Jordão Corneta
Moçambique recorda hoje um dos episódios mais decisivos para o início da consciência nacionalista para a resistência e libertação do povo contra o regime de subjugação estrangeira que explorou económica, política e culturalmente o país por mais de cinco séculos: o colonialismo português.
A história aponta que num dia como hoje, em 1960, Moçambique (na altura província ultramarina) vivia um dos momentos mais atrozes e dolorosos da sua história: o massacre de Mueda, em Cabo Delgado, onde centenas de pessoas foram mortas, numa acção do governo português que reprimiu com fogo das armas o desejo de independência.
Tudo começou quando milhares de moçambicanos, reunidos pacificamente em Mueda, foram apresentar uma petição às autoridades coloniais exigindo o fim da opressão portuguesa e a independência do território. Era uma tentativa com todos condimentos de uma acção diplomática e pacífica.