Atenção nas novas tecnologias para melhorar o sector agrário

 O PAÍS está atento às tecnologias emergentes como a Edição Genómica (Ged), cuja implementação já deu passos significativos com a elaboração da Estratégia de Comunicação e Advocacia, bem como o Plano de Acção, estando actualmente na fase da elaboração da legislação sobre estas matérias.

Estes avanços foram mencionadas ontem em Maputo, pela coordenadora do Grupo Inter-Institucional de Biossegurança(GIIBS), Roda Nuvunga Luís, no contexto do seminário de capacitação em matérias de biotecnologia e biossegurança, que ontem teve início em Maputo, no qual destacou igualmente o estágio actual dos ensaios da cultura de milho geneticamente modificado.

Sublinhou que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a Embaixada dos Estados Unidos da América e a Agência de Desenvolvimento da União Africana – Nova Parceria para o Desenvolvimento Africano( AUDA- NEPAD) têm desenvolvido acções de capacitação sobre biotecnologia moderna, de modo a explorar o potencial existente no país e contribuir para satisfação das necessidades prementes, sobretudo da agricultura.

Citou como exemplo deste cometimento o estabelecimento, entre 2017 e 2018, de ensaios confinados envolvendo milho geneticamente modificado tolerante à seca e resistência a insectos, estando em curso a realização de testes multilocais.

Para a fonte, a importância do seminário que junta em Maputo técnicos ligados à área de biotecnologia das dez províncias do pais, reside no facto de os participantes poderem abordar, entre várias matérias, os sistemas regulatórios regionais relativos à biossegurança de organismos geneticamente modificados e da edição de genomas, incluindo reflexão rumo a avanços na biotecnologia agrária.

Richard Kauffman, da Embaixada dos Estados Unidos em Moçambique, referiu que um ambiente de negócios robusto, que funciona para todos, é fundamental para a prosperidade. Com mais de 70 por cento da população adulta a trabalhar a terra, a agricultura revela-se para o país, sector crucial de desenvolvimento socioeconómico.

 Kauffman falou do cometimento do seu país no apoio a programas ligados à segurança alimentar em Moçambique, a saber o lanche escolar em Maputo e Nampula, agro-negócio no Corredor de Nacala e o desenvolvimento na reforma  fiscal, que beneficia a agricultura em todo o país.

“Estes programas e parcerias são direccionados para uma resposta aos desafios que os camponeses enfrentam por todo o país, desde os de fórum ambiental, como seca, pragas e doenças assim como a degradação de solos, com impacto negativo na produtividade, segurança alimentar e na economia familiar”, disse.

Para ele, num mercado onde os camponeses enfrentam muitos desafios, a resposta pode vir das tecnologias inovadoras e da biotecnologia que podem fazer uma grande diferença. “É por isso que estamos aqui hoje para discutir como Moçambique pode se beneficiar de culturas  resultantes da biotecnologia, tolerantes à seca,  capazes de reduzir a necessidade de aplicação de produtos químicos.

O seminário que termina amanhã vai abordar nas sessões de hoje, matérias como prioridades para edição genómica, biossegurança, limitações para a comercialização de culturas geneticamente modificadas, entre outras.

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