Inteligência Artificial levará às primeiras extinções de empregos

As ferramentas de Inteligência Artificial (IA) vão tornar-se banais em 2024 com a sua integração em várias actividades empresariais, suscitando novos desafios éticos e as primeiras extinções de empregos, estimam especialistas.

Este ano registou grandes avanços na área da IA generativa, através das ferramentas ChatGPT e Bard, que representaram investimentos gigantescos – a Microsoft investiu 9,5 mil milhões de euros na OpenAI e a Amazon gastou 3,7 mil milhões de euros na Anthropic – e uma maior atenção dos decisores políticos, de que é exemplo a legislação de regulação da União Europeia ou a ordem executiva do Presidente dos Estados Unidos, que impõe 150 requisitos para as agências federais lidarem com a tecnologia.

Dentro de uma década, estimam especialistas, a IA pode começar a aproximar-se dos padrões de funcionamento da inteligência humana e alcançar a chamada “inteligência geral artificial” (AGI, na sigla em inglês), em que as máquinas teriam a capacidade de entender, aprender e desenvolver qualquer tarefa intelectual que um ser humano possa realizar.

Para já, a vulgarização do novo modelo de linguagem generativa da OpenAI, denominado GPT-4, irá marcar os primeiros meses de 2024, e estão previstos os lançamentos de outros modelos de linguagem de grande dimensão (LLM), como o PaLM2 da Google e o Gopher da DeepMind, subsidiária da Google, treinados com centenas de milhares de milhões de parâmetros.

Segundo a Lusa, a futura AGI poderá tecer narrativas complexas ou compor sinfonias, harmonizando várias entradas de conteúdo, como texto, voz, melodias e elementos visuais, numa abordagem que poderá permitir experiências multissensoriais.

Leia mais…

Related posts

Seminário tripartido discute direitos da criança na era digital

Reconstrução trava plano de reassentamento

SADC eleva capacidade de controlo e fiscalização marítima