Quando a maternidade se transforma num pesadelo

Os bebés precisam de cuidados redobrados

HORÁCIO JOÃO

MULHERES em idade activa, na cidade da Beira, dizem que enfrentam muitas barreiras no acesso ao emprego, devido à maternidade. As ausências dos postos de trabalho, por causa das obrigações maternas, nomeadamente para alimentar, levar à assistência médica de rotina, dizem, nem sempre são de agrado dos patrões e também por alguns colegas do sexo masculino.

Destacam as enormes dificuldades que têm para gerir assuntos relacionados com a gravidez, fundamentalmente no período pré-natal e no parto.

Acrescentam que a situação é mais notória nos estaleiros de madeiras, estabelecimentos comerciais, estâncias turísticas e similares, postos de abastecimento de combustíveis e lubrificantes, entre outras áreas da prestação de serviços.

Manuela Mário, por exemplo, trabalha numa estância turística na cidade da Beira, e afirma que está a enfrentar imensas dificuldades, devido ao atendimento especial que deve prestar ao seu bebé, que nasceu com uma deficiência física.

“Por causa disso, me ausento frequentemente para garantir o acompanhamento médico e medicamentoso da menina que só tem dois meses de vida”, disse.

Acrescentou que já percebeu que isso irrita o patronato, embora não tenha sofrido directamente uma repreensão, nota uma certa frieza no tratamento que lhe é dispensado.

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