CAMPANHAS têm sido feitas. Debalde. Tanta educação cívica, tanta legislação. Debalde. O que fazer com o plástico em Moçambique? A sequência de imagens que o nosso repórter Celso Macassa traz para esta edição é reveladora do quanto quase nos resignámos à poluição, particularmente a causada pela proliferação do plástico no mercado. Há quem diga que a culpa é da deficiência colectiva no tratamento de matérias cujos efeitos maus não são visíveis hoje, mas serão amanhã. Os ambientalistas têm ficado roucos no apelo às boas práticas, mas, ao que parece, poucos lhes dão ouvidos. É necessário que se trate da questão mais seriamente. Pelo tempo que Moçambique tem de aprovação de legislação a proibir a utilização do saco plástico de medida inferior a 30 micrómetros (foi em 2016), já se devia ter promovido uma reflexão sobre a eficácia da medida. Pois mais do que a medida é o plástico em si que sob diversas formas continua a ser descartado descuidadosamente. Mesmo as empresas de reciclagem não o absorvem na plenitude, na medida em que tanto em terra como nos rios e no mar nosso o plástico continua a poluir.