COMO ESTADO DE DIREITO: SNJ exorta classe a reflectir sobre a construção do país

A CLASSE jornalística nacional e a sociedade em geral, são chamadas a fazer uma reflexão conjunta sobre o compromisso deste grupo profissional continuar a jogar um papel primordial num Estado de Direito, como o que se está a construir em Moçambique.

A exortação surge no contexto do lançamento das festividades do Dia do Jornalista Moçambicano, que se assinala a 11 de Abril próximo, segundo um comunicado do Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ), que este ano, se comemora sob o lema “SNJ: 48 anos pela ética, liberdade de imprensa e justiça laboral”, por decisão do Secretariado Executivo da organização.

O lema surge como forma de chamar à atenção sobre a responsabilidade dos profissionais da comunicação social no país sobre o seu papel de informar e formar a sociedade com ética e isenção, mas também pela liberdade de realizarem a sua actividade e justiça no seu trabalho.

A 11 de Abril deste ano, os jornalistas irão comemorar o 48º aniversário da criação da então Organização Nacional de Jornalistas (ONJ), precursora do actual Sindicato Nacional de Jornalistas, sendo que o evento principal terá lugar na cidade de Nampula.

Durante um mês, decorrerão actividades em todas as províncias do país, com destaque para a revitalização dos órgãos de base, palestras, debates, torneios desportivos e saraus culturais, bem como visitas a campas de membros falecidos, confraternização, entre outras acções programadas.

“Ao escolher o lema para este ano, o Secretariado Executivo do SNJ pretende chamar à atenção para a necessidade de a classe jornalística, em especial, e a sociedade moçambicana, em geral, manterem içada a bandeira de uma actividade nobre, que pauta pelo respeito pela ética e deontologia profissionais; que luta permanentemente por uma imprensa cada vez mais livre e por condições de trabalho dignas e justas para os que actuam no sector da Comunicação Social”, lê-se no comunicado que denuncia que, nos últimos tempos, fazer jornalismo no país, tem constituído um exercício, não raras vezes penoso.

De acordo com o documento, diversas são as situações em que muitos profissionais trabalham em condições contratuais precárias, sem salários fixos e dignos, sem descontos para o sistema de segurança social obrigatório, sem seguros de trabalho, de vida e de viagem, sem os necessários meios materiais, técnicos e financeiros para a prossecução das suas actividades.

O Executivo assinala ainda que, paralelamente, verificam-se, por parte de alguns membros da classe, frequentes atropelos às normas éticas e deontológicas básicas do jornalismo, situação que tem contribuído para a descredibilização da profissão, num país onde o direito dos cidadãos à informação e ao livre exercício da actividade de imprensa ainda é um caminho longo por percorrer.

Este ano, as celebrações do 11 de Abril vão decorrer numa altura em que a Assembleia da República já trabalha com vista a discussão e aprovação do importante pacote legislativo para a Comunicação Social, amplamente debatido pela classe jornalística durante o ano passado.

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