A reforma institucional do abastecimento de água e saneamento deverá produzir resultados por forma minimizar os feitos negativos do fenómeno El Ninõ, que poderá afectar as regiões sul e centro do país na próxima época chuvosa e ciclónica.
Este é um dos objectivos do XII Conselho Coordenador do Ministério das Obras Públicas Habitação e Recursos Hídricos que decorre entre hoje e amanhã, no distrito da Macaneta, província de Maputo.
Na abertura do evento, o ministro das Obras Públicas Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, disse que minimizar os feitos da seca só será possível se se convergir a planificação, orçamento, execução e monitoria. A planificação para 2027, tal como indicou, deve, por isso, começar pela articulação.
“Antes de inscrevermos uma actividade, devemos saber quem participa, quem financia, quem executa, quem fiscaliza, quem recebe e quem mantém o investimento depois da sua conclusão”, referiu.
“Para isso, contaremos com a transformação digital como um dos pilares da modernização do sector. O e-ÁguaS, os sistemas de informação e monitoria, as estações telemétricas e o Sistema de Comando e Previsão de Cheias devem deixar de ser iniciativas isoladas e passar a funcionar como instrumentos de uma mesma cultura de gestão baseada em dados”, reforçou