O director-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, apelou hoje ao reforço da “soberania sanitária” de África e à redução da sua “dependência externa”, num contexto marcado por severos cortes no financiamento global.
Tedros transmitiu esta mensagem numa reunião ministerial regional, na Namíbia, organizada pelos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças de África (CDC de África), a agência de saúde pública da União Africana (UA).
O alto responsável destacou os progressos de saúde alcançados por África nos últimos 25 anos, com “um aumento da esperança de vida superior a 10 anos, uma queda da mortalidade materna de mais de um terço e uma redução da mortalidade infantil de mais de metade”.
“Em resumo, os povos de África vivem mais tempo e têm vidas mais saudáveis do que nunca. Isto é motivo de celebração”, afirmou, citado pela Lusa.
No entanto, alertou que o continente continua a enfrentar “graves desafios”, como “o aumento das doenças não transmissíveis e dos transtornos de saúde mental, as epidemias e pandemias, os efeitos da mudança climática e da poluição na saúde, a insegurança, o deslocamento, a resistência aos anti-microbianos, a falta de pessoal de saúde e o acesso desigual aos serviços e produtos de saúde”.
Foto: AP – Salvatore Di Nolfi