Fraco investimento reduz produção de leite no país

A FRACA capacidade de investimento para a produção de leite fresco no país, associada à concorrência na região, está a pôr em risco o crescimento deste subsector e o alcance da auto-suficiência.

Este é um dos pilares que deve merecer a atenção do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER), que, desde ontem, realiza uma reunião nacional de planificação e avaliação do desempenho do sector nos últimos cinco anos e fazer projecções no âmbito da visão governamental.

Segundo o ministro Celso Correia, apesar de algumas regiões apresentarem bons indicadores de produção de leite, a falta de atenção no passado, aliada ao forte investimento dos países vizinhos, está a atrasar a aposta nacional. “A nossa capacidade de atrair investimento para este sector e concorrer com os mercados mais evoluídos de importação talvez foi um dos factores mais determinantes para não termos tido o mesmo crescimento que tivemos em outros produtos e outras culturas”, disse.

De acordo com o Boletim de Estatísticas Pecuárias (2012-2022) da Direcção Nacional de Desenvolvimento Pecuário, neste momento apenas as províncias de Manica, Sofala e Gaza se destacam.

O documento refere ainda que a tendência de crescimento que se verificava foi interrompida em 2022, com uma queda de 24,7 por cento ao decair de 3.235.774 para 2.436.697 litros.

Sobre a reunião nacional de planificação, o ministro apontou como objectivos a realização de uma avaliação da implementação do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Sector Agrário (PEDSA-2030); o balanço do Programa Quinquenal e deixar contribuições para o próximo ciclo, sempre com orientações da Estratégia Nacional de Desenvolvimento (ENDE).

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