A Universidade Alberto Chipande (UNIAC), na Beira, produz sabão recorrendo a sebo, uma gordura bovina, e abacate. A produção é feita no laboratório multiuso daquela instituição do Ensino Superior e envolve os seus pesquisadores químicos.
Claudete Madalena Joaquim, pesquisadora química da UNIAC, disse, em torno desta experiência, que as principais matérias-primas usadas para o fabrico de sabão são sebo bovino e abacate, entre outros elementos, que preferiu não revelar, por se tratar de matéria exclusivamente laboratorial.
“A gordura que sobra depois do abate de animais nos matadouros é normalmente descartada sem qualquer tratamento, perigando os solos. Estamos a usar exactamente esse resíduo, o sebo. A fruta é adquirida nos mercados da Beira, porque ainda não temos uma quinta para a produzir”, afirmou.
A pesquisadora acrescentou que essa é uma das formas encontradas para o reaproveitamento da gordura. Ao invés de descartá-la e prejudicar o meio ambiente, produz-se sabão, que ajuda a tornar macia e rejuvenescida a pele do consumidor.
Claudete Joaquim revelou que a produção de sabão começou no ano passado e, numa primeira fase, para as pessoas que têm problemas de pele, tendo em conta que o abacate é rico em vítimas C e E, que fazem bem à pele.