O Conselho de Ministros aprovou ontem, no Chimoio, província de Manica, o Regulamento da Lei do Banco de Desenvolvimento, instrumento necessário para definir em maior detalhe o funcionamento da instituição.
Trata-se de um passo determinante para que a instituição comece efectivamente a operar, devendo, para tal, ser aprovado o capital social e serem nomeados os respectivos órgãos sociais.
O porta-voz da 25.ª Sessão do Conselho de Ministros, Salim Valá, explicou que o banco visa colmatar lacunas no acesso a financiamento, sobretudo para projectos estruturantes, conectados com a Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025-2044.
“Refiro-me a grandes infra-estruturas económicas que apoiam a melhoria do ambiente de negócios. Por exemplo, projectos que contribuirão para revitalizar a economia nas zonas rurais ou que permitam que as pequenas e médias empresas aproveitem as oportunidades económicas e financeiras, através de uma instituição desta natureza”, disse.
Salim Valá explicou que o Banco de Desenvolvimento não vai concorrer com bancos comerciais, em particular, porque vem preencher uma lacuna da ausência de uma instituição que olhe para os vectores importantes de desenvolvimento.