PROGRAMA CAMINHOS AMEFRICANOS: Estudantes e docentes num intercâmbio Sul-Sul

DEZOITO moçambicanos deixaram ontem o país com destino ao Brasil, no seguimento do intercâmbio Sul-Sul no contexto do Programa Caminhos Amefricanos.

Trata-se de dez estudantes da Universidade Pedagógica de Maputo (UPMAPUTO), quatro da Universidade Púnguè (UniPúnguè) e quatro docentes que durante 15 dias estarão na Universidade Federal do Maranhão, na cidade de São Luís, numa jornada interactiva que visa promover o fortalecimento de uma educação anti-racista, a partir da troca de experiências, conhecimentos e políticas em países do sul global.

O Programa Caminhos Amefricanos é uma oportunidade para estudantes de licenciatura e docentes produzirem e socializar conhecimentos em interlocução com países africanos, latino-americanos e caribenhos.

No caso, olhando a partir do Brasil, o diálogo com países africanos e afrodiaspóricos contribui para ampliar as perspectivas de ser e estar no mundo e colabora para formar profissionais com uma visão sobre a História e Cultura africana e da diáspora africana. É nesta linha de pensamento que no Brasil foi aprovada a lei que tornou obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, sendo que a Universidade Federal do Maranhão foi a primeira a introduzir este ensino.

 É esta universidade que vai acolher a terceira fase do Programa Caminhos Amefricanos, o terceiro Seminário Internacional, várias actividades científicas, pedagógicas, culturais e recreativas, onde se destacará a comemoração de 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra, visita à Rota Quilombola, Vivências Amefricanas na cidade de São Luís, Música Negra no Maranhão, Jovens Negros de hip-hop e reggae, entre outras actividades que irão preencher os 15 dias de estadia no Estado do Maranhão. 

A comitiva dos intercambistas foi na manhã da última sexta-feira recebida pelo Reitor Jorge Ferrão, numa cortesia que serviu não só para a despedida, mas, sobretudo, para uma conversa simpática e pedagógica.

Ferrão disse aos intercambistas que estão a partir para uma missão em que o objectivo é partilhar experiências, aprender e aproveitar cada segundo para captar e fortalecer o conhecimento sobre o Brasil e sobre os traços históricos e culturais que nos aproximam.  Recordou que no mês de Setembro deste ano esteve na UP um grupo de 60 estudantes e docentes brasileiros, que vieram à busca da sua ancestralidade. Foi um encontro de culturas e interculturalidade manifestada no compromisso de criar espaços com uma experiência pedagógica intercultural de aprimoramento colectivo, compartilhando saberes e experiências na produção de conhecimentos anti-racistas e afrocêntricos.

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