuar a apoiar as populações da zona centro, afectadas pelo conflito armado, vamos proceder, esta semana, ao lançamento do programa ‘DEL PAZ’, avaliado em 26 milhões de euros”, disse o embaixador.
De acordo com o diplomata, a iniciativa vai, essencialmente, se focar em continuar a melhorar o apoio aos serviços básicos da população mais afectada, promovendo oportunidades de emprego para jovens, sem olhar para a filiação partidária, nem crença religiosa.
A União Europeia está interessada em assegurar que haja uma reconciliação a longo prazo em Moçambique, como condição essencial para o desenvolvimento, além das operações do processo de Desmobilização, Desmilitarização e Reintegração (DDR), já em curso.
“Queremos apoiar o país a ultrapassar estes momentos e olhar para frente. O DDR, com todos os seus constrangimentos, tem sido uma operação de sucesso”, disse Sánchez-Benedito Gaspar.
Sobre a morte do líder da auto-proclamada Junta Militar, Mariano Nhongo, o embaixador europeu referiu que não foi por falta de aviso nem apelo, sobretudo por parte do Presidente da República, Filipe Nyusi, para que aderisse ao processo do DDR, tendo este sempre se recusado.
Aquando do último acordo de paz definitivo assinado por Filipe Nyusi e Ossufo Momade, presidente da Renamo, a 6 de Agosto de 2019, a União Europeia comprometeu-se a acompanhar o processo.
(AIM)

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