O dilema de quem vive com uma doença rara

O DIAGNÓSTICO e tratamento de doenças raras continua a desafiar os profissionais de saúde, ao mesmo tempo que afecta a vida das famílias, muitas das quais não dispõem de recursos para buscar cuidados especializados.

António Machava, 23 anos, residente no bairro Chamanculo “C”, na cidade de Maputo, vive um dilema há mais de 11 anos, devido a uma doença cujo diagnóstico continua inconclusivo, apesar de várias consultas e exames especializados realizados no país, no Eswatini e na África do Sul.

O jovem apresenta um inchaço anormal no abdómen, braços e pernas, limitando a sua mobilidade e comprometendo a qualidade de vida. Segundo contou, os primeiros sintomas surgiram na adolescência e levaram à regressão no crescimento,

O que começou como um problema simples evoluiu para um quadro clínico complexo, com agravamento progressivo do seu estado de saúde.

“Inicialmente, disseram-me que tinha um problema no coração. Alegavam que o órgão se encontrava numa bolsa elástica, impedindo o seu desenvolvimento. Com o tempo, a barriga e os pés incharam, e a aparência física mudou”, conta.

Na busca de soluções, o paciente realizou consultas no Hospital Central de Maputo, onde chegou a ter uma cirurgia agendada. No entanto, o procedimento acabou cancelado pelos médicos especialistas, por entenderem que havia necessidade de passar por mais consultas para observação clínica.

Foto: I. Pereira

Leia mais…

Related posts

Nigéria desmantela o maior laboratório de metanfetaminas do país

Moçambique reforça apelo por futuro mais resiliente

Féling Capela defende no MICMZ turismo que paga e respeita as periferias