Novas áreas metropolitanas na forja em Moçambique

MOÇAMBIQUE projecta criar, a breve trecho, novas áreas metropolitanas para responder aos desafios impostos pelo crescimento urbano, nos últimos anos, ao redor das principais cidades, impulsionado pelo êxodo rural.

A instituição das metrópoles está prevista na Política Nacional de Urbanização, recentemente aprovada pelo Executivo, segundo Plácido Pereira, director nacional de Desenvolvimento Autárquico no Ministério da Administração Estatal e Função Pública (MAEFP).

Considera o êxodo rural a elevada taxa de natalidade e questões económicas como alguns dos factores que influenciam o crescimento da urbanização no país e no mundo.

Neste contexto, decorrem estudos visando a transformação em áreas metropolitanas das cidades de Moatize e Tete, na província de Tete; Dondo e Beira, em Sofala; Nampula-Namialo-Nacala, entre outros espaços.

Trata-se de um processo que será antecedido pela elaboração de uma estratégia de implementação e a aprovação da respectiva legislação. Para a fonte, a medida permitirá a concentração de recursos na resolução dos problemas que afectam as áreas administrativas que passarão a integrar as metrópoles.

Realçou que não se trata de novas áreas administrativas, mas de reconhecer os espaços de interacção e partilha de serviços. “A política recomenda a criação de novas centralidades, pois desde a independência não temos novas cidades. As existentes foram erguidas junto à costa e com as mudanças climáticas assistimos a problemas como erosão. Em parte são cidades envelhecidas e urge pensar em novas urbes”.

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