A febre aftosa continua a ser a doença que representa maior ameça no sector pecuário na província do Niassa, podendo comprometer a produtividade nesta área e consequentemente o comércio dos derivados de animais nos principais mercados nacionais e estrangeiros.
Em paralelo a este cenário, estão as limitações no acesso as vacinas, fragilidades no sistema de produção, insuficiência de infra-estruturas veterinárias, inacessibilidade às tecnologias resilientes, fraca interacção aos mercados, dificuldades na operacionalização de tanques carracicidas, para além de roubo de gado que tem se constatado nas comunidades.
Esta informação foi partilhada por Elina Massengele, governadora do Niassa, que falava na localidade de Mepoche, posto administrativo de Lunho, distrito do Lago, onde se realizou a cerimónia de lançamento da campanha de vacinação animal 2026, a nível da província.
A chefe do Executivo provincial disse que diante deste cenário, espera-se dos criadores e demais intervenientes nesta cadeia de valor, um maior compromisso para com as boas práticas de produção pecuária, cumprindo rigorosamente as campanhas de vacinação, de modo a garantir uma criação mais produtiva e sustentável.
‘‘É neste contexto que reafirmamos o nosso compromisso de, entre outros, reforçar a sanidade animal, investir nas campanhas de vacinação, promover as tecnologias resilientes às mudanças climáticas, incentivar a produção pecuária de sustentabilidade competitiva e orientada para o mercado e fortalecer a fiscalização e o combate ao roubo de gado’’, anotou.