Ébola pode tornar-se mais mortífera

O Comité Internacional de Resgate (IRC) alerta que o surto de Ébola na República Democrática do Congo (RDC) pode tornar-se “mais mortal de que há registo” se não forem tomadas medidas internacionais urgentes.
A Organização Mundial da Saúde indicou no início desta semana que há mais de 900 casos suspeitos de Ébola e 220 mortes na RDC. O surto já se alastrou também ao vizinho Uganda, onde existem sete casos confirmados, incluindo uma morte.
A epidemia é provocada pelo raro vírus Bundibugyo, para o qual não existe qualquer vacina comprovada, o que torna especialmente difíceis os esforços para travar a sua propagação.
Num comunicado, o IRC, organização de ajuda humanitária sediada em Nova Iorque, apelou ao “financiamento e coordenação internacionais urgentes” para enfrentar o surto, alertando que o conflito regional e os cortes na ajuda estão a prejudicar as tentativas de controle.
“Os sinais de alerta estão todos vermelhos”, afirmou Bob Kitchen, vice-presidente de Emergências do IRC.
“O Leste da RDC enfrenta este surto mais fragilizado e menos preparado do que durante o de 2018-2020, que matou mais de 2 000 pessoas, e com menos recursos para o combate”, prosseguiu.
Para ele, o aumento do conflito e cortes no financiamento da ajuda global desmantelaram as defesas exactamente no pior momento. A lição de todos os surtos anteriores é clara: atrasos custam vidas.
Na semana passada, três voluntários da Cruz Vermelha na RDC morreram com suspeita de Ébola na província de Ituri, o epicentro do surto no país.
A Ébola é uma doença mortal identificada pela primeira vez em 1976, seus sintomas podem incluir febre, fraqueza, diarreia, vómitos e, por vezes, hemorragias. (Euronews)

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