África emite menos de cinco por cento dos gases com efeito de estufa a nível mundial, mas “sofre as graves consequências das alterações climáticas”, afirmou ontem, num relatório, o Instituto para Estudos de Segurança (ISS).
Segundo o ISS, reconhecer esta disparidade “é o primeiro passo para uma resposta internacional” que a rectifique, sendo que a resposta global deve ser orientada pelo princípio da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (CQNUAC).
O mundo enfrenta uma crise climática provocada por um aumento incessante das emissões de carbono, explicou o ISS no seu relatório.
Os níveis de CO2 atmosférico têm continuado a aumentar, atingindo máximos históricos em 2023. Como consequência, o Serviço Copernicus para as Alterações Climáticas declarou 2023 como o ano mais quente de que há registo.
De acordo com o ISS, estima-se que a percentagem de dióxido de carbono dos combustíveis fósseis em África corresponderá a 13 por cento das emissões globais em 2050 e a 22 por cento em 2063.
Segundo a Lusa, os 10 maiores emissores mundiais são a China, os Estados Unidos da América, a Índia, a Rússia, o Japão, a Indonésia, o Irão, a Alemanha, a Arábia Saudita e a Coreia do Sul.
Colectivamente, contribuem com 69 por cento das emissões globais de combustíveis fósseis.