Mil e quinhentos profissionais de saúde foram sancionados nos últimos cinco anos, em todo o país, por diversas infracções disciplinares, incluindo mau atendimento aos utentes, abandono injustificado do posto de trabalho, roubo de medicamentos e outros comportamentos considerados incompatíveis com o serviço.
Dos profissionais sancionados, 77 foram afastados de funções de chefia ou gestão, por incumprimento das normas do Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado (EGFAE), enquanto 40 acabaram expulsos do Estado.
A informação foi prestada, em exclusivo ao “Notícias”, pelo porta-voz do Ministério da Saúde (MISAU), Cipriano Mainga, à margem de um encontro de gestores de Recursos Humanos para a Saúde, realizado há dias, na cidade de Chimoio.
Segundo Mainga, o Hospital Central de Maputo (HCM) lidera a lista das instituições com maior número de sanções aplicadas, 356 casos nos últimos cinco anos.
Segue-se o Hospital Provincial de Maputo, 218 sanções, enquanto as restantes unidades sanitárias da cidade de Maputo registaram 156. Entre as províncias das regiões Centro e Norte, Nampula destaca-se com 118 sanções, seguida de Sofala com 114.