O livro do escritor moçambicano, Francisco Guita Jr., “As Coisas do Morto”, é um dos oito finalistas do 12.º Prémio Literário Glória de Sant’Anna 2026, distinção internacional que reconhece o melhor livro de poesia em língua portuguesa publicado no biénio em curso. Entre as 47 obras submetidas a concurso, foram seleccionados oito títulos finalistas, representando Portugal, Brasil e Moçambique.
As obras escolhidas são: “A Casa da Memória”, de Maria Azenha; “As Coisas do Morto”, de Francisco Guita Jr.; “Invenção da Europa”, de José Gardeazabal; “Jugular Exposta”, de Rita Tormenta; “Manual de Sobrevivência ou outras formas de ficar”, de Andrea Fernandes; “Meu corpo é testemunha”, de Maurício Rosa; e ainda duas obras de Rui Sobral, “Noturnos” e “Vinte e dois poemas de guerra para Clementina”.
“As Coisas do Morto” foi publicado originalmente em 2024 pela Gala-Gala Edições (Moçambique) e posteriormente pela Kacimbo (Angola). Este reconhecimento internacional sucede a um percurso já amplamente laureado: em 2025, o livro foi finalista de dois dos mais importantes galardões do espaço lusófono, o Prémio Oceanos e o Prémio Literário Mia Couto.
Cada finalista do Prémio Glória de Sant’Anna será distinguido com uma menção honrosa, sendo o vencedor anunciado no início de Maio. O prémio, no valor de 3.000 euros (pouco mais de 225 mil meticais ao câmbio do dia) será entregue a 23 de Maio e inclui também uma gravura original de um retrato da poeta Glória de Sant’Anna, da autoria de Rui Paes.
O júri desta edição integra nomes como Matteo Angius (Moçambicano), Xosé M. Eyré (Galiza), Jacinto Guimarães (Portugal), Andrea Paes (Portugal) e Vincenzo Paglione (Venezuela).
A iniciativa é organizada pelo Grupo de Acção Cultural de Válega, em parceria com a família da poeta homenageada, e conta com o apoio de diversas entidades culturais.