Pelo menos 250 milhões de dólares estão a ser investidos na Região Metropolitana de Maputo para a implantação do projecto de transporte rápido por autocarro (BRT), cujas obras de construção da infra-estrutura do terminal arrancaram hoje, em Zimpeto, na capital do país.
Financiado pelo Banco Mundial, o projecto deverá ser concluído em 2028 e abrange os municípios de Maputo, Matola, Marracuene e Matola-Rio. A intervenção contempla um corredor central segregado com cerca de 20 quilómetros, entre a Baixa da cidade de Maputo, a Praça da Juventude, em Magoanine, e a Rotunda de Missão Roque, no Zimpeto, além de 46 quilómetros de rotas alimentadoras não segregadas.
O ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, referiu que a iniciativa pretende reduzir o tempo gasto nas deslocações, descongestionar as principais vias e melhorar a qualidade do transporte público. “A primeira fase prevê a aquisição de cerca de 120 autocarros eléctricos, equipados com bilheteira electrónica, localização automática e informação aos passageiros em tempo real”, explicou Mathombe.
O director da Divisão do Banco Mundial para Moçambique, Filly Sissoko, avançou que o projecto deverá reduzir o tempo de viagem ao longo do corredor de cerca de 80 para 52 minutos. Já o presidente do Conselho Municipal de Maputo, Rasaque Manhique, defendeu a integração do novo sistema com autocarros convencionais, semi-colectivos, transporte ferroviário e táxis, bem como a capacitação dos actuais operadores.