AS viaturas de transporte de passageiros para África do Sul e Suazilândia estão desde ontem a usar o Terminal da Junta, na sequência do encerramento do antigo ponto de partida e de chegada, que funcionava junto do Clube Ferroviário, na baixa da cidade de Maputo.
A mudança do terminal internacional para a “Junta” processou-se sem grandes sobressaltos, embora alguns passageiros incautos tenham continuado, ontem, a deslocar-se à baixa por não saber da transferência.
Informações apuradas pelo nosso Jornal indicam que até ao início da tarde de ontem haviam saído 23 viaturas, sendo 20 para África do Sul e três rumo à Suazilândia.
Helena Mwitu, gestora do Terminal da Junta, que passa a ser interprovincial e internacional, precisou que dos 20 carros que seguiram viagem para África do Sul, 11 foram à zona fronteiriça de Komatiport, cinco a Joanesburgo, duas a Nelspruit e as restantes rumaram com destino a Rustenberg.
Com a fusão das viagens interprovinciais e internacionais no mesmo terminal, os passageiros passam a fazer as ligações de forma mais facilitada e prática, contrariamente ao que se verificava até esta quinta-feira.
Os cidadãos que, por exemplo, entrassem na cidade vindos de uma das provinciais, mas pretendessem seguir para África do Sul ou Suazilândia, desciam na Junta e tinham que apanhar um “chapa” até à baixa, de onde partiam os carros para aqueles países. Embaraço idêntico era vivido por parte dos que estivessem a viajar no sentido inverso.
Fora dos passageiros, a unificação tem também vantagens para os transportadores, na medida em que passam a dispor de mais tempo para trabalhar. O terminal internacional da baixa operava das 6.00 às 19.00 horas, enquanto Junta está aberto entre as 04.00 e as 22.00 horas.
Transportadores e responsáveis da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento (EMME) que passará a gerir terminais e não só reuniram-se na quarta-feira para falar da transferência da baixa para “Junta”.
Por algum momento as partes desentenderam-se e até se ouviram palavrões, mas no fim houve consenso. A divergência foi quando o município disse que só permitiria a saída de uma certa viatura se ela fosse, efectivamente, para o destino indicado num documento enviado pelo Ministério dos Transportes e Comunicações.
O clima amainou quando a edilidade cedeu perante a proposta de o ordenamento dos carros nas escalas ficar sob responsabilidade das associações dos transportadores.


