DIA MUNDIAL DO CANHOTO: Saiba por que algumas pessoas usam a mão esquerda

Celebra-se hoje o Dia Mundial do Canhoto, data instituída em 1992. A comemoração deste dia tem sido uma forma de chamar a atenção para as pessoas que têm a mão esquerda como dominante e principalmente para não serem discriminadas num mundo em que a grande maioria da população usa a mão direita.
O objectivo foi o de desmistificar o uso da mão esquerda para tarefas habitualmente realizadas com a direita.
Em 2024, cientistas identificaram um gene que pode desempenhar um papel importante na determinação se uma pessoa é canhota ou destra. Num estudo com mais de 350.000 genes de pessoas, publicado na revista Nature Communications, os investigadores descobriram variantes genéticas raras de um gene chamado TUBB4B que são mais comuns em pessoas canhotas.
A mão que as pessoas usam mais é resultado da assimetria cerebral — quando se trata do controlo das mãos, as pessoas canhotas têm o lado direito do cérebro dominante, enquanto as destras têm o lado esquerdo dominante, de acordo com o estudo, citado pela Smithsonian Magazine.
Essa assimetria desenvolve-se no útero e manifesta-se de diferentes maneiras. “Por exemplo, a maioria das pessoas tem dominância do hemisfério esquerdo para a linguagem e dominância do hemisfério direito para tarefas que exigem direcionar a atenção visual para um local no espaço”, disse Clyde Francks, co-autor do estudo e geneticista do Instituto Max Planck de Psicolinguística na Holanda, à Reuters Will Dunham.
Mas o mecanismo que leva os dois hemisférios a desenvolverem-se de forma diferente ainda não é conhecido.
“Encontrar genes ligados a assimetrias do cérebro ou do comportamento, como a lateralidade, pode dar algumas pistas”, refere Francks.
Estudos anteriores, escreve Ao Minuto, descobriram vários genes que parecem estar ligados a ser canhoto, incluindo alguns relacionados a proteínas chamadas tubulinas, que fornecem estrutura às células. As tubulinas compõem filamentos tubulares conhecidos como microtúbulos, que actuam como esqueletos das células.
No entanto, esses estudos anteriores analisavam apenas variantes genéticas comuns. Para a nova pesquisa, os cientistas analisaram variantes mais raras. Também foram estudadas variantes que codificavam proteínas, enquanto pesquisas anteriores frequentemente se concentravam em variantes que não estavam envolvidas na codificação. O gene identificado no novo trabalho, TUBB4B, também está relacionado às tubulinas.

Leia mais…

Related posts

Governo reafirma compromisso com a liberdade de imprensa

Morreu jornalista Marisa Baina

Celebra-se hoje Dia da Liberdade de Imprensa