A situação das inundações veio mostrar que a Matola precisa de espaços para águas, bacias, lagoas e de áreas verdes com interesse para o ambiente.
Esta posição foi avançada esta quarta-feira pelo presidente do município da Matola, Júlio Parruque, durante a sua visita às zonas residências alagadas durante as cheias e inundações ocorridas no início deste ano.
Parruque ,que falava no bairro de Matlemele, na Machava, defendeu uma nova visão urbanística, a qual deve privilegiar espaços para a retenção das águas pluviais. Disse já estar definido, a nível da autarquia, a demarcação de áreas para a protecção das zonas de retenção de águas.
Na sua visita ao bairro de Matlemele, Parruque constatou a prevalência do drama de casas submersas, sobretudo no quarteirão 5, com cerca de 40 casas submersas. Face à situação, o presidente da autarquia determinou o reforço dos meios de bombagem com maior capacidade para acelerar a sucção das águas, como também apelou ao apoio de parceiros para estruturar uma resposta definitiva.