O Conselho Municipal de Maputo integrou 106 vendedores de peixe e mariscos no Mercado Central, no âmbito do processo de reorganização do comércio informal e da requalificação paisagística da Baixa da cidade, com destaque para a Praça 25 de Junho.
A informação foi avançada esta tarde pelo vereador das Actividades Económicas e Turismo, Alexandre Muianga, que explicou que a medida visa ordenar a actividade comercial e melhorar as condições de trabalho dos operadores, bem como a higiene e segurança alimentar.
Segundo o responsável, o processo foi inicialmente marcado por alguma resistência e desinformação, tendo surgido listas com mais de 400 supostos vendedores, quando a presença efectiva no local era significativamente inferior. Após a verificação dos registos, o município procedeu à actualização dos dados e à integração dos operadores elegíveis.
Dos 106 vendedores abrangidos, 25 são grossistas de peixe, 69 retalhistas e 12 comerciantes de bebidas, estes últimos distribuídos pelos mercados Mandela 1 e 2.
Muianga destacou que as condições oferecidas pelo Mercado Central, incluindo bancas adequadas, água, sanitários e sistemas de conservação, levaram muitos vendedores que actuavam apenas no período nocturno a estenderem a sua actividade para o dia.
Para acomodar o sector, o município prolongou o horário de funcionamento do Mercado Central até às 22 horas, permitindo a realização diária de feiras nocturnas de peixe entre as 18 e as 22 horas.
O Conselho Municipal reforçou ainda as condições de conservação do pescado, com a instalação de frigoríficos e de um contentor frigorífico de grande capacidade, destinado a garantir a preservação do produto não vendido.
A edilidade considera que a operação decorre de forma satisfatória e refere que a adesão dos vendedores tem contribuído para o sucesso da reorganização do sector.