NAS UNIDADES SANITÁRIAS: Quando a febre tifóide é usada como pretexto para a corrupção

ESMERALDO BOQUISSE

A FEBRE tifóide é usada como pretexto em esquemas de corrupção e burla nas unidades sanitárias de Nampula. Uma reportagem revela uma teia de interesses ilícitos que envolve técnicos de triagem, laboratório e farmacêuticos, com a cumplicidade de alguns cidadãos.

A investigação, conduzida durante os últimos três meses nas cidades de Nampula e de Nacala, despoletou um esquema orquestrado por funcionários da Saúde, como sujeitos activos, num sistema paralelo que mina a confiança do público e põe em risco a vida de pacientes.

Dentre as unidades sanitárias visitadas, destacam-se o Hospital Distrital de Nacala, Centro de Saúde Urbano, Hospital Capricórnio e Centro de Saúde Akumi (em Nacala); o Centro de Saúde 25 de Setembro, o Centro de Saúde da Polícia da República de Moçambique, Centro de Saúde de Muhala, Hospital Geral de Marrere, Hospital Militar de Nampula e Hospital Central de Nampula, na cidade de Nampula.

Esta reportagem ilustra como exemplos dez casos de corrupção, devidamente, evidenciados em algumas unidades sanitárias das cidades de Nampula e Nacala, onde a utentes são feitas cobranças por um serviço desconhecido pelas autoridades do sector a nível da província.

Foto 2. Resultados emitidos no Centro de Saude 25 de Setembro

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